CREA‑RJ realiza Encontro Defesa Civil e Meteorologia com auditório lotado durante todo o dia

Na sexta‑feira, 11 de julho de 2025, a sede do CREA‑RJ, no  Centro do Rio de Janeiro, foi palco do Encontro Defesa Civil e Meteorologia, promovido pela Câmara Especializada de Agronomia (CEAGRO). O evento aconteceu das 8h30 às 18h e reuniu um público expressivo, lotando o auditório do Conselho. O evento contou com a presença de agentes da Defesa Civil municipal e estadual, meteorologistas, autoridades municipais, profissionais técnicos registrados no CREA‑RJ, estudantes, membros de entidades de classe e representantes de instituições de ensino. Na parte da manhã foi ministrado o minicurso “Hidrologia Aplicada à Defesa Civil” pelo engenheiro Eduardo Cochrane Novo. E na parte da tarde foram realizadas oito apresentações. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento na parte da tarde. Na mesa de abertura também estavam: o presidente do NRRJ-SBMET, meteorologista Ivan Pereira de Abreu; o coordenador adjunto da CEAGRO, meteorologista Anselmo de Souza Pontes; e a conselheira titular, meteorologista Ana Cristina Pinto de Almeida Palmeira.  O objetivo foi promover a articulação entre as áreas para debater os bastidores de eventos extremos, medidas de prevenção, protocolos integrados e desafios futuros. Durante o evento, foram discutidos aspectos fundamentais, como: Representantes da Defesa Civil de diversos municípios estiveram presentes. Destacam-se os agentes Ronaldo Pereira Figueiredo, Welton Braga Cortes e o engenheiro civil Clayton Marlei Figueiredo, que compartilharam experiências práticas do litoral fluminense em situações de risco. Coordenador adjunto da CEAGRO, o meteorologista Anselmo Pontes ressaltou a importância da aproximação entre a Meteorologia e a Defesa Civil. “Esses eventos são fundamentais para debater ações entre Defesa Civil e Meteorologia, garantindo respostas mais rápidas, coordenadas e eficazes frente a eventos extremos”.  Também foram apresentados cases regionais, com exemplos de cidades que enfrentam desafios intensificados por eventos climáticos extremos, destacando a necessidade urgente de integração entre planejamento urbano, tecnologia e protocolos de emergência. A iniciativa reforça o compromisso do CREA‑RJ com a proteção da sociedade e a promoção do exercício profissional seguro e sustentável nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências.  O evento foi uma realização do CREA-RJ, por meio da CEAGRO, do núcleo do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Meteorologia, do Departamento de Meteorologia da UFRJ e da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro. E contou com o apoio da Mútua, Romiotto e Acoem. Assista à gravação do evento na íntegra em nosso canal WebTV CREA-RJ no YouTube.

Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal

No dia 12 de julho, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal, profissão responsável pela exploração sustentável dos recursos florestais para a produção de bens e serviços, além de avaliar e monitorar os ecossistemas, o manejo florestal, assim como o desenvolvimento de pesquisas que envolvem sementes e produtos florestais. As atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução nº 2018/73 de 29 de junho de 1974 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O(a) Engenheiro(a) Florestal utiliza os conhecimentos das ciências exatas, biológicas e sociais, trabalhando também com gestão ambiental, análise de impacto ambiental, tratamento de resíduos, controle de poluição e legislação ambiental, como o recursos hídricos e tecnologias limpas. A data é uma homenagem a São João Gualberto, santo que morreu em 12 de julho de 1073. Ao longo de sua vida, dedicou-se ao cultivo de bosques florestais durante o século X, sendo assim consagrado pelo Papa Pio XII como Protetor das Florestas.  Mercado de Trabalho Após a graduação, que possui uma duração média de quatro a cinco anos e que prepara os alunos para a compreensão dos processos naturais e das tecnologias associadas à área como avaliação e perícias rurais, cartografia e geoprocessamento, dendrometria e inventário, por exemplo, o profissional encontra oportunidades desde ONGs a empresas de base florestal.  O(a) engenheiro(a) florestal é um profissional que estará cada vez mais em evidência tendo em vista a importância de suas atribuições no contexto ambiental e climático em que vivemos, tal como: a retenção de CO2 da atmosfera na biomassa das árvores remanescentes dos planos de manejo conduzidos pelo(a) engenheiro(a) florestal, bem como nos diversos produtos madeireiros gerados de indústrias que são abastecidas por madeira de plantios florestais conduzidos com o conhecimento técnico deste profissional. Segundo o Vagas, a média salarial de um(a) engenheiro(a) florestal no Brasil é de R$4.512,00 e inicialmente, o profissional pode começar ganhando R$3.094,00 e, depois ter um salário que pode chegar a  R$6.453,00.  Áreas de Atuação Gestão Ambiental: aplica princípios de gestão ambiental e sustentabilidade em projetos florestais e na indústria madeireira, visando a minimizar os impactos ambientais e garantir práticas sustentáveis, aprendendo mais a fundo temas como direito ambiental e manejo de áreas contaminadas;  Manejo Florestal: nesta área, os(as) engenheiros(as) florestais desenvolvem projetos e ações em parques, reservas e hortos florestais. Podem atuar na administração desses locais ou em atividades de exploração sustentável e recuperação de áreas degradadas; Silvicultura: sendo uma área mais ampla, a silvicultura é o conjunto de práticas e conhecimentos que visam o cultivo, manejo e conservação de florestas, com objetivo de produzir madeira, celulose e outros produtos florestais sustentáveis. Assim, com a Engenharia Florestal, envolve o manejo sustentável de florestas para a produção de madeira, conservação da biodiversidade, e outros produtos florestais, visando a eficiência dos processos produtivos em projetos de implantação e gestão de ferramentas; Tecnologia de produtos florestais: voltada para a promoção sustentável dos produtos florestais, esse profissional pode trabalhar diretamente no desenvolvimento de novas tecnologias com essa finalidade. Assim, as pesquisas e testes de novas tecnologias buscam um melhor aproveitamento, extração e industrialização dos produtos florestais; Setor público: podem atuar em prefeituras, agências de defesa agropecuária, fundações ambientais, por exemplo, sendo que as atividades desenvolvidas variam de acordo com a função e o órgão. Na parte de fiscalização, os(as) engenheiros(as) florestais supervisionam empresas que utilizam produtos de origem florestal, como as termelétricas, siderúrgicas e indústrias de cosméticos; Setor corporativo: neste setor, o(a) engenheiro(a) florestal também executa e fiscaliza os serviços técnicos, assim como mensurar, padronizar e ter um controle de qualidade das atividades desenvolvidas.