
No dia 14 de julho, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Aquicultura, área da Engenharia responsável pelo cultivo de organismos aquáticos, como peixes, crustáceos, moluscos, algas e outros recursos naturais aquáticos com objetivo de produção de alimentos e utilização da riqueza biológica dos mares, ambientes estuarinos, lagos e cursos d’água, visando à mitigação de impactos ambientais e preservação dos estoques pesqueiros, assim como da própria fauna aquática.
As atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 218, publicada em 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Assim, esse(a) engenheiro(a) desempenha um papel econômico e social, já que gera impactos na produção de alimentos de qualidade nutricional, além de fomentar a indústria gerando emprego, renda e potencial promoção de equiparação social em atividades de baixo impacto ambiental.
No Brasil, a produção de peixes de cultivo foi de 968.745 toneladas, em 2024, de acordo com o levantamento realizado pela Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR). Logo, aumentar a produção de alimentos respeitando os limites de sustentabilidade se tornou um dos maiores desafios da aquicultura, pois demanda profissionais que possuam conhecimento tecnológico e biológico específico para proporcionar um melhor desempenho produtivo nas atividades de produção de organismos aquáticos.
Mercado de trabalho
Com uma ampla área de atuação, Engenheiros(as) de Aquicultura encontram um mercado em crescimento e com boas oportunidades de trabalho. O Brasil é um país com grande extensão litorânea, uma malha hidrográfica igualmente importante e, portanto, oferece potencial para o cultivo de animais aquáticos. Especialistas afirmam que faltam profissionais com qualificação para a construção e administração de fazendas aquícolas, capazes de minimizar os custos de produção e reduzir os impactos ambientais.
O crescimento do setor pesqueiro faz parte dos planos do governo para aumentar a produção de alimentos para os mercados interno e externo, atrair ofertas e recursos por parte das agências de financiamento. Desse modo, têm sido observadas uma demanda cada vez maior por esses(as) profissionais em órgãos públicos destinados à regulamentação do setor (Secretarias de Governo, IBAMA e ICMBio) e pesquisa (EMBRAPA, EPAGRI etc).
A profissão é regulamentada pela Lei 5194, de 24.12/1966. O piso salarial da categoria é de seis salários mínimos, segundo informação do Conselho Regional de Engenharia (CREA). Assim, o salário médio dos(as) engenheiros(as) de Aquicultura no Brasil é de R$4.700, segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do governo federal e profissionais de nível sênior (mais de 6 anos de experiência) em grandes e médias empresas são os mais bem remunerados, com salários normalmente acima de R$ 10.000.
Áreas de atuação
- Nutrição e Alimentação Aquática: com foco na área da Engenharia Genética, produção de organismos aquáticos em sistema multitrófico, avaliação de compostos antioxidantes na aquicultura, processamento e bioprodutos extraídos de organismos aquáticos.
- Gestão em Aquicultura: focada nas áreas de aquicultura e pesca, com ênfase no planejamento e implementação de práticas sustentáveis para minimizar os impactos ambientais da indústria e promover a conservação desses ecossistemas. Essa especialização inclui temas como biotecnologia na reprodução e manejo de gametas, gestão de pessoas e processos, licenciamento ambiental e monitoramento ambiental (municipal, estadual e federal).
- Engenharia de Sistemas Aquáticos: foca no design, construção e gestão de sistemas aquáticos para a produção de peixes, crustáceos e plantas aquáticas, incluindo tanques de cultivo, sistemas de recirculação de água e infraestrutura para controle ambiental.
- Biotecnologia: área focada nos estudos relacionados à Engenharia genética, produção de organismos aquáticos em sistema multitrófico, avaliação de compostos antioxidantes na aquicultura, processamento e bioprodutos extraídos de organismos aquáticos.
Fontes: Instituto Federal do Paraná; Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)
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