Brasil lança versão final do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial com investimento de R$ 23 bilhões até 2028

Foi publicada a versão final do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com apoio técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O documento estabelece diretrizes para o desenvolvimento ético, seguro e sustentável da IA no país e prevê investimentos de até R$ 23 bilhões em quatro anos. O plano, entregue ao presidente Lula durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, orienta ações do governo federal voltadas ao uso da IA como instrumento estratégico de desenvolvimento. Entre as metas está a aquisição de um dos cinco supercomputadores mais potentes do mundo, ampliando a capacidade nacional de processamento e pesquisa em IA. Elaborado com participação de governo, academia e setor produtivo, o PBIA busca soluções desenvolvidas no Brasil, adaptadas às realidades sociais, culturais e econômicas do país. O plano também promove a formação de talentos, o estímulo à pesquisa e a criação de marcos regulatórios que garantam segurança, transparência e proteção de dados. A aplicação da IA no setor público é incentivada para melhorar serviços e fortalecer políticas públicas baseadas em evidências. Acesse aqui a versão final do PBIA. Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Maricá sedia o próximo Encontro Microrregional do 12º Congresso Estadual de Profissionais

O CREA-RJ dá sequência aos Encontros Microrregionais (EMRs) preparatórios para o 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), que mobilizam profissionais de todo o estado em torno do tema: “Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das cidades”. A próxima reunião acontece em Maricá, no dia 17 de julho (quinta-feira), a partir das 18h.  O debate está alinhado aos eixos temáticos: Acessibilidade e Mobilidade Urbana; Saneamento Básico; Engenharia Pública; Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético para os municípios. Podem participar dos encontros com direito a voz e voto profissionais registrados no Crea-RJ com anuidade de 2025 em dia. Estudantes da área tecnológica e convidados podem participar com direito a voz, mas não a voto. Com participação gratuita, os EMRs são espaços para o debate e elaboração de propostas que serão consolidadas no 12º CEP, marcado para 2 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio. Os profissionais registrados no CREA-RJ com anuidade em dia também podem concorrer a delegados que irão representar suas regiões no 12º CEP, podendo, se eleitos, participarem do Congresso Nacional de Profissionais, que acontecerá em outubro no Espírito Santo. As inscrições podem ser feitas antecipadamente pelo site www.crea-rj.org.br/12cep ou presencialmente no local. Data: 17/07 (quinta-feira)Horário: 18h às 21hLocal: Banco Mumbuca (Rua Eugênia Modesto da Silva, 293 – Eldorado) Na sequência, o próximo encontro microrregional acontecerá na sede do CREA-RJ, no Rio de Janeiro, no dia 23 de julho.

Dia do(a) Engenheiro(a) de Aquicultura

No dia 14 de julho, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Aquicultura, área da Engenharia responsável pelo cultivo de organismos aquáticos, como peixes, crustáceos, moluscos, algas e outros recursos naturais aquáticos com objetivo de produção de alimentos e utilização da riqueza biológica dos mares, ambientes estuarinos, lagos e cursos d’água, visando à mitigação de impactos ambientais e preservação dos estoques pesqueiros, assim como da própria fauna aquática.  As atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 218, publicada em 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Assim, esse(a) engenheiro(a) desempenha um papel econômico e social, já que gera impactos na produção de alimentos de qualidade nutricional, além de fomentar a indústria gerando emprego, renda e potencial promoção de equiparação social em atividades de baixo impacto ambiental.  No Brasil, a produção de peixes de cultivo foi de 968.745 toneladas, em 2024, de acordo com o levantamento realizado pela Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR). Logo, aumentar a produção de alimentos respeitando os limites de sustentabilidade se tornou um dos maiores desafios da aquicultura, pois demanda profissionais que possuam conhecimento tecnológico e biológico específico para proporcionar um melhor desempenho produtivo nas atividades de produção de organismos aquáticos.  Mercado de trabalho Com uma ampla área de atuação, Engenheiros(as) de Aquicultura encontram um mercado em crescimento e com boas oportunidades de trabalho. O Brasil é um país com grande extensão litorânea, uma malha hidrográfica igualmente importante e, portanto, oferece potencial para o cultivo de animais aquáticos. Especialistas afirmam que faltam profissionais com qualificação para a construção e administração de fazendas aquícolas, capazes de minimizar os custos de produção e reduzir os impactos ambientais. O crescimento do setor pesqueiro faz parte dos planos do governo para aumentar a produção de alimentos para os mercados interno e externo, atrair ofertas e recursos por parte das agências de financiamento. Desse modo, têm sido observadas uma demanda cada vez maior por esses(as) profissionais em órgãos públicos destinados à regulamentação do setor (Secretarias de Governo, IBAMA e ICMBio) e pesquisa (EMBRAPA, EPAGRI etc). A profissão é regulamentada pela Lei 5194, de 24.12/1966. O piso salarial da categoria é de seis salários mínimos, segundo informação do Conselho Regional de Engenharia (CREA). Assim, o salário médio dos(as) engenheiros(as) de Aquicultura no Brasil é de R$4.700, segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do governo federal e profissionais de nível sênior (mais de 6 anos de experiência) em grandes e médias empresas são os mais bem remunerados, com salários normalmente acima de R$ 10.000. Áreas de atuação  Fontes: Instituto Federal do Paraná; Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Confira o vídeo!