Projeto de Estudos da Linha 3 do Metrô do Rio é debatido no GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ

No dia 15 de julho de 2026, foi realizada a  3ª Reunião Ordinária do Grupo de Trabalho (GT) de Mobilidade Urbana, na Sede do CREA-RJ, no Centro do Rio. O principal foco do encontro foi a discussão acerca do Projeto de Estudos da Linha 3 do do Metrô do Rio. Realizado pela COPPE/UFRJ, o projeto, chamado de Prisma-RJ, é um estudo técnico que propõe transformar a mobilidade, a integração urbana e o desenvolvimento socioeconômico da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por meio da implementação da Linha 3 do Metrô. O coordenador do projeto, engenheiro civil Rômulo Orrico, professor do Programa de Engenharia de Transportes da COPPE/UFRJ, falou sobre pontos abordados na reunião. “Hoje as atividades focaram na apresentação do estado atual do andamento do projeto e as suas perspectivas. Além disso, foi debatido com o Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do CREA-RJ alguns aspectos importantes da Engenharia no futuro da execução que pretendemos para a Linha 3” Rômulo Orrico também destacou o papel da Engenharia no projeto. “Existem questões construtivas que vão ser fundamentais, junto com várias possibilidades e tecnologias diferentes que estão sendo discutidas. A que chama mais atenção é a ligação da cidade do Rio de Janeiro e Niterói, que seria realizada abaixo do leito da Baía de Guanabara.” O coordenador do GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ, engenheiro eletricista Alexandre Vacchiano de Almeida, pontuou as próximas atividades do GT no prosseguimento do ano. “Temos umas perspectiva muito positiva para esse ano em relação aos projetos de mobilidade urbana, que inclui a reunião de hoje com o professor Orrico, mas também outras iniciativas importantes, como a visita ao Metrô da Gávea e um encontro com os profissionais da Trens-RJ, a nova concessionária que assumiu a linha de trens suburbanos.” A nova linha do Metrô do Rio vai conectar os municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí à capital fluminense, por meio de um trajeto de aproximadamente 50 quilômetros e 29 estações. Os pontos estratégicos previstos incluem o Largo da Carioca e o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro; a UFF e a Praça do Rink, em Niterói; o Itaboraí Plaza e Venda das Pedras, em Itaboraí, entre outras localizações. Para atingir os objetivos desejados, o Prisma-RJ mobilizou uma ampla equipe de pesquisadores do Programa de Engenharia de Transportes — PET, além de uma extensa base de dados, estudos de campo e a escuta das necessidades de cerca de 1,7 milhão de pessoas potencialmente beneficiadas pela nova linha. Dentre alguns dos impactos positivos esperados, estão a diminuição da redução dos tempos de deslocamento, a ampliação do acesso da população a oportunidades de emprego, educação e serviços, bem como o aumento significativo dos postos de trabalho durante as obras.  O professor Rômulo Orrico compartilhou as expectativas em relação aos impactos do projeto. “Se for acompanhado do projeto de desenvolvimento que vem sendo construído, esperamos a consolidação do Prisma-RJ como um ponto de mudança e inflexão nos aspectos da região, que sofre de carências estendidas para além do transporte público.” Além da apresentação do projeto Prisma-RJ, foram debatidos na reunião outros temas relevantes, como o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana — ENMU e o relato sobre a recente greve dos ônibus do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro avança na implantação de motofaixas e regras para veículos elétricos de micromobilidade

A cidade do Rio de Janeiro segue em fase de implantação das motofaixas destinadas a ciclomotores e autopropelidos elétricos, com nova etapa prevista para 27 de julho, quando a medida deve alcançar importantes vias de tráfego da cidade, como o Túnel Zuzu Angel, a Avenida Padre Leonel Franca, a Avenida Mário Ribeiro e a Avenida Borges de Medeiros. O cronograma integra a regulamentação instituída pela Prefeitura por meio do Decreto nº 57.823, publicado em 6 de abril de 2026, que estabelece critérios distintos para cada categoria de veículo, define exigências de segurança para os condutores e delimita as vias em que a circulação é permitida. Pelo decreto, são classificados como ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com velocidade máxima de 50 km/h, enquanto os autopropelidos, categoria que inclui bicicletas elétricas e patinetes, compreendem veículos de uma ou mais rodas com velocidade máxima de 32 km/h. A regulamentação complementa a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito. Entre as principais disposições da norma estão o uso obrigatório de capacete para todos os condutores, a proibição de transporte de um segundo ocupante sem o devido equipamento de segurança e a vedação de circulação desses veículos em vias com faixa exclusiva de ônibus. O decreto também estabelece limites de velocidade diferenciados conforme o tipo de via, podendo chegar a 40 km/h ou 60 km/h. A publicação da norma ocorreu uma semana após um acidente na Tijuca, no qual uma mãe e seu filho morreram atropelados por um ônibus enquanto utilizavam uma bicicleta elétrica. Segundo dados da Prefeitura, os acidentes envolvendo bicicletas elétricas cresceram cerca de 700% na cidade nos últimos anos, e aproximadamente 40% dos atendimentos de emergência da rede hospitalar municipal decorrem de ocorrências de trânsito. A maior parte das disposições do decreto já está em vigor desde sua publicação. A exigência de registro, licenciamento e emplacamento para ciclomotores e autopropelidos com assento, no entanto, segue em prazo de regularização, que se estende até 31 de dezembro deste ano. A implantação das motofaixas ocorre em etapas ao longo do segundo semestre de 2026. A primeira fase, já concluída em 22 de junho. Após a etapa de 27 de julho, as fases seguintes estão previstas para 31 de agosto e para 28 de setembro. A Prefeitura anunciou investimento de R$ 20 milhões na expansão da malha cicloviária e de R$ 8 milhões na rede de motofaixas, com meta de ampliar em 50 km a malha cicloviária até 2028. Especialistas avaliam que a nova regulamentação é um avanço, mas que sua efetividade depende de investimentos complementares em infraestrutura segregada para os veículos de micromobilidade motorizada, campanhas educativas voltadas ao trânsito, fiscalização contínua e maior integração com o planejamento urbano e de transportes da cidade. Além disso, a eficácia prática dependerá das condições reais de operação, incluindo sinalização adequada, fiscalização e infraestrutura compatível com o volume de veículos em circulação. Uma questão jurídica, entretanto – como, por exemplo as disposições relativas à exigência de emplacamento – tem sido um dos mais sensíveis do decreto, já que há divergências entre os critérios de classificação de veículos adotados pelo decreto municipal e os parâmetros definidos pela Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito. O Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro reconheceu que o sistema de registro de veículos é de âmbito nacional, regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito e administrado pela Secretaria Nacional de Trânsito, o que limita o alcance das reclassificações promovidas pela norma municipal. 

CREA-RJ promove debate técnico no Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho

No dia 27 de julho de 2026, 9h às 13h, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho —  CEEST, com apoio do Ministério Público do Trabalho — MPT e da Sociedade de Engenharia de Segurança do Estado do Rio de Janeiro — SOBES-RIO, realiza o evento “Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho: Atualização das Normas Regulamentadoras e Fortalecimento da Cultura Prevencionista”. O encontro, que acontece na Sede do Conselho, no Centro do Rio, tem como objetivo proporcionar um debate técnico sobre as atualizações das Normas Regulamentadoras, considerando os Riscos Psicossociais, a valorização do exercício profissional e a cultura da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais no Estado do Rio de Janeiro.  O público-alvo é formado por profissionais do Sistema CONFEA/CREA e demais interessados no tema. Serviço:  Evento: Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho: Atualização das Normas Regulamentadoras e Fortalecimento da Cultura Prevencionista Data: 27 de julho de 2026 Hora: das 9h às 13h Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40/4º andar – Centro, Rio de Janeiro Inscrições gratuitas e programação completa: clique aqui

Maior acelerador de partículas do mundo entra em parada programada para modernização até 2030

O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), maior acelerador de partículas do mundo, entrou em uma parada técnica programada que deverá se estender até 2030. A interrupção marca o início da terceira grande etapa de manutenção e modernização do equipamento, denominada Long Shutdown 3 (LS3), conduzida pelo Centro Europeu para Pesquisa Nuclear (CERN). Durante esse período, serão realizadas intervenções destinadas a ampliar a capacidade operacional do acelerador e preparar sua próxima fase de experimentos científicos. Ao término das obras, o equipamento passará a operar como High-Luminosity Large Hadron Collider (HL-LHC). O projeto prevê um aumento significativo da luminosidade do acelerador, parâmetro que representa o número de colisões entre partículas produzidas em determinado intervalo de tempo. Quanto maior a luminosidade, maior é o volume de dados disponível para os experimentos e maior a possibilidade de observar fenômenos extremamente raros. Segundo o CERN, aproximadamente 1,2 quilômetro de componentes do acelerador será substituído ou atualizado durante a paralisação. As intervenções incluem a instalação de novos ímãs supercondutores de alta tecnologia, cavidades de radiofrequência, sistemas criogênicos, linhas de vácuo, colimadores, absorvedores de partículas, conexões elétricas supercondutoras e equipamentos de monitoramento e proteção da máquina. Também serão modernizados os quatro grandes detectores utilizados nos experimentos científicos. O LHC é uma das mais complexas infraestruturas científicas já construídas. Instalado em um túnel circular de 27 quilômetros de circunferência, a aproximadamente 100 metros de profundidade na fronteira entre a Suíça e a França, o acelerador utiliza campos magnéticos extremamente intensos para conduzir feixes de prótons e íons pesados em sentidos opostos. As partículas são aceleradas até velocidades próximas à da luz antes de colidirem em pontos específicos, onde grandes detectores registram os resultados desses eventos. As colisões permitem aos pesquisadores investigar a estrutura fundamental da matéria e compreender o comportamento das partículas elementares e das forças que atuam no Universo. Os dados obtidos contribuem para pesquisas relacionadas ao Modelo Padrão da Física, ao comportamento do bóson de Higgs, à matéria escura, à antimatéria e a outros fenômenos que ainda não possuem explicação definitiva. Desde o início de sua operação, em 2008, o LHC tornou-se uma das principais instalações científicas do mundo. Em 2012, os experimentos conduzidos pelo CERN confirmaram a existência do bóson de Higgs, partícula prevista teoricamente na década de 1960 e considerada fundamental para explicar a origem da massa das partículas elementares. A descoberta foi reconhecida com o Prêmio Nobel de Física de 2013, concedido aos físicos François Englert e Peter Higgs. A modernização prevista para o High-Luminosity LHC deverá ampliar substancialmente a capacidade de produção de dados do acelerador. De acordo com o CERN, a nova configuração permitirá obter cerca de dez vezes mais informações do que as registradas desde o início da operação da instalação, tornando possível realizar medições com maior precisão e ampliar a sensibilidade para detectar eventos extremamente raros. Embora o acelerador permaneça desligado durante o período de modernização, as atividades científicas não serão interrompidas. As equipes responsáveis pelos experimentos continuarão analisando os dados produzidos durante a terceira fase operacional do LHC, encerrada em 2026. Paralelamente, engenheiros, físicos e técnicos atuarão na instalação e nos testes dos novos equipamentos que integrarão a infraestrutura do acelerador. A previsão é que as operações sejam retomadas em 2030, inaugurando uma nova etapa das pesquisas em Física de partículas. Com maior capacidade de produzir colisões e coletar dados, o High-Luminosity LHC deverá ampliar o potencial de descobertas científicas e aprofundar o conhecimento sobre a estrutura da matéria e a evolução do Universo. Fonte: CERN