CREA-RJ participa do lançamento da edição de 20 anos do projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento
O CREA-RJ esteve presente no lançamento da edição comemorativa de 20 anos do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, promovido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). O evento foi realizado no dia 15 de junho, na capital paulista, reunindo lideranças da engenharia, representantes de entidades de classe, especialistas e autoridades públicas. Representando o 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro de Oliveira, a diretora administrativa do Conselho, engenheira naval Cládice Nóbile Diniz participou da solenidade. “Destaco, na comemoração dos 20 anos do projeto, a demonstração da capacidade das organizações profissionais de Engenharia em contribuir com ideias para políticas públicas de desenvolvimento, como ocorreu com sua incorporação ao PAC. Essa constatação é estimulante ao se pensar nas contribuições que poderão ser apresentadas à 1ª Conferência Nacional da Engenharia, a ser realizada pelo governo federal, com o apoio das entidades de classe, ainda este ano.”, afirma Cládice. Também esteve presente o conselheiro do CREA-RJ e diretor da FNE, Antonio Carlos Soares Pereira. Com o tema “Rumo a um ciclo de expansão econômica sustentável”, a nova edição do projeto reafirma a importância da Engenharia como instrumento fundamental para o crescimento econômico, o aumento da competitividade nacional e a melhoria da qualidade de vida da população. A publicação propõe reflexões e soluções para os desafios contemporâneos do país, considerando especialmente as transformações tecnológicas e os impactos da crise climática. Ao completar duas décadas de existência, o projeto Cresce Brasil volta seu olhar para as potencialidades e os desafios do século XXI. A obra está estruturada em três grandes eixos, indústria, soberania e valorização profissional, e reúne 12 artigos assinados por especialistas de referência nacional. Entre os temas abordados estão a engenharia no novo ciclo industrial; economia verde; inovação e P&D; indústria aeronáutica; matriz energética; recursos hídricos; agricultura e segurança alimentar; autonomia digital; terras raras; ensino de engenharia e formação tecnológica; carreira pública de Estado para engenheiros e combate à precarização. Criado pela Federação Nacional dos Engenheiros, o projeto Cresce Brasil consolidou-se ao longo das últimas duas décadas como uma importante plataforma de formulação de propostas para o desenvolvimento do país, reunindo conhecimento técnico e visão estratégica para fortalecer a infraestrutura, a inovação e a sustentabilidade.
Comunicado: Jogo do Brasil na Copa do Mundo
Informamos que, em razão da partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, no dia 24 de junho (quarta-feira), o expediente da sede e das inspetorias será encerrado às 15h. Orientamos que as solicitações sejam encaminhadas para o e-mail [email protected] Agradecemos a sua compreensão.
Abertas as inscrições para o curso de Orçamento de Obras Civis
Estão abertas as inscrições para o curso de Orçamento de Obras Civis, realizado pelo Instituto Bramante de Educação. O curso acontece nos dias 15, 16, 20, 21 e 22 de julho, das 19h30 às 22h30, no formato online e ao vivo, totalizando uma carga horária de 14 horas. O objetivo das aulas é apresentar o processo de desenvolvimento de orçamentos detalhados e cronogramas físico-financeiros destinados à Construção Civil. O corpo docente é formado pela coordenadora e consultora, arquiteta e mestre em Engenharia pela UFRJ Maria Izabel Ribeiro. O curso também oferece 10% de desconto para engenheiros e engenheiras com anuidade do CREA-RJ em dia. Inscrições e mais informações: clique aqui
Erupção submarina em Tonga revelou mecanismo natural de destruição de metano na atmosfera
A erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, ocorrida em 15 de janeiro de 2022 no Pacífico Sul, produziu uma das explosões mais intensas registradas na era moderna. Audível a centenas de quilômetros de distância, o evento gerou ondas superiores a um metro na costa de Tonga e lançou uma nuvem gigantesca de cinzas, vapor e gases até aproximadamente 55 quilômetros de altitude, injetando cerca de 146 teragramas de vapor d’água diretamente na estratosfera. Agora, anos depois do evento, um estudo publicado em maio de 2026 na revista científica Nature Communications revelou um efeito inesperado daquela erupção: a própria nuvem vulcânica destruiu parte do metano que havia liberado na atmosfera. A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional composta por pesquisadores de instituições dos Países Baixos, Bélgica, Dinamarca, Espanha e Reino Unido, com financiamento da organização Spark Climate Solutions. O trabalho foi publicado com o título “Satellite quantification of enhanced methane oxidation applied to the stratospheric plume following Hunga Tonga-Hunga Ha’apai eruption”, na edição de maio de 2026 da Nature Communications. A descoberta partiu da análise de dados do satélite Sentinel-5P, da Agência Espacial Europeia. Ao examinar as imagens da nuvem vulcânica, os pesquisadores identificaram concentrações excepcionalmente elevadas de formaldeído – composto que se forma como subproduto da decomposição do metano na atmosfera e que serve como indicador químico desse processo. A nuvem de formaldeído foi rastreada por dez dias consecutivos, até alcançar a América do Sul. Como o formaldeído tem vida útil de apenas algumas horas, a presença contínua do composto ao longo de todo esse trajeto indicou que a destruição de metano ocorreu de forma ininterrupta por mais de uma semana. O mecanismo responsável pelo fenômeno envolveu uma combinação de elementos lançados pela erupção. A explosão projetou para a estratosfera uma quantidade de vapor d’água salgado equivalente ao volume de cerca de 58 mil piscinas olímpicas, além de grandes quantidades de cinzas vulcânicas e partículas minerais. Quando a luz solar atingiu essa mistura, formaram-se radicais de cloro altamente reativos, que interagiram com as moléculas de metano presentes, acelerando sua decomposição. Os pesquisadores estimam que a erupção liberou aproximadamente 300 gigagramas de metano, volume comparável às emissões anuais de mais de dois milhões de bovinos, e que a nuvem removeu cerca de 900 megagramas desse gás por dia durante o evento. Os autores do estudo destacaram que um processo químico semelhante já havia sido identificado anteriormente sobre o Oceano Atlântico, envolvendo poeira do Saara e sal marinho, mas nunca havia sido observado na alta estratosfera, onde as condições físicas são substancialmente distintas. O contexto climático que torna a descoberta relevante está ligado às propriedades do metano como gás de efeito estufa. Em um período de 20 anos, o metano tem capacidade de aquecer o planeta cerca de 80 vezes mais do que o dióxido de carbono, sendo atualmente responsável por aproximadamente um terço do aquecimento global. Ao contrário do CO₂, porém, o metano se decompõe na atmosfera em cerca de uma década, o que significa que reduções nas suas emissões podem produzir efeitos climáticos mensuráveis em prazo relativamente curto. Por essa razão, cientistas da área climática frequentemente descrevem o controle do metano como um “freio de emergência” para o aquecimento global. Os pesquisadores avaliam que a compreensão desse mecanismo natural pode orientar o desenvolvimento de métodos artificiais para a remoção de metano diretamente na atmosfera, abrindo uma linha de investigação com potencial aplicação no combate às mudanças climáticas.