Brasil é destaque na maior feira internacional de Ciências e Engenharia

Estudantes brasileiros conquistaram oito premiações na Regeneron International Science and Engineering Fair 2026 (ISEF), considerada a principal competição internacional de pesquisa científica para alunos do ensino básico. A edição deste ano foi realizada em maio (Phoenix, no estado do Arizona), nos Estados Unidos, reunindo cerca de 1.700 finalistas de dezenas de países. De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, os projetos premiados abordaram áreas como saúde, agricultura, meio ambiente, tecnologia e inteligência artificial, evidenciando a diversidade temática e o potencial da produção científica desenvolvida por estudantes brasileiros. A Regeneron ISEF é organizada pela Society for Science e é reconhecida como a maior competição global de ciência, tecnologia, engenharia e matemática para estudantes do ensino médio. A feira distribui mais de US$ 7 milhões em prêmios, bolsas de estudo e outras oportunidades acadêmicas, reunindo jovens pesquisadores selecionados em competições regionais e nacionais realizadas em diferentes países. Segundo informações divulgadas pelo governo federal, 21 estudantes brasileiros participaram da edição de 2026. Entre os trabalhos reconhecidos estão pesquisas voltadas ao desenvolvimento de soluções para a saúde, tecnologias baseadas em inteligência artificial, estudos relacionados à agricultura sustentável e iniciativas voltadas à preservação ambiental. A lista oficial de premiações divulgada pela Society for Science registra os vencedores das categorias Grand Awards e Special Awards, que reconhecem tanto a excelência científica quanto o potencial de aplicação prática dos projetos apresentados. Os estudantes premiados conquistaram reconhecimento em diferentes áreas do conhecimento, concorrendo com representantes de aproximadamente 60 países e territórios.  O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação destacou que o desempenho brasileiro reforça a importância dos investimentos em educação científica e em programas de incentivo à pesquisa desde a educação básica. O resultado também evidencia a capacidade de estudantes brasileiros de desenvolver projetos com relevância científica e impacto social em temas contemporâneos de alcance global.  Considerada uma das principais vitrines mundiais para jovens pesquisadores, a Regeneron ISEF funciona como porta de entrada para oportunidades acadêmicas, intercâmbios científicos e programas internacionais de formação em ciência e tecnologia. A competição reúne anualmente projetos avaliados por especialistas de universidades, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica. Fontes: MCTI e Regeneron ISEF 

MMA avança na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental com apoio internacional

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) avança na construção da regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), categoria de unidade de conservação considerada estratégica para conciliar preservação ambiental, ocupação humana e atividades econômicas. A iniciativa conta com apoio do Projeto GEF Áreas Privadas e envolve representantes do poder público, instituições ambientais e sociedade civil. As APAs integram o grupo de unidades de conservação de uso sustentável previsto no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Diferentemente das unidades de proteção integral, elas podem abranger áreas públicas e privadas, permitindo a permanência de comunidades e o desenvolvimento de atividades produtivas compatíveis com a conservação ambiental. Segundo o MMA, o Brasil possui atualmente 530 APAs cadastradas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), abrangendo mais de 131,5 milhões de hectares. Essas áreas representam aproximadamente metade da extensão total das unidades de conservação do país e alcançam territórios onde vivem cerca de 5% da população brasileira. O processo de regulamentação vem sendo conduzido pelo Departamento de Áreas Protegidas do MMA há mais de um ano e inclui entrevistas, oficinas técnicas, reuniões temáticas e consultas com gestores ambientais das diferentes esferas de governo. Entre os dias 10 e 12 de dezembro de 2025, foi realizada uma oficina presencial na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília, para discussão da minuta do decreto de regulamentação das APAs e de um caderno nacional de diretrizes de gestão. De acordo com o ministério, a proposta busca estabelecer parâmetros mínimos de gestão para as APAs em todo o país, garantindo maior segurança jurídica e administrativa, além de fortalecer a integração entre conservação ambiental, planejamento territorial e desenvolvimento socioeconômico. Nesse contexto, a atuação de profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências possui papel relevante na elaboração e implementação de instrumentos de gestão ambiental voltados às APAs. Entre as atividades técnicas relacionadas estão o planejamento territorial, o geoprocessamento, os estudos ambientais, a gestão de recursos hídricos, o monitoramento ambiental, a recuperação de áreas degradadas e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para uso e ocupação do solo. O Projeto GEF Áreas Privadas, que apoia a iniciativa, atua na promoção da conservação da biodiversidade em propriedades privadas e na ampliação da conectividade ecológica entre áreas protegidas. O projeto conta com financiamento do Global Environment Facility (GEF), implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e gestão financeira do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). O MMA destaca ainda que mais da metade da vegetação nativa remanescente do Brasil está localizada em áreas privadas, o que reforça a importância de políticas públicas voltadas à conservação ambiental integrada ao desenvolvimento sustentável.