CNE aprova diretrizes para o uso de inteligência artificial em escolas e universidades

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou no dia 11 de maio um parecer que estabelece as primeiras diretrizes oficiais para o uso da inteligência artificial na educação básica e superior do país. O documento orienta escolas e redes de ensino a adotarem a tecnologia como ferramenta de apoio pedagógico, sob supervisão humana, e ainda passará por consulta pública antes de seguir para homologação pelo Ministério da Educação (MEC). A principal diretriz do parecer é que a inteligência artificial deve funcionar como suporte ao processo de ensino e aprendizagem, sem substituir o professor. Decisões sobre avaliação, aprovação, retenção ou acompanhamento do estudante permanecem sob responsabilidade humana. O conselheiro e relator do texto, Celso Niskier, reforçou esse entendimento ao longo da votação. Uma das inovações do parecer é a adoção de uma escala de risco para classificar as aplicações de inteligência artificial no ambiente educacional. Ferramentas de acessibilidade, organização de materiais e adaptação de conteúdos são enquadradas como de baixo risco. Sistemas de tutoria inteligente e plataformas de desempenho personalizado ocupam a faixa de risco moderado, com exigência de transparência e supervisão pedagógica. Já tecnologias de correção automatizada com impacto acadêmico e sistemas de monitoramento biométrico em tempo real são classificados como de alto risco, sujeitos a critérios mais rigorosos de auditoria, revisão humana e proteção de dados. O texto também delimita práticas incompatíveis com a finalidade educacional. Ficam vedadas aplicações como vigilância emocional de estudantes, pontuação social por algoritmo e decisões totalmente automatizadas sobre aprovação, retenção ou desligamento de alunos. O uso de inteligência artificial em redações e trabalhos acadêmicos deverá ser acompanhado de explicação metodológica pelo professor e as instituições de ensino terão de adotar medidas mais rigorosas no tratamento dos dados pessoais de menores. O parecer também aborda a desigualdade digital como risco estrutural, alertando para a possibilidade de que o acesso desigual às ferramentas tecnológicas amplie as diferenças entre escolas públicas e privadas. O texto recomenda que o Estado garanta acesso equitativo às soluções de inteligência artificial. A formação continuada de professores é apontada como condição para a implementação das diretrizes, com incentivo ao desenvolvimento de competências digitais no corpo docente. Alguns temas foram retirados do texto a pedido do MEC, com o objetivo de agilizar a aprovação. A discussão sobre o ensino de inteligência artificial nas licenciaturas foi postergada e deverá ser incorporada futuramente às Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação. A criação de um observatório nacional para monitorar o impacto da tecnologia nas escolas e a definição de linhas de financiamento para estados e municípios também ficaram fora desta votação e serão tratadas em etapas posteriores. Após a consulta pública, o parecer será votado em plenário pelo CNE e, em seguida, encaminhado para homologação final pelo ministro da Educação, quando passará a orientar formalmente as redes de ensino e as instituições educacionais do país.
Campanha “Tudo é Engenharia” aborda atuação técnica por trás do abastecimento e da produção de alimentos

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, CONFEA, lançou a campanha “Tudo é Engenharia: você confia sem perceber”, iniciativa que busca evidenciar a presença da Engenharia, da Agronomia e das Geociências em atividades e serviços incorporados ao cotidiano da população brasileira. A campanha apresenta situações relacionadas à mobilidade urbana, abastecimento de água, produção de alimentos, telecomunicações, energia, infraestrutura e qualidade de vida, destacando a atuação técnica necessária para o funcionamento de sistemas essenciais à sociedade. Desenvolvida com apoio de ferramentas de Inteligência Artificial generativa, a campanha reúne filmes publicitários, peças digitais e conteúdos audiovisuais organizados em diferentes eixos temáticos, entre eles “Cidades”, “Água e alimentos”, “Som, imagem e luz” e “Vida”. Segundo o CONFEA, o objetivo é aproximar a população da compreensão sobre o papel desempenhado pelas profissões vinculadas ao Sistema CONFEA/CREA em áreas que, muitas vezes, passam despercebidas no dia a dia. O primeiro vídeo da série aborda os desafios relacionados ao acesso à água e alimentos, destacando a importância da infraestrutura de saneamento, abastecimento, irrigação, logística e produção agrícola para a segurança hídrica e alimentar da população. O conteúdo também evidencia a atuação de diferentes modalidades da Engenharia, da Agronomia e das Geociências no desenvolvimento de soluções voltadas à gestão de recursos naturais, à sustentabilidade e à qualidade de vida. Confira!
Chamadas abertas da Finep contemplam inovação em energia, indústria e tecnologia

A Finep está com chamadas públicas abertas para apoio a projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional. As oportunidades integram, em sua maioria, o programa Mais Inovação Brasil e utilizam recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), com foco na concessão de subvenção econômica. No conjunto de editais abertos, destacam-se as chamadas voltadas às áreas de Tecnologias Digitais, Semicondutores, Cadeias Agroindustriais Sustentáveis e Base Industrial de Defesa, com prazo até 30 de setembro de 2026. Também estão disponíveis oportunidades nas áreas de Saúde, Economia Circular e Cidades Sustentáveis, Transformação Mineral e Transição Energética, com prazo até 31 de agosto de 2026. As iniciativas são direcionadas, principalmente, a empresas, podendo envolver parcerias com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). Além dessas, a Finep mantém chamadas temáticas específicas, como a voltada ao ecossistema tecnológico de biorrefino, em parceria com a Petrobras, com prazo até 29 de maio de 2026, e a chamada para projetos de apoio à agricultura familiar conduzidos por ICTs, com prazo até 26 de junho de 2026. Também está em curso a 7ª edição do Prêmio Mulheres Inovadoras, que recebe inscrições até 4 de maio de 2026 e busca reconhecer empresas lideradas por mulheres em áreas como inteligência artificial, biotecnologia e sustentabilidade. As oportunidades abertas dialogam diretamente com as áreas de atuação das Engenharias, Agronomia e Geociências, abrangendo segmentos como energia, indústria, meio ambiente, tecnologia da informação, produção agroindustrial e recursos minerais. Clique aqui e acesse a página para mais informações.