CREA-RJ e Bonus Track terão Acordo de Cooperação Técnica para eventos

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA- RJ) e a Bonus Track estão em tratativas para a assinatura de um termo de cooperação técnica para todos os eventos a serem realizados no Rio de Janeiro. A Bonus Track esclarece que, ao longo dos últimos dias, esteve colaborando com o CREA-RJ na análise de todas as contratações realizadas para o projeto Todo Mundo No Rio. A fiscalização focou na revisão de toda a documentação necessária de capacidade técnica, e contou com a colaboração da empresa contratante.  Até a presente data, após análise inicial, foi constatada a regularidade das contratações que foram analisadas.  A fiscalização do CREA-RJ informa que atua antes, durante e depois de cada evento.

CREA-RJ participa do Conecta Petrópolis e reforça atuação no desenvolvimento regional 

O fortalecimento do ambiente de negócios e a integração entre diferentes setores produtivos no estado do Rio de Janeiro pautaram a realização do Conecta Petrópolis, promovido no dia 27 de abril, no município de Petrópolis. A iniciativa, que contou com o patrocínio do CREA-RJ, foi promovida pelo SEBRAE em parceria com a FACERJ (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro) e reuniu empreendedores, lideranças empresariais, representantes do poder público, estudantes e instituições em uma programação voltada à promoção de conexões, inovação e desenvolvimento regional. Estruturado em painéis temáticos, o evento abordou temas estratégicos como inovação e tecnologia, cidades inteligentes, sustentabilidade, competitividade, turismo e formação de capital humano. Os debates reuniram especialistas e lideranças, com foco na troca de experiências e na apresentação de soluções aplicadas aos desafios contemporâneos. O CREA-RJ participou da abertura institucional, representado pelo chefe de Gabinete, Rodrigo Machado, que falou sobre a nova ART e como as atualizações no documento podem impactar positivamente o mercado. “A ideia é possibilitar que o CREA-RJ atue como um agente de informação estratégica para formulação de políticas públicas e tomadas de decisão”, afirmou. Rodrigo também participou do painel “Cidades Inteligentes, Sustentabilidade e Resiliência”, no qual ressaltou a contribuição das profissões ligadas ao Conselho para a criação de soluções voltadas ao desenvolvimento urbano e à construção de cidades mais resilientes. Além da participação na programação, o CREA-RJ também manteve um ponto de atendimento e informações, voltado à orientação de profissionais e à divulgação de suas ações e serviços junto ao público participante. A programação incluiu ainda sessão de negócios, voltada à aproximação entre fornecedores e compradores, com o objetivo de estimular parcerias e gerar oportunidades comerciais. Realizado em diferentes municípios fluminenses, o Conecta tem se consolidado como uma importante plataforma de integração entre empresas, instituições e agentes públicos, promovendo soluções colaborativas e fortalecendo o ambiente de negócios em todo o estado do Rio de Janeiro. 

Câmara de Teresópolis revoga lei que ampliava gabarito; CREA-RJ alertou prefeitura

Após meses de intensos debates e pressão popular, a Câmara Municipal de Teresópolis aprovou este mês a revogação da Lei Complementar nº 351/2025. A norma, agora anulada, permitia a construção de edifícios de até 20 andares no bairro do Alto, o que gerou fortes críticas de entidades técnicas como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ). O Ministério Público também teve papel decisivo, recomendando a suspensão da lei devido à falta de estudos de impacto urbano e ambiental. Com a decisão unânime do legislativo, os parâmetros de construção anteriores são restabelecidos, preservando o perfil horizontal e a identidade visual da cidade. O prefeito Leonardo Vasconcellos sinalizou que respeitará a decisão da Câmara, encerrando o polêmico projeto de verticalização acelerada no município. Em março, o CREA-RJ havia alertado a prefeitura de Teresópolis para os riscos técnicos do aumento do gabarito, pedindo a suspensão da lei que alterava o perfil urbano de Teresópolis. A comunicação foi feita pelo ofício de nº 0035/2026-GABI, assinado pelo então presidente do Conselho, o engenheiro civil Miguel Fernández. Nesse ofício enviado à Prefeitura de Teresópolis – cidade com cerca de 176 mil habitantes e a 871 metros acima do nível do mar –, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia manifestou preocupação com o aumento do gabarito de prédios e apontou a falta de estudos sobre impactos na infraestrutura e segurança geológica da cidade. “Não se trata, Senhor Prefeito, de obstar o progresso municipal, mas de garantir que o desenvolvimento urbano ocorra dentro do marco civilizatório estabelecido pela República. A ausência de diálogo com órgãos técnicos, a falta de estudos prévios multidisciplinares e a acelerada tramitação legislativa em temas estruturais podem alimentar percepções de descoordenação federativa e fragilizar a necessária governança metropolitana na Região Serrana”, diz um trecho do ofício. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) formalizou contundente posição técnica contra a Lei Complementar nº 351/2025, que flexibilizava o gabarito máximo de edificações em Teresópolis. Na ocasião, o Conselho solicitou ao prefeito Leonardo Vasconcellos que suspendesse temporariamente os efeitos da medida, alertando para o risco de um crescimento desordenado, ignorando as fragilidades geológicas e a capacidade da infraestrutura local. A principal crítica do órgão foi sobre a velocidade da tramitação legislativa e a ausência de estudos prévios multidisciplinares. Segundo o CREA-RJ, a alteração profunda no perfil urbanístico de uma cidade montanhosa como Teresópolis exige rigor técnico, especialmente por envolver áreas sensíveis sujeitas a tragédias climáticas. Para o conselho, o aumento do número de pavimentos — que, na prática, permitia prédios de até 20 andares em regiões como o bairro do Alto — teria reflexos diretos em diversos sistemas urbanos que já operam próximos ao limite. Entre os pontos de alerta destacam-se: Capacidade viária: O adensamento populacional tende a aumentar o tráfego em vias já saturadas. Saneamento e Água: Dúvidas sobre a capacidade de abastecimento, coleta de esgoto e drenagem urbana. Serviços Públicos: A oferta de saúde, educação e lazer pode não acompanhar a nova demanda habitacional. Riscos Geotécnicos: O Conselho enfatiza a necessidade de perícias rigorosas antes de autorizar cargas maiores sobre solos em áreas de encosta.

CNPq lança edital do novo Programa de Capacitação Institucional no valor de R$ 120 milhões

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou edital do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), com investimento total de R$ 120 milhões ao longo de quatro anos, financiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A iniciativa tem como objetivo apoiar projetos institucionais de pesquisa voltados ao fortalecimento da capacidade científica e tecnológica de instituições vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A chamada marca uma reestruturação do PCI, que deixa de operar por meio de quotas institucionais e passa a adotar um modelo baseado em ampla concorrência por projetos. Nesse formato, pesquisadores das instituições elegíveis podem submeter propostas e atuar como coordenadores, ampliando a autonomia na definição das agendas de pesquisa e na alocação de recursos. Os projetos poderão solicitar até R$ 1,5 milhão, com possibilidade de aplicação dos recursos em bolsas e despesas de custeio, estas limitadas a 10% do valor total. O edital estabelece ainda a exigência de alinhamento das propostas à missão institucional, formalizada por meio de declaração da direção da entidade proponente. Do total de recursos, no mínimo 30% serão destinados a instituições localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, como forma de promover maior equilíbrio na distribuição territorial dos investimentos em ciência e tecnologia. As propostas podem ser submetidas até 27 de maio de 2026, conforme cronograma estabelecido na chamada pública. As candidaturas deverão ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet, utilizando-se o Formulário de Propostas online disponível na Plataforma Integrada Carlos Chagas. O CNPq realizará um webinário explicativo, com o objetivo de sanar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas. Acesse a página da chamada para mais informações.