Confira o passo a passo para solicitar o registro internacional por meio do acordo de reciprocidade com Portugal

O acordo de reciprocidade firmado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), em  29 de setembro de 2015, representa um marco na mobilidade internacional de profissionais da Engenharia entre Brasil e Portugal.  Por meio deste termo, engenheiros brasileiros devidamente registrados podem solicitar o registro profissional em Portugal (e vice-versa) de forma simplificada, sem a necessidade de revalidação de diploma ou realização de exames adicionais de admissão, tornando o processo mais ágil e acessível.  Além de facilitar o exercício profissional no exterior, o acordo fortalece a cooperação técnica e institucional entre os dois países, ampliando oportunidades de atuação e intercâmbio de conhecimento. A iniciativa é voltada a profissionais graduados em Engenharia que atendam aos requisitos mínimos de formação e regularidade junto aos conselhos, consolidando-se como uma importante ferramenta para internacionalização da Engenharia Brasileira e valorização das competências profissionais em âmbito global.  PASSO A PASSO 1) Entre no link clicando aqui ​2) Faça login utilizando seu registro (ou cpf) e sua senha; 3) Nos módulos superiores, vá à opção “Solicitações”; 4) Selecione a opção “Cadastro”; 5) Selecione a opção “Solicitação de Certidão da OEP”; 6) Selecione a caixa de confirmação de que a demanda foi previamente solicitada no site do CONFEA (Etapa Obrigatória); 7) Clique em “Solicitar”; 8) Selecione a forma de pagamento de sua preferência e a efetue; 9) Com a baixa do pagamento será criado um protocolo que será enviado automaticamente por e-mail; 10) Este protocolo começa a ser trabalhado no CREA-RJ para que seja emitida a certidão solicitada pelo CONFEA; 11) Finalizado o processo, a documentação será apresentada para o CONFEA para que sejam realizadas as tratativas finais. Em caso de dúvidas, envie uma mensagem para [email protected]

Com apoio do CREA-RJ, SEAERJ celebra centenário de Raymundo de Paula Soares, líder da década de ouro da Engenharia no Rio

Com patrocínio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), o Centro Cultural da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (SEAERJ) realizou no Dia da Engenharia, 10 de de abril, um seminário que celebrou o centenário de nascimento do engenheiro Raymundo de Paula Soares (1926-1992), profissional que liderou a execução de obras essenciais para a transformação urbana e de grande impacto na infraestrutura do Rio de Janeiro, entre 1966 e 1971.  O seminário, realizado na sede da SEAERJ, na Glória, teve o título de “Raymundo de Paula Soares – Engenharia Pública e reconfiguração urbana da Cidade do Rio de Janeiro”. Secretário de Obras e presidente da extinta Superintendência de Urbanização e Saneamento (SURSAN) no Governo Negrão de Lima, Paula Soares esteve à frente de grandes obras públicas, como o alargamento da Praia de Copacabana, o interceptor oceânico da Zona Sul e a implantação de eixos rodoviários que transformaram a mobilidade urbana do Rio. “Paula Soares deixou uma marca única e inconfundível em toda a cidade do Rio de Janeiro, seja na urbanização, na drenagem, no saneamento, nas encostas, nas vias públicas e no transporte de massa. Seu nome está gravado em marcos urbanos fundamentais, como o alargamento da Praia de Copacabana e da Avenida Atlântica; a implantação do Interceptor Oceânico da Zona Sul e a expansão da Autoestrada Lagoa-Barra; a abertura do desenvolvimento da Baixada de Jacarepaguá; a conclusão do Túnel Rebouças e a integração de bairros por viadutos e túneis; e obras cruciais de contenção de encostas e recuperação após os temporais de 1966 e 1967”, afirmou o presidente do CREA-RJ, engenheiro Luiz Carneiro de Oliveira, para quem “o resgate da memória de Paula Soares é um é um ato de resistência e esperança, que reafirma o valor da engenharia para o futuro do Brasil”. A presidente da SEAERJ, a arquiteta e urbanista Marguerita Rose Abdalla Gomes, destacou o caráter precursor da obra de Raymundo Paula Soares. “Ele era um visionário e a sua marca, pensando na parte estruturante da cidade, é realmente fascinante, porque ela está aí presente mais de 50 anos depois. Então, para nós, da engenharia e arquitetura pública, ele é um grande motivo de orgulho por ter participado de uma época de ouro da nossa área de engenharia e arquitetura. É importante ressaltarmos que tudo isso só pôde acontecer porque foi feito com o apoio de servidores da máquina pública, e que hoje estão sendo relegados, terceirizados, e, com isso, essa memória técnica está se perdendo”, afirmou a presidente da SEAERJ. Para Marguerita Abdalla, “a máquina pública não pode jamais prescindir da engenharia e arquitetura públicas porque sem elas não há qualquer possibilidade de desenvolvimento”. A presidente da SEAERJ destacou que o grande diferencial da época de Paula Soares é que “se pensava muito mais no coletivo, no bem-estar da população como um todo” e o que se vê hoje, segundo ela, “são projetos soltos, com marcas, vamos dizer assim, de profissionais, mas sem estar inserido de uma forma mais impactante na comunidade”.  O seminário não deixou dúvidas de que a ação de Raymundo de Paula Soares mantinha “a ideia de crescimento da cidade de forma articulada”, como lembrou a professora e pesquisadora Margareth Pereira, coordenadora do Laboratório de Estudos Urbanos da UFRJ. “O legado de Paula Soares vai além do município, sendo a origem da ideia de um Rio Metropolitano. O sucesso de suas obras se deu principalmente pela multiplicidade de saberes (topografia, cálculo, urbanismo) e pelo foco no interesse público”, disse a professora Margareth, que manifestou alegria por conhecer testemunhas do legado de Paula Soares (“nesses depoimentos, conseguimos até visualizar o local de trabalho desses engenheiros e arquitetos, que trabalhavam com 30 pranchetas”, lembrou). Além de Margareth, dos presidentes do CREA-RJ e da SEAERJ, também compuseram a mesa do seminário a presidente e o vice-presidente do Centro Cultural da SEAERJ, respectivamente Isabel Tostes e Luiz Edmundo Costa Leite; profissionais que conviveram com Paula Soares, como Maria de Lourdes, Sonia Mattos e Francisco Filardi (Conselheiro da SEAERJ); e a irmã de Raymundo, Nair de Paula Soares. Sonia Mattos e Maria de Lourdes compartilharam a experiência de trabalhar na SURSAN como jovens profissionais. Ambas descreveram Paula Soares como um líder acessível, que discutia projetos diretamente nas pranchetas com a equipe e respeitava os técnicos recém-formados. Diretor de obras do Departamento de Estradas de Rodagem do antigo Estado da Guanabara, entre 1966 e 1971, o engenheiro Francisco Filardi, apresentou a trajetória de Raymundo de Paula Soares sob a égide dos melhores padrões técnicos da engenharia. Filardi apresentou detalhes técnicos e históricos fundamentais sobre a atuação de Paula Soares, destacando três eixos principais: o saneamento de Copacabana, a conexão viária da cidade e a expansão para a Barra da Tijuca. “A obra de alargamento da Praia de Copacabana (que aumentou a largura da faixa de areia, de 21 para 73 metros) foi testada em um modelo reduzido no Laboratório Civil de Lisboa. Inicialmente, a areia não se sustentava no modelo, até que um técnico sugeriu incluir as Ilhas Cagarras e as formações rochosas submersas na simulação, o que estabilizou a praia. Portanto, se algum dia sumirem as Cagarras, Copacabana também pode desaparecer”, brincou o engenheiro. Filardi lembrou que o saneamento de Copacabana significou o fim das chamadas “línguas negras”, provocadas pelas saídas de esgoto que cruzavam a areia em cada rua de Copacabana. A solução definitiva foi o Interceptor Oceânico, uma galeria subterrânea de proporções monumentais (equivalente a um caminhão e um Fusca lado a lado) que transporta os dejetos até o Emissário de Ipanema, a sete quilômetros da costa. O engenheiro Filardi explicou também que Paula Soares anteviu a necessidade de romper o bloqueio dos maciços da Carioca e da Tijuca, para criar uma ligação entre as zonas norte e sul da cidade. Isso resultou em eixos como o Túnel Rebouças, o Elevado Paulo de Frontin e o Viaduto de São Sebastião. O engenheiro que foi testemunha ocular da época de Paula Soares destacou a importância da expansão

CREA-RJ entrega carteiras profissionais na Colação de Grau da Faculdade de Engenharia da UERJ

O CREA-RJ participou, no mês de março, da solenidade oficial de formatura da 104ª turma da Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), marcando a conclusão de uma importante etapa na formação dos novos engenheiros e engenheiras.  O evento, realizado no Teatro Odylo Costa Filho, na sede da universidade, contou com a presença da diretora e do vice-diretor da FEN, professora Maria Eugenia Mosconi de Gouvea e professor Roberto Bressan Nacif, de autoridades acadêmicas, patrono, paraninfo docentes homenageados, familiares e amigos dos formandos. Os representantes do Conselho, Priscilla Fernandes e Wallace Ronda, realizaram a entrega da carteira profissional aos recém-formados, reforçando a importância do compromisso ético e técnico dos futuros profissionais com o desenvolvimento da sociedade. Durante a cerimônia, os formandos prestaram o tradicional juramento da Engenharia, assinaram a ata da colação de grau e receberam seus certificados de conclusão de curso, selando anos de dedicação, esforço e superação. Além da ação prática da entrega das carteiras, a presença do CREA-RJ também simbolizou a transição dos estudantes para o mercado profissional, fortalecendo os laços entre a universidade e o Sistema Confea/CREA, que regula e fiscaliza o exercício da Engenharia no Brasil.

Dia do(a) Engenheiro(a) Metalurgista

Especializado em trabalhar com o beneficiamento de minérios, sua transformação em metais e ligas metálicas e suas aplicações na indústria, o engenheiro metalurgista é um profissional essencial para o desenvolvimento e a manutenção do setor industrial do Brasil, responsável por mais de 20% do PIB nacional, segundo dados do Governo Federal. Devido ao papel fundamental que desempenham na economia do país, os profissionais dessa área são reconhecidos no dia 10 de abril, data em que é celebrado o Dia do Engenheiro Metalurgista. Na metalurgia extrativa, a atividade envolve a obtenção de metais a partir de minérios submetidos a processos físicos e químicos. Esses processos podem ser organizados em rotas hidrometalúrgicas, com uso de soluções aquosas, eletrometalúrgicas, baseadas em eletrólise e pirometalúrgicas, que utilizam altas temperaturas para a separação e transformação dos elementos. Na metalurgia de transformação, o foco está na alteração de forma e propriedades dos metais. Fundição, soldagem e tratamentos térmicos fazem parte desse conjunto de técnicas, que permitem alcançar dimensões e características especificadas. Também estão presentes processos de conformação mecânica, como forjamento, laminação e trefilação, aplicados na etapa final de produção. A atuação profissional se distribui por diferentes setores. Na indústria siderúrgica, envolve o acompanhamento da produção de aço e de processos de laminação e tratamento térmico. Na indústria automotiva, está relacionada ao desenvolvimento de ligas e ao controle de qualidade. Na mineração, abrange a extração e o beneficiamento de minérios metálicos.  No setor petroquímico, contribui para o controle de processos e o uso de materiais em operações industriais. Na construção civil, está ligada ao fornecimento de metais e ligas para estruturas. Também há presença em órgãos públicos, como a Agência Nacional de Mineração e o Instituto Brasileiro de Mineração, em atividades relacionadas à regulação e ao acompanhamento do setor mineral. Confira o vídeo.

Dia da Engenharia no Brasil 

O Dia da Engenharia no Brasil é celebrado em 10 de abril. A data tem origem na tradição da Engenharia do Exército, em referência a João Carlos de Villagran Cabrita, militar morto em combate em 1866, durante a Guerra da Tríplice Aliança. Ao longo do tempo, a referência foi incorporada ao calendário nacional como forma de reconhecimento às atividades da Engenharia em sentido amplo. No Brasil, a formação e a atuação em Engenharia estiveram historicamente associadas à estruturação do território e à execução de obras públicas. Essa relação permanece no cenário atual, marcado pela retomada de investimentos em infraestrutura em diferentes áreas, como transporte, energia e saneamento. Programas públicos e iniciativas privadas vêm ampliando a demanda por serviços técnicos, projetos e execução de obras. Ao mesmo tempo, entidades do setor apontam dificuldades na reposição de profissionais. Dados da Confederação Nacional da Indústria indicam um déficit de cerca de 75 mil engenheiros no país. O levantamento considera a necessidade de profissionais qualificados para atender à indústria e às cadeias produtivas associadas. No campo das projeções, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia aponta que, mantidas as tendências atuais de formação e demanda, o Brasil poderá enfrentar um déficit de até um milhão de engenheiros até 2030. A estimativa leva em conta fatores como evasão nos cursos, redução no número de formandos e crescimento de setores intensivos em tecnologia. O cenário também envolve mudanças no perfil de atuação profissional. Áreas como transição energética, transformação digital, infraestrutura urbana e adaptação climática têm ampliado a necessidade de competências técnicas específicas. A formação em Engenharia passa a dialogar com novos campos de conhecimento e com demandas relacionadas à inovação e à sustentabilidade. A data de 10 de abril ocorre em um contexto em que a Engenharia se mantém vinculada à execução de obras e à organização de sistemas produtivos, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios relacionados à formação, à disponibilidade de profissionais e à capacidade de resposta às demandas do país. Confira o vídeo.