CREA-RJ promove seminário “Os Impactos da Reforma Tributária nas Empresas de Engenharia”
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ realizará, no próximo dia 18 de março (quarta-feira), o seminário presencial “Os Impactos da Reforma Tributária nas Empresas de Engenharia”, voltado a profissionais e empresários do setor interessados em compreender as mudanças no sistema tributário brasileiro e seus reflexos diretos nas atividades da área. Com carga horária total de 6 horas, o evento vai abordar como a nova estrutura de tributos pode influenciar custos operacionais, competitividade, formação de preços, contratos e planejamento financeiro das empresas de Engenharia. A proposta é oferecer uma análise qualificada sobre os desafios de adaptação ao novo modelo tributário e também sobre as oportunidades que podem surgir com as mudanças em curso no país. O seminário será ministrado por Vinicius Garcia, Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, Procurador da Fazenda Nacional e professor de Direito Tributário da Faculdade CESUSC. O especialista também é autor do livro Curso de Direito Tributário (2ª edição, Editora Thoth) e possui ampla experiência no debate sobre legislação fiscal e seus impactos na atividade empresarial. O evento contará com 100 vagas e tem como público-alvo engenheiros e empresários do segmento de Engenharia. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia. A programação terá início às 9h, com credenciamento, seguido da abertura às 9h30. Haverá pausa para almoço às 12h, com retorno das atividades às 14h e encerramento previsto para às 17h. As inscrições e mais informações estão disponíveis na plataforma Sympla. Inscreva-se aqui. O seminário é uma realização do CREA-RJ em parceria com o Progredir, com apoio na divulgação do Clube de Engenharia. Serviço Evento: Seminário “Os Impactos da Reforma Tributária nas Empresas de Engenharia” Data: 18/3/2026 Hora: das 9h às 18h Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40 – Centro – RJ
Transformação urbana será debatida em evento da AFEA

No dia 17 de março de 2026, a Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos – AFEA, com patrocínio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ e da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea – MÚTUA, irá realizar o evento gratuito “Cidades em Transformação”: Mobilidade, Saneamento, Economia Azul, e Novas Centralidades Urbanas”. O encontro será das 8h às 18h, no complexo da Reserva Cultural em Niterói, e tem como objetivo expandir o entendimento acerca de assuntos relevantes para a Engenharia e a sociedade fluminense, sugerindo resoluções e ações mais efetivas para a região. O público-alvo é formado por gestores públicos, profissionais, setor produtivo, estudantes e instituições. Inscrições: clique aqui Serviço: Evento: Cidades em Transformação: Mobilidade, Saneamento, Economia Azul, e Novas Centralidades Urbanas Data: 17 de março de 2026 Hora: das 8h às 18h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos – Reserva Cultural em Niterói – Av. Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos Veja abaixo a programação do evento:
“Engenharia precisa ser mais atraente para superar desafios do Século XXI”, defende Suzana Kahn
A Engenharia brasileira vive um momento de expansão, mas enfrenta o desafio de se tornar mais diversa e conectada com a realidade do mercado. Para Suzana Kahn, diretora da Coppe/UFRJ e ex-secretária nacional de Mudanças Climáticas, o segredo para o futuro da área reside em uma mudança de perspectiva: “É possível deixar a Engenharia mais atraente”, afirma a cientista, que defende uma formação menos rígida e mais voltada para soluções práticas que impactem a sociedade. Ela teve perfil publicado no jornal O Globo no domingo passado. Formada há mais de 40 anos em Engenharia Mecânica pela Uerj, com mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Engenharia de produção pela Coppe/ UFRJ, Suzana Kahn será uma das painelistas do CREA AQUI, que vai acontecer no dia 19 de março no Armazém 3 do Píer Mauá. As inscrições estão abertas. À frente dessa transformação está o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), a unidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que Suzana lidera há três anos. Fundada há mais de 60 anos, a Coppe é o maior centro de ensino e pesquisa em Engenharia da América Latina. O instituto é um pilar da inovação nacional, com mais de 400 projetos desenvolvidos em parceria com 130 empresas, movimentando cerca de R$ 1,4 bilhão. Sua atuação abrange desde a exploração de petróleo em águas profundas até o desenvolvimento de tecnologias de energia limpa e inteligência artificial. Para a diretora, a escolha pela Engenharia foi estratégica, movida pelo desejo de independência financeira em uma época de pouca abertura para o público feminino. Ela recorda episódios de preconceito, como quando teve que amamentar o filho durante uma prova após o professor se recusar a deixá-la sair da sala. “Na juventude, eu não tinha vocação para a Engenharia. Gostava de História. Foi uma escolha pela empregabilidade. Meu foco era a independência financeira. “Que profissão eu vou escolher para ter autonomia? Sou de família de classe média, de Ipanema, não sofria. Tive privilégios. Mas é importante para a mulher não depender financeiramente do marido ou do namorado”, afirma a cientista, ressaltando que a presença feminina é fundamental para humanizar e diversificar as soluções tecnológicas. “Ainda há muito o que melhorar; um dos caminhos é ampliar o acesso à ciência”, observa. Diversidade e Representatividade A trajetória de Suzana Kahn é, por si só, um símbolo de resistência e evolução. Quando cursou Engenharia mecânica nos anos 1980, ela era uma das únicas três mulheres em uma sala com 22 homens. Hoje, embora o cenário tenha melhorado, os números ainda revelam um abismo: apenas 20% dos profissionais da área no Brasil são mulheres. Suzana foi subsecretária de Economia Verde e superintendente de Clima e Mercado de Carbono da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, consultora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), membro do Comitê Executivo da iniciativa Global Energy Assessment (GEA), secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente entre 2008 e 2010, uma das idealizadoras do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, onde é presidente do Comitê Científico, colaborou na elaboração do Primeiro Relatório de Avaliação Nacional sobre Mudanças Climáticas. Participou também dos trabalhos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) que conduziram à publicação do seu Quarto e Quinto Relatório, sendo recipiente, junto com a equipe do IPCC, do Prêmio Nobel da Paz, e desde 2008 uma das vice-presidentes do Grupo de Trabalho III. É também professora titular da UFRJ. Pontes entre Academia e Mercado Um dos pilares da gestão de Suzana na Coppe é a quebra de muros entre a universidade e o setor privado. Ela defende que a academia não deve ser um ambiente isolado, mas um laboratório vivo de soluções. Entre as iniciativas de destaque sob sua gestão estão o hub de Inteligência Artificial e parcerias para o desenvolvimento de equipamentos médicos de alta precisão. Para tornar o curso mais atraente aos jovens, Suzana sugere um “cardápio de investimentos” acadêmicos, onde o aluno compreenda a aplicação real do que estuda. “Muitas vezes o aluno não tem noção da aplicabilidade do que é estudado. É possível deixar a Engenharia mais atraente ao mostrar que ela é o caminho para resolver problemas globais, como a crise climática”, pontua. Sob o comando de Suzana e seu vice, Marcello Campos, a Coppe registrou um aumento de 25% no número de alunos no primeiro quadrimestre de 2025 em comparação ao ano anterior. O objetivo é claro: manter a excelência acadêmica e a produção científica de ponta, enquanto se democratiza o acesso e se diversifica as fontes de recursos, garantindo que a Engenharia continue sendo o motor do desenvolvimento sustentável do país.