CREA-RJ realiza o Seminário de Fiscalização 2025

A bucólica cidade de Bom Jardim, na Região Serrana do Rio de Janeiro, famosa pela produção de cafés especiais e de flores de corte, recebeu o CREA-RJ nos dias 17 e 18 de novembro para o Seminário de Fiscalização 2025.  Na programação, estudos de casos técnicos, palestras, debates e dinâmica corporativa, entre outras atividades. O balanço do ano identificou os erros e acertos, ponderando onde é possível melhorar em 2026.  “Este foi um ano de muito trabalho e muitas realizações. Tivemos números muito positivos, conseguimos fiscalizar grandes empresas, participar de grandes eventos e manter a fiscalização sempre presente, protegendo a sociedade. A Fiscalização 2026 vai ser ainda mais ativa, mais presente e, graças a Deus, a equipe está 100% focada. Neste seminário trocamos muitas experiências, onde os mais experientes apoiaram os mais novos, todos participando, todos dando um pouquinho para que a gente possa passar uma impressão ainda melhor para a sociedade e para todos”, resumiu o engenheiro Leonardo Dutra, Superintendente Técnico do CREA-RJ Para o gerente de Fiscalização, engenheiro Cosme Chiniara, é um momento de união.  “Esse foi um ano muito desafiador, pois avançamos em áreas que a gente não tinha entrado antes. Por exemplo, os portos e aeroportos, fizemos mais interações com colegas de outros Creas do Brasil, fomos a Campinas, integramos a Força-Tarefa da Fiscalização do Confea no Maranhão. E essas trocas foram muito importantes. A gente consegue ver as boas práticas de outros Creas e queremos trazer para o nosso. Para 2026, a gente vai tentar ainda mais equalizar as informações, lembrando que a Fiscalização Interna e Externa formam uma Fiscalização só.  Vamos nos fortalecer para melhorar ainda mais o nosso trabalho.” Na Fiscalização Interna, de janeiro a outubro,  foram trabalhados 6.028 contratos e emitidos 646 Autos de Infração, sendo 36,2% por falta de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica; 22,2% por falta de registro PJ;  11,5%por falta de placa e 9,6% por exercício ilegal da profissão. “Diante das adversidades, 2025 foi um ano muito bom, muito importante e super expressivo para nós da fiscalização interna, com a emissão dos autos e as análises dos contratos julgados. É importante esse momento de confraternização, de conhecimento e aprendizado para gente poder cada vez mais aprimorar os nossos processos internos e trazer números cada vez melhores. O ano de 2026 vai ser um ano desafiador, mas que com certeza, diante da nossa capacidade interna da equipe, a gente vai conseguir entregar o melhor possível”, afirma a engenheira Ana Tavares, Coordenadora de Fiscalização Interna do CREA-RJ. Com 38 anos de casa, a profissional da área técnica Cristiane da Silveira Sampaio Veras, ficou feliz ao rever colegas antigos que não encontrava há muito tempo.  “Eu trabalho com a parte diretamente dos autos de infração, muitos prazos para recurso, defesa, para transpor os processos para arquivo. Neste seminário, foram dias de muito aprendizado, porque a gente vê pessoas com visões diferentes da nossa, que faz com que a gente faça uma revisão nos nossos próprios procedimentos. O evento foi muito bom, tanto do lado profissional, quanto do lado pessoal. Eu estou muito feliz de ter participado” Na Fiscalização Externa, no mesmo período, foram lavrados 1.975 Autos de Infração e realizados 23.108 Relatórios de Fiscalização,sendo as principais áreas: Engenharia Civil (12.845); Engenharia Elétrica (2.474); e Engenharia Mecânica (2.230). Para o Coordenador de Fiscalização Externa do CREA-RJ, Leonardo Canário, o seminário foi muito importante para toda equipe de Fiscalização. “Estamos com novos paradigmas da nossa Fiscalização. A participação de todos foi excelente. Muito importante também a integração da fiscalização externa e interna.  Com relação aos indicadores, apresentamos todos os relatórios, todas as quantitativo de relatórios de fiscalização. A visão da fiscalização este ano foi focada na regularização. Então o nosso objetivo é realmente diminuir os autos de infração e focar mais na regularização das pequenas infrações. É muito importante divulgar essa informação, que a fiscalização tem um caráter orientativo muito importante esse ano, realmente estamos focados nisso. E no ano que vem vai ser ainda melhor” O agente de fiscalização Carlos Henrique Durce da Cruz considerou o seminário positivo e contou sobre o seu trabalho em campo.  “Trabalhando na Região Serrana, que tem uma característica econômica mais voltada para a produção de verduras e hortaliças, fazendo esse diferencial, a gente procura fazer a ação de fiscalização voltada um pouco mais para a agronomia. Quando eu entrei no Conselho, foi justamente para fiscalização do exercício profissional da Engenharia Agronômica e as atividades correlatas. O seminário foi bom para trocarmos experiências sobre áreas diferentes de atuação no dia a dia.”  A recém-criada Coordenação de Planejamento Fiscalizatório emitiu 92 ofícios para empresas que estão realizando projetos de festas de fim de ano; contabilizou 49 empresas canceladas e iniciou a estruturação da fiscalização de meios de transporte ferroviário, marítimo e rodoviário. “Foi uma experiência enriquecedora, em que eu tive a oportunidade de conhecer todos os fiscais, conhecer as particularidades de cada região, saber o que os fiscais estão fazendo, querendo propor uma melhoria da fiscalização, porque o planejamento vem com essa ideia da reorganização das ações mais assertivas e mais eficiente para todos”, avalia a engenheira Maira Araujo de Mendonça Lima, Coordenadora de Planejamento Fiscalizatório. Na ocasião, o ex-agente de fiscalização Joaquim Reis Ramos, que trabalhou quase cinco décadas no Conselho, recebeu uma homenagem especial. “Trabalhei como agente de fiscalização do CREA-RJ durante 47 anos, entre 1968 e 2015. Formei a minha família, com minha esposa e meus quatro filhos. Aprendi muito dentro do Conselho. Sempre trabalhando dentro da ética profissional, com respeito, como agente de fiscalização e dentro dos princípios legais também. Fiquei muito feliz com esta homenagem de reconhecimento pelo meu trabalho. Espero que os novos agentes de fiscalização sigam esta trajetória de honestidade e ética profissional.”, avaliou Joaquim. A Fiscalização do CREA-RJ tem como premissa para 2026, realizar as metas do CONFEA. 1. Saneamento (até novembro/2026)  Realizar ações de fiscalização nos sistemas de captação, tratamento, distribuição de água e esgotamento sanitário em no mínimo 50% dos municípios. 2. Armazenagem de Grãos (até novembro/2027)

Presidente do CREA-RJ destaca a busca por aprimoramento da mobilidade urbana no 22° Congresso Rio de Transportes

Com o objetivo de debater  a pesquisa e o desenvolvimento na área de transporte no Brasil, o 22° Congresso Rio de Transportes aconteceu nos dias  4 e 5 de dezembro, no Museu do Amanhã, na Praça Mauá. O evento realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ com patrocínio do CREA-RJ, reuniu técnicos, pesquisadores, profissionais da área, gestores públicos e empresas privadas. Na mesa de abertura, o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández destacou a importância do evento. “O 22° Congresso Rio de Transportes é um encontro fundamental no sentido da continuidade das discussões, do aprimoramento técnico e da implantação daquilo que é debatido para a melhoria da infraestrutura, conforto e mobilidade das pessoas. O Conselho de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro historicamente sempre teve uma posição muito cartorária e burocrática, e pouco se envolvia de fato nas questões dos setores. Após eu assumir, viabilizamos a participação do CREA em eventos como esse, de grande magnitude.”  A diretora da Mútua-RJ, engenheira civil Ana Paula Masiero, reforçou o comprometimento com a pauta dos transportes.  “O transporte tem uma influência direta na vida de toda a população. E nós sabemos que incentivando discussões como essa, estamos apoiando não só o desenvolvimento dos nossos profissionais da Agronomia, Engenharia e Geociências, mas também o desenvolvimento da sociedade e do estado de uma forma ampla.” Também estiveram presentes na mesa de abertura o coordenador geral do 22° Congresso Rio de Transportes, professor Glaydston Mattos Ribeiro; a secretária de Estado de Transporte do Rio de Janeiro, Priscila Haidar Sakalem; o presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes – ANPET, Flávio Cunto; e o coordenador do Comitê Científico do 22° Congresso Rio de Transportes, Orivalde Soares da SIlva Júnior.

Protagonismo negro na área tecnológica: CREA-RJ fortalece a diversidade e a inclusão em fórum no Clube de Engenharia

Em comemoração ao mês da Consciência Negra, com o objetivo de valorizar trajetórias e fortalecer a presença de profissionais negros na Engenharia, Agronomia e Geociências, bem como debater sobre a representatividade e inspirar futuras gerações de profissionais, foi realizado no dia 3 de dezembro o Fórum de Debates “O Protagonismo Negro na Área Tecnológica – Passado, Presente e Futuro”. Promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), pelo Clube de Engenharia e pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), o evento ocorreu de 18h às 22h, no Clube de Engenharia, no Centro do Rio. O evento foi apresentado pelo diretor do CREA-RJ, engenheiro sanitarista e ambiental Milton Neves e pela inspetora do CREA-RJ em Barra do Pìraí, a engenheira eletricista Gabriela Rosa.  A mesa de abertura foi formada pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández; o diretor do Clube de Engenharia, engenheiro civil Júlio Vilas Boas; o secretário de comunicação do Senge-RJ, engenheiro eletricista Olímpio Alves dos Santos; a conselheira do CREA-RJ, engenheira eletricista Regina Moniz; e o deputado estadual; professor e geógrafo Josemar Carvalho. Miguel Fernández destacou a importância do tema para Engenharia. “Estamos sempre realizando discussões das pautas afirmativas e que transcendem os aspectos técnicos, pois sabemos que a vida possui toda uma pluralidade. A trajetória da Engenharia brasileira e do Rio de Janeiro é muito marcada pela presença de dois irmãos negros: os irmãos Rebouças, que são referências históricas do setor.” Josemar Carvalho pontuou os principais objetivos para a valorização profissional dos negros. “A nossa capacidade intelectual e tecnológica já está posta e comprovada. O que nós precisamos agora é que outros negros e negras tenham a capacidade de serem engenheiros, agrônomos, geógrafos, e que possam ter uma formação adequada. Por isso é importante ter cotas na seleção do vestibular, que é o primeiro passo, mas também ter no serviço público e demais espaços da sociedade.” Após a mesa de abertura, o primeiro painel do Fórum trouxe o tema “Protagonismo Negro: Diversidade que Transforma e Valoriza o Talento Negro na Tecnologia”. Para o debate, subiram ao palco o presidente da Sindágua-RJ, Ary Gabriel de Souza; o assessor de Inclusão Socioambiental do Programa Replantando Vidas na Companhia Estadual de Águas e Esgotos – CEDAE, engenheiro civil Almir Moura Silva; o integrante da Coalizão Negra por Direitos, gestor público Wesley Teixeira; e o deputado estadual, geógrafo e professor Magno Santos. Wesley Teixeira reforçou o potencial de desenvolvimento das periferias. “A periferia é uma potência tecnológica. A gente sempre vê a tecnologia como uma coisa quase digital, mas ela não é apenas isso. Temos discutido as tecnologias sociais: como as pessoas desenvolvem e a utilizam para solucionar problemas locais. Então hoje as periferias são produtoras de tecnologias sociais, de ramos econômicos, aplicativos, mas também de tecnologias sustentáveis, e de como você produz tetos verdes e biodigestores.” No segundo painel, a discussão acerca do tema “Engenharia com Igualdade – Inspirando Líderes Negros do Presente e do Futuro” foi tratada pelo diretor geral do CBH Guandu (RH-II) e coordenador geral do Fórum Fluminense de Comitês de Bacias Hidrográficas – CEDAE, engenheiro florestal Elton Abel; a gerente de ativo de produção responsável pela operação de quatro plataformas de petróleo, engenheira de produção do trabalho Nathalia de Abreu Campos; o engenheiro de produção Rodrigo Gonçalves; e o professor da FAETEC e ex-docente da UVA e Celso Lisboa, engenheiro civil Luiz Fábio Cruz. Luiz Fábio Cruz alertou sobre formas de lidar com o racismo. “Nossa autoestima é minada a todo momento, e não podemos contar com a mudança imediata das pessoas. Claro que existe uma conscientização gradual, mas lenta. Então o que a gente tem que tentar fazer é se preparar psicologicamente para lidar com essas questões, e isso nem sempre é fácil.” O fórum foi finalizado com a discussão acerca do painel “Potências Negras: Experiências, Desafios e Vitórias”, realizado pela geóloga Glória da Silva Cezar e a engenheira de produção química Adriana Vicente Rodrigues.  Durante a programação, foi oficialmente criada a Sociedade de Engenheiros Negros e Indígenas do Estado do Rio de Janeiro (SENI-RJ), entidade que nasce com o propósito de fortalecer a representatividade, promover a equidade e ampliar o protagonismo de profissionais negros e indígenas nas áreas tecnológicas. A SENI tem como primeiro presidente o engenheiro sanitarista e ambiental Milton Neves. A sociedade coloca em evidência o compromisso do CREA-RJ com a equidade racial no setor.