Prorrogado o período de indicações ao XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos

O período de indicações ao XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos foi prorrogado até o dia 10 de outubro. A premiação tem por objetivo estimular e valorizar o esforço e a dedicação de profissionais, professores e estudantes que estão contribuindo para a criação tecnológica e inovadora de produtos, processos e serviços para a sociedade brasileira e, ao mesmo tempo, aproximar o Conselho de Engenharia das instituições de ensino do estado do Rio de Janeiro. São candidatos à premiação projetos e/ou trabalhos de conclusão de curso – referentes ao ano anterior da edição – de nível médio e superior (TCC)/monografias, dissertações ou teses de mestrado e de doutorado. Ao longo das edições, já foram premiados 1.508 autores – nos níveis de doutorado, mestrado, superior e médio – e cerca de 120 instituições de ensino. Mais informações: [email protected] Indicações:  https://www.crea-rj.org.br/premiocrea/

Presidente do CREA-RJ Miguel Fernández apresenta no Rio Construção Summit o maior censo profissional já realizado das áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências

O Presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, apresentou, nesta quinta-feira, 25 de setembro de 2025, durante o painel “Do Campus ao Canteiro: Ensino Superior da Engenharia Civil e a Indústria da Construção”, no Rio Construção Summit, o maior censo profissional já realizado nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências pelo Sistema Confea/Crea. Fernández representou o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, que estava presidindo a sessão plenária do Conselho Federal e não pôde comparecer ao evento.  Foi a primeira vez que a pesquisa foi apresentada em um evento no estado do Rio de Janeiro. O censo, realizado pela Quaest, entrevistou 48 mil profissionais registrados, das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências, com uma confiabilidade de 95% para a amostra geral. A coleta dos dados foi realizada em todos os Estados brasileiros, entre 23 de setembro de 2024 e 2 de fevereiro de 2025.  “A construção civil é o maior setor das engenharias, infelizmente, nos últimos anos, vem caindo cada vez mais o interesse dos jovens em ingressar na área. A gente precisa reverter esse quadro não só por uma questão corporativista, mas pensando como uma estratégia para o país e para o nosso estado do Rio de Janeiro. O setor das engenharias é o que desenvolve a economia, que oferece à sociedade as suas oportunidades e que defende o meio ambiente. Então, é fundamental que a gente tenha engenheiros e engenheiras qualificados e habilitados para poder trabalhar na área. A mão de obra irregular, ilegal, é que normalmente vai gerar problema ambiental e vai botar a sociedade em risco. Então, a  gente precisa buscar que o jovem volte a se interessar pela Engenharia para que a gente possa cada vez mais avançar com o mercado. Com esta pesquisa e a partir destes dados, a gente consegue nortear estratégias para avançar no nosso setor profissional”, afirmou Miguel Fernández. O painel foi mediado pelo engenheiro civil Vinicius Benevides, diretor operacional da Dimensional Engenharia e vice-presidente do Sinduscon Rio e contou com a participação do Professor Doutor da Escola Politécnica da USP, engenheiro civil Claudio Tavares de Alencar, e com o Reitor da Universidade Estácio de Sá, economista Flávio Murilo Oliveira de Gouvêa. “O debate foi riquíssimo. A gente debateu não só os números apresentados pelo presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández,  mas também o protagonismo da Engenharia, o desenvolvimento brasileiro e a grade curricular. E como a academia, o setor produtivo e os governos devem interagir  para a inovação e o futuro do país”, disse Benevides.  Benevides acrescentou: “o Rio Construção Summit é o maior evento de conteúdo da construção civil na América Latina, com um público de mais de 10 mil pessoas. Este evento está pautando não só as dores do mercado hoje e os debates sobre as suas soluções, como também o futuro da Engenharia Civil e da construção civil no Rio de Janeiro nos próximos 5 a 10 anos. A construção civil no Rio de Janeiro hoje está iniciando um novo ciclo de retomada de investimentos e aumento de trabalho. A gente está com um novo ciclo de grandes obras, tanto por parte de infraestrutura, do setor público, quanto das concessionárias, do setor privado e também do mercado da construção civil e do desenvolvimento imobiliário. Com o novo plano diretor, o mercado de desenvolvimento imobiliário aqui no Rio de Janeiro cresceu 50% no último ano e a gente tem a expectativa de um crescimento ainda maior em 2025”. O Sistema Confea/Crea O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea e os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia – Creas são autarquias que surgiram a partir do Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, e são responsáveis pela verificação, fiscalização e aperfeiçoamento do exercício e das atividades das áreas profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências.  O Sistema Confea/Crea é o conjunto formado pelo Confea e pelos Creas atuando de forma associada e coesa em prol da defesa da sociedade e do desenvolvimento sustentável do país, observados os princípios éticos profissionais. Hoje são cerca de 1,2 milhão de profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências registrados em todo país.  A pesquisa do Confea pode ser acessada no link: https://www.confea.org.br/midias/uploads-imce/Pesquisa_Quaest_Confea_0.pdf

Sociedade Chinesa de Engenharia assina Memorando de Entendimento (MoU) com CREA-RJ e FEBRAE

No dia 23 de setembro, a Federação Brasileira de Associações de Engenheiros – FEBRAE, promoveu, em parceria com o CREA-RJ, uma reunião com representantes da Chinese Society of Engineers (CSE), a Sociedade Chinesa de Engenharia. O encontro ocorreu na sede do Conselho e teve como objetivo a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU), visando a fortalecer a cooperação técnica, intercâmbio de conhecimento e a abertura de novas oportunidades e parcerias entre engenheiros brasileiros e chineses. Além disso, foram discutidas pautas importantes das áreas de tecnologia, infraestrutura e inovação, com um maior destaque em projetos de Engenharia naval, industrial e de petróleo e gás. O presidente da FEBRAE, engenheiro civil e de segurança do trabalho Hideraldo Gomes, agradeceu ao presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández. “Desde já agradeço ao presidente do CREA por estar nos recebendo, juntamente com as entidades daqui do Rio e os chineses. Esse evento é de suma importância para a Engenharia Nacional, que proporcionará pontos positivos entre as indústrias brasileiras e chinesas, tanto para a tecnologia quanto para os profissionais”, afirma. Hideraldo também apontou as principais experiências proporcionadas pela reunião. “Há muito o que aprender com eles, mas também podemos auxiliar em alguns processos industriais, porque possuímos profissionais capacitados para o desenvolvimento tecnológico e para a inteligência artificial. No encontro de hoje, é muito importante dar início ao relacionamento que teremos com a China nesse processo de intercâmbio cultural, educacional e também profissional, principalmente por meio da tecnologia”, disse. Também marcaram presença no encontro autoridades como o presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança – SOBES, Fernando Correia Lima, e o vice-presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro – SEAERJ, Alvaro Milano Moraes.

Dia Mundial do Mar

No dia 26 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Mar. A data tem como objetivo conscientizar sobre a importância dos oceanos e mares para a manutenção da vida no planeta, assim como a segurança e proteção do ambiente marinho, da navegação e das indústrias marítimas para o comércio em escala mundial. O tema escolhido pela Organização Marítima Internacional (OMI) para os anos de 2024 e 2025 é “Nosso Oceano, Nossa Obrigação, Nossa Oportunidade”, o que destaca o papel essencial que o oceano desempenha na sustentação da vida, dos meios de subsistência e da economia global. Ele fornece metade do oxigênio que respiramos, alimenta bilhões de pessoas, regula o clima e possibilita mais de 80% do comércio global por meio do transporte marítimo. O oceano também abriga inúmeras espécies marinhas e é uma fonte vital de empregos, alimentos e oportunidades econômicas para milhões de pessoas, mas enfrenta uma pressão crescente, desde a poluição e o uso excessivo até os efeitos acelerados das mudanças climáticas. Assim, protegê-lo não se trata apenas de salvar a natureza, é uma responsabilidade global que afeta todos os aspectos da vida humana. Sendo o maior setor a operar no espaço oceânico, a indústria naval desempenha um papel de grande relevância tanto na facilitação do comércio global como no avanço da proteção dos oceanos. Trabalha em conjunto com setores como o turismo, a pesca e a investigação marinha para gerir o oceano de forma sustentável. A OMI, por meio do seu quadro regulamentar global e dos seus programas de assistência técnica para os seus 176 Estados-Membros, continua a liderar os esforços em prol de mares mais limpos e seguros. O transporte marítimo é o método mais eficiente e econômico de transporte internacional para a maioria das mercadorias, fornecendo um meio confiável e de baixo custo para transportar produtos globalmente. Isso contribui para o comércio e ajuda a criar prosperidade entre nações e povos. Transporte marítimo brasileiro O Brasil depende fortemente do transporte por via marítima para o envio de suas mercadorias ao exterior. É por meio dos navios que o país escoa a maior parte de suas exportações, como soja, minério de ferro e petróleo. O setor responde por cerca de 95% do volume exportado e gera centenas de milhares de empregos, além de ter grande participação no PIB e na matriz de transportes nacional. A movimentação aquaviária de soja e milho do Arco Norte do país superou a do restante do Brasil. De acordo com os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a movimentação dos portos e terminais do Arco Norte foi de 100,8 milhões de toneladas em 2023, contra 88,5 milhões no ano anterior. Já a movimentação do restante do país, abaixo do paralelo 16°S, alcançou a marca de 100,2 milhões de toneladas, contra 73,4 milhões em 2022. O Arco Norte tem se tornado uma alternativa fundamental para o escoamento da produção de soja e milho do país, duas mercadorias que, nos últimos 13 anos, viram suas exportações triplicarem e quintuplicarem, respectivamente, tornando o Brasil o maior exportador dessas commodities. Hoje, o país responde por 58% das exportações mundiais de soja e 27% das exportações de milho, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Ainda segundo a ANTAQ, a expectativa de movimentação portuária para os próximos anos indica que o volume alcançará 1,313 bilhão de toneladas em 2024, um crescimento de 2,3% em relação a 2023. A Agência também projeta que a tendência de alta na movimentação portuária continue pelos próximos quatro anos. Em 2027, estima-se que o setor portuário nacional movimente 1,415 bilhão de toneladas, em comparação com 1,391 bilhão em 2026. Para 2025, a previsão é de 1,333 bilhão de toneladas. Os portos públicos que apresentaram melhor desempenho foram os de Santos, Paranaguá e Itaguaí, que cresceram 7,7%, 12,1% e 10,2%, respectivamente. Já entre os Terminais de Uso Privado, destacaram-se o Terminal de Petróleo Tpet/Toil – Açu (RJ), com alta de 32,9%; o Terminal Porto Sudeste do Brasil S/A (RJ), com crescimento de 47,9%; e o Terminal de Tubarão (ES), com 11,8%. Impactos ambientais no Brasil Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Zona Costeira Marinha do Brasil se estende, em sua porção terrestre, por mais de 8.500 km, abrangendo 17 estados e mais de 400 municípios, distribuídos do Norte equatorial ao Sul temperado. Vai da foz do rio Oiapoque, no Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul. Essa região é extraordinariamente diversa, composta por águas frias no Sul e Sudeste e águas quentes no Norte e Nordeste, sustentando uma grande variedade de ecossistemas: manguezais, recifes de corais, dunas, restingas, praias arenosas, costões rochosos, lagoas, estuários e marismas. Essas áreas abrigam inúmeras espécies de flora e fauna, algumas endêmicas e ameaçadas de extinção. Os manguezais, considerados berçários de diversas espécies marinhas e de água doce, e os recifes de coral, reconhecidos como os mais diversos habitats marinhos do mundo, têm destaque. No entanto, o chamado “bioma marinho” sofre forte pressão do crescimento urbano litorâneo e das atividades humanas realizadas no mar, em especial a pesca industrial. Avaliações feitas pelo MMA constataram um quadro preocupante quanto aos impactos ambientais, ressaltando a necessidade urgente de unidades de conservação (UCs) nessas áreas. A meta de conservação da biodiversidade para a Zona Costeira e Marinha, fixada pela Resolução nº 03/2006 do Conselho Nacional de Biodiversidade (Conabio), com base nas decisões da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) da ONU, é de proteger ao menos 10% da área dos ecossistemas marinhos por meio de UCs. Atualmente, esse índice está em pouco mais de 1%. Fontes: Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Organização Marítima Internacional (OMI) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).