Clube de Engenharia do Brasil realiza o evento “Clima em Foco: Engenharia e Soluções”
O Clube de Engenharia do Brasil já está com tudo pronto para receber um dos debates mais urgentes do nosso tempo: os impactos das mudanças climáticas e o papel estratégico da Engenharia na construção de soluções. O evento “Clima em Foco: Engenharia e Soluções” vai reunir, ao longo de cinco dias, especialistas, autoridades, pesquisadores e profissionais do Sistema Confea/Crea em uma programação intensa de palestras e painéis, que irão abordar desde a mitigação de riscos até a adaptação de cidades, tecnologias limpas, planejamento urbano e sustentabilidade. Diante de um cenário global cada vez mais desafiador, o enfrentamento das crises climáticas passa, necessariamente, pelo envolvimento das diversas especialidades da área tecnológica. Por isso, essa troca de experiências e conhecimento é essencial. O evento é aberto a profissionais, estudantes e demais interessados no tema e acontecerá na sede da entidade, no Centro do Rio de Janeiro, com transmissão online, nos dias 4, 5, 12, 18 e 19 de agosto. Em breve, mais informações sobre inscrições e programação. Não perca essa oportunidade de contribuir com soluções para o futuro do planeta!
7° Encontro Microrregional é realizado na cidade de Nova Friburgo

No dia 10 de julho de 2025, a Região Serrana do Rio de Janeiro recebeu o 7° Encontro Microrregional, na cidade de Nova Friburgo. O evento aconteceu na sede da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo – ACIANF. Nova Friburgo é um importante pólo serrano do Rio de Janeiro. A Suíça brasileira, como é conhecida popularmente, possui tradição nas áreas de indústria metal‑mecânica, produção têxtil, agronegócio de montanha e também no mercado audiovisual, proporcionando um ambiente de desenvolvimento dinâmico. A cidade também é notória por abrigar a maior produção de cadeados e fechaduras da América Latina. Dos 13 delegados eleitos para representarem o CREA-RJ no 12º Congresso Estadual de Profissionais – CEP, dez são com mandato e três sem mandato. Além disso, foram apresentadas 14 propostas no total durante todo o encontro. Composição da mesa A mesa de abertura do evento foi composta pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández; o diretor-geral da MÚTUA-RJ – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA, engenheiro civil Jamerson Freitas; o 2º diretor de Regionais, engenheiro sanitarista e ambiental Milton Neves; o presidente da ACIANF, Roosevelt Concy; o subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Nova Friburgo e presidente do Conselho Fiscal da ACIANF, Sergio Tadeu Miranda; o diretor financeiro da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Nova Friburgo – AEANF, engenheiro mecânico Daniel Cardoso; a secretária de Obras, Infraestrutura e Saneamento de Areal, engenheira civil Isabela Bernardes; e o inspetor do CREA-RJ em Nova Friburgo, engenheiro agrônomo Antônio Consentino. Depoimentos Prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon “No 7° Encontro Microrregional do CREA-RJ tivemos a oportunidade ímpar de discutir acerca de diversos temas para melhorar o cotidiano dos cidadãos fluminenses. A gente sabe o papel fundamental do Conselho no estado do Rio de Janeiro, e hoje foi uma oportunidade para discutir várias diretrizes que podem e devem ser aplicadas no aprimoramento da administração pública, seja municipal, estadual ou federal.” Presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández “É fundamental realizar um projeto de Engenharia nos municípios para captar recursos externos. Essa é uma proposta a ser pensada em conjunto com os municípios, envolvendo uma lógica dentro das premissas que são exigidas para a busca desses recursos. Por meio dessa etapa, o CREA-RJ pode promover um fortalecimento urbano junto às prefeituras do estado.” Presidente da ACIANF, Roosevelt Concy “Nós estamos recebendo em Nova Friburgo um encontro onde o CREA-RJ, por meio de um processo de interiorização, vem escutar a sua base na Região Serrana. É um momento ímpar em que a gente pode promover um debate para definir diretrizes futuras que têm potencial para chegar até o Congresso.” Secretária de Obras, Infraestrutura e Saneamento de Areal, engenheira civil Isabela Bernardes “Parabenizo o CREA-RJ por estar nas cidades ouvindo os profissionais. Esses encontros são muito importantes para conhecer a realidade de outros municípios e compartilhar experiências. Falando um pouco sobre a Engenharia Civil, que é a minha área, é preciso de obras à frente da saúde, mobilidade urbana e saneamento.” Diretor financeiro da AEANF, engenheiro mecânico Daniel Cardoso “O 7º Encontro Microrregional vem juntando todas as demandas de todos os municípios que fazem parte desse circuito do CREA-RJ. Nova Friburgo, em particular, é uma cidade que tem vocação industrial muito forte desde os primórdios. A indústria têxtil foi implementada com a vinda dos alemães, e logo depois veio a metal mecânica. Atualmente, um dos pontos altos da cidade são as cimenteiras, Cantagalo e Euclidelândia, e por lá passam cerca de 800 caminhões por dia.” Subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Nova Friburgo e presidente do Conselho Fiscal da ACIANF, Sergio Tadeu Miranda “A gente entende que o CREA-RJ tem muito a contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade, mas principalmente da nossa região, que precisa de investimento público. Estamos na expectativa das ideias e propostas que sairão desse evento e esperamos que elas façam parte do contexto das propostas estaduais que vão ser definidas no mês de agosto, no Rio de Janeiro.” 2º diretor de Regionais, engenheiro sanitarista e ambiental Milton Neves “Tive o grande prazer de coordenar o 7º Encontro Microrregional aqui em Nova Friburgo, uma cidade bem conhecida pela indústria têxtil. Para mim foi uma experiência nova, e agradeço a participação dos profissionais de Nova Friburgo, do prefeito e dos demais colegas.” Inspetor do CREA-RJ em Nova Friburgo, engenheiro agrônomo Antônio Consentino “Estou representando Nova Friburgo para galgar a proposta que eu quero implementar em relação ao lixo da nossa cidade. Como delegado, pretendo levar essa proposta de melhoria para o 12º Congresso Estadual de Profissionais de Engenharia. Já me encontro praticamente aposentado pelo lado financeiro, mas pelo lado profissional eu gostaria de deixar para minha cidade, por meio do Conselho, um caminho para o tratamento dos dejetos de lixo.”
Descoberta no Saara revela passado verdejante e pode mudar a visão sobre o clima

Arqueólogos da Universidade de Macquire, na Austrália, encontraram com cavernas que guardavam segredos escondidos no deserto: as paredes dessas cavernas estavam repletas de artes rupestres que continham informações importantes sobre o estilo de vida dos povos da região, abrindo caminho para entendermos como era a dinâmica dessas pessoas antes de migrarem em busca de recursos, sobretudo água. Segundo os pesquisadores, as imagens indicam que em meio à áridez do deserto de Atbai, no Sudão, que faz parte do vasto Deserto do Saara, a região já foi um oásis de vida, habitado por pastores de gado e detentor de uma rica fauna africana. Ao todo, foram encontrados 16 novos locais de arte rupestre datados de aproximadamente 4 mil anos atrás. O que mais surpreendeu os pesquisadores foi a presença frequente de gado nas pinturas, mostrando que esse tipo de animal fazia parte da vida dos moradores da região. Tal descoberta pode parecer, num primeiro momento, estranha, pois é difícil imaginar a presença de gado num lugar inóspito, ainda mais para um animal que precisa de água e comida em abundância. Contudo, conforme a análise dos pesquisadores indicou, o Deserto de Atbai foi uma savana pulsante, abundante em piscinas, rios e poços de água. Era um verdadeiro paraíso para os animais, incluindo o gado, que desempenhava um papel central no dia a dia das comunidades locais. Para compreender isso é preciso voltar um pouco no tempo, mais precisamente por volta de 15 mil anos atrás, quando a África estava passando por um período de chuvas intensas devido a variações na órbita da Terra. Esse momento é chamado pelos especialistas de “Saara verde” ou “período úmido africano”, e marca uma época em que o deserto se transformou em um paraíso verdejante. O achado reforça a hipótese do “esverdeamento” do Saara, um período que ocorreu entre 5 mil e 11 mil anos atrás, quando mudanças na órbita terrestre intensificaram as monções africanas e trouxeram um clima mais úmido à região, transformando o deserto em um ambiente favorável à vida. Segundo cientistas, essa fase de clima úmido estava diretamente ligada ao aumento da radiação solar durante o verão boreal, provocando o florescimento de florestas e lagos que sustentaram diversas espécies e comunidades humanas. Mais sobre o Saara: Fonte: Mega Curioso