CREA Aqui vira grande conexão da Engenharia, Agronomia e Geociências e pode entrar para calendário do Rio

O maior encontro estadual das Engenharias, Agronomia e Geociências, o CREA AQUI se tornou uma enorme conexão de profissionais, empresários e autoridades do estado e do município, que compartilharam ideias e projetos com soluções para os principais problemas do estado. O mega evento, que recebeu cerca de 4 mil pessoas para celebrar os 91 anos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio, funcionou como uma espécie de SOEA de um dia. SOEA é a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia, que em 2025 chega a sua 80ª edição e acontecerá no Espírito Santo. Já na abertura do evento, inovação e tecnologia marcaram presença, com o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, apresentando as funcionalidades do novo aplicativo desenvolvido para engenheiros, agrônomos e profissionais das geociências. Ele convidou todos para fazerem um tour virtual pelo novo conceito de atendimento ao público. Haverá espaço de coworking para os profissionais, além de salas para palestras e workshops.  “Com o CREA AQUI e todas as inovações que trazemos, creio que conseguimos provar que o CREA não está presente só na mitigação dos desastres, mas contribuindo para renovar a autoestima dos profissionais e juntos retomarmos o protagonismo das Engenharias”, afirmou Miguel Fernández.  Em sua apresentação, o presidente do CREA-RJ testou no telão de led as funcionalidades do app de serviços, que promete desburocratizar o atendimento e agilizar o acesso a documentos e certidões. A cada uso bem-sucedido do app, a plateia aplaudia. Fernández anunciou também que por meio da plataforma Livelo os profissionais cadastrados no CREA poderão obter cashback que pode resultar em anuidade zero. Fernández agradeceu a presença de todos, profissionais, empresários e apoiadores, além de seus colaboradores, como a jornalista e publicitária Luciana Soares, coordenadora de eventos do CREA-RJ. O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Vinicius Marchese, participou do evento, entregando prêmios aos laureados, ao lado de Miguel Fernández. Marchese parabenizou o presidente do CREA-RJ pelo sucesso do CREA AQUI: “O CREA Rio de Janeiro hoje reposiciona a instituição como uma instituição que está muito próxima do profissional, próxima da sociedade, próxima dos problemas da sociedade. Quero parabenizar o Miguel Fernández por tudo que ele está fazendo pelo CREA como um todo, mas hoje especialmente pelo evento que tem como objetivo trazer o profissional para próximo do sistema. É assim que a gente vai trabalhar, mudando o sistema para o profissional.” O primeiro painel de debates do dia teve início com o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio, Flávio Ferreira, que destacou os avanços da produção agrícola do Estado, citando novos polos, como o café do noroeste fluminense e a uva no município de Areal, entre outros. Também presente ao debate o presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, explanou sobre os desafios enfrentados após a concessão dos serviços de distribuição de água e o cenário atual, que prevê 5 bilhões de investimentos até 2029, em função da universalização do saneamento em 2033. O terceiro convidado do painel – mediado pelo comunicador Clóvis Monteiro (Rádio Tupi),  o engenheiro Uruan Cintra de Andrade, secretário estadual de Infraestrutura e Obras Públicas, enalteceu a importância do CREA-RJ e de todos os profissionais da entidade representados na realização e conclusão de cerca de 150 obras em andamento este ano na capital e no interior do Estado do Rio. Como a conclusão do aguardado novo Museu da Imagem e do Som (MIS), em Copacabana, que, segundo o secretário, ocorrerá até dezembro. À tarde, o painel tratou do tema “Cidades que pensam o futuro: a Engenharia na transformação urbana” e contou com a participação do secretário Municipal de Infraestrutura do Rio de Janeiro, engenheiro Wanderson Santos; do presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) Jorge Luiz de Souza Arraes; do presidente do Instituto Pereira Passos, Elias Jabbour; e de um representante da Companhia Municipal de Energia e Iluminação, a Rioluz. O secretário de Infraestrutura do município destacou a importância da Engenharia no poder público, informando que a prefeitura do Rio tem hoje R$ 1 bilhão em obras contratadas: “A Engenharia pública é fundamental para o desenvolvimento do país”, lembrando que “a Engenharia passou por uma crise muito grande com reflexos até hoje. Precisamos virar essa página. A gente precisa abandonar o nosso complexo de vira lata e entender que temos protagonismo. Eventos como esse são importantes para resgatar esse sentimento”, afirmou o engenheiro Wanderson. Com filas em vários estandes, do selfie oficial à do óculos para realidade virtual – que permitiu ver em 3D o projeto da futura sede do CREA-RJ–, o CREA-RJ reuniu profissionais, empresários e estudantes, numa espécie de festival da Engenharia. O podcast CREA AQUI, apresentado pelo jornalista Rodrigo Motta, fez entrevistas ao vivo num estúdio montado no local. Houve palestras, lançamentos de livros e 26 profissionais premiados em diversas categorias. A presença dos estudantes foi maciça.O clima de euforia foi tão grande que houve quem jurasse que a história do CREA-RJ será dividida entre antes e depois do CREA AQUI, um evento que promete entrar para o calendário do Estado do Rio, atraindo profissionais de todo país. O local do evento não poderia ser mais inspirador: a Marina da Glória, um dos cartões-postais do Rio, com uma vista deslumbrante da Baía de Guanabara. O evento aconteceu em um pavilhão indoor de quase 5 mil metros quadrados, com toda a infraestrutura para receber milhares de visitantes e expositores. Ao som da Barlavento, banda formada por três engenheiros, e da Blitz, ao final, o evento funcionou também como uma espécie de congraçamento dos profissionais do Sistema Confea/CREA. No estande do CREA-RJ, o projeto modelo da futura sede do CREA fez sucesso, visto com óculos de realidade virtual. A engenheira civil Juliana Peres, Perilo Engenharia, estava exultante com o projeto e todo o evento. “Tá bem bacana. Os estandes estão bem informativos, proporcionando uma experiência bem legal”, disse Juliana. A engenheira de produção e segurança do trabalho Priscila Pinheiro, moradora do bairro vizinho da Glória, estava toda feliz na fila do selfie para comprovar que esteve no evento. “Esse tipo de evento vai dar uma

CREA-RJ completa 91 anos

O CREA-RJ completa 91 anos de história e protagonismo frente ao desenvolvimento do estado. No dia 5 de junho de 1934, uma nova era foi anunciada pelo engenheiro civil Dulphe Pinheiro Machado, ao presidir a primeira sessão Plenária do Conselho da 5ª Região, embrião do atual CREA-RJ, na Escola Nacional de Belas Artes, dando posse aos primeiros diretores. Atualmente, o Conselho é composto por Plenário (representado pelas instituições de ensino superior e pelas entidades de classe, cujo terço é renovado anualmente), Câmaras Especializadas, Presidência, Diretoria e Inspetorias. A partir de 1930, lideradas pelas mais atuantes entidades de classe, surgiram movimentos em prol da regulamentação das profissões de engenheiro, arquiteto e agrimensor. Em 1932, o ministro do Trabalho recebeu do Sindicato Nacional de Engenharia o “Anteprojeto de lei regulamentando o exercício da profissão de engenheiro, arquiteto e agrimensor”. O documento – publicado com poucas modificações no Diário Oficial de 14 de abril daquele ano, resultou da participação de outras entidades de classe, entre as quais o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e de Pernambuco, o Instituto de Engenharia de São Paulo, a Sociedade Mineira de Engenheiros, a Associação de Engenheiros Civis da Bahia, o então Instituto Central dos Arquitetos e o Instituto Mineiro de Arquitetura.  Nos anos seguintes, os debates sobre a forma da nova lei prosseguiram através de comissões integradas por renomados profissionais, entre os quais: o diretor geral do Departamento Nacional do Povoamento do Ministério do Trabalho, Engenheiro Dulphe Pinheiro Machado; Adolfo Morales de los Rios Filho, do Instituto Central dos Arquitetos; Augusto Varella Cursino, da Associação dos Construtores Civis; Cezar do Rego Monteiro Filho, do Sindicato Nacional dos Engenheiros; Domingos José da Silva Cunha, da Sociedade Brasileira dos Engenheiros; José Cezário Monteiro Lins, do Instituto de Engenharia de São Paulo; José Furtado Simas, da Associação Brasileira de Concreto; José Luiz Mendes Diniz, do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro; e Luiz Simões Lopes, pela classe dos agrônomos, cuja profissão foi regulamentada em 12 de outubro de 1933, pelo decreto nº 23.196. A partir desse marco histórico, além dos cursos superiores serem exigidos para o exercício profissional, as profissões técnicas são também reconhecidas pelo Ministério da Educação e Saúde Pública. Como resultado da conjugação de esforços entre o governo e o espírito associativo das entidades de classe, em 11 de dezembro de 1933, o decreto nº 23.569 regulamentava o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e agrimensor e dispunha sobre a fiscalização dos serviços desenvolvidos por engenheiros, arquitetos e agrimensores, a cargo do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea) e dos Conselhos Regionais (Creas), criados por esse mesmo decreto. As pioneiras do Crea-RJ A história da conquista do direito da mulher brasileira à cidadania é um capítulo importante da trajetória do Crea-RJ, e vice-versa. No mesmo período da criação do Conselho fluminense, as mulheres conquistam o direito ao voto, participando, pela primeira vez, das eleições em 1934. Data desse mesmo ano, o ingresso das primeiras mulheres no Crea-RJ, cujo registro pioneiro cabe à engenheira civil Elza Osborne, então Elza Martins Gomes de Pinho. Elza Osborne foi a primeira mulher engenheira a administrar quadros do funcionalismo da Prefeitura do Distrito Federal. Foi a responsável por diversas obras na zona oeste, então zona rural, como a construção do viaduto Engenheiro Alim Pedro, Teatro de Arena, Teatro Arthur Azevedo, o anfiteatro da Praça Filomena, entre outras. No teatro, escreveu inúmeras peças, entre elas Zé do Pato, que deu ao Teatro Rural do Estudante 11 prêmios em disputa no I Festival Nacional de Teatro. Carmen Velasco Portinho nasceu em 1903, em Corumbá, Mato Grosso. Ingressou no curso de Engenharia da Escola Politécnica da Universidade do Brasil, pelo qual concluiu a graduação em 1925, sendo a terceira mulher a se formar em engenharia no país. Começou a vida profissional na Diretoria de Obras e Viação da prefeitura do Rio de Janeiro, e ao longo da vida foi uma das mais notáveis defensoras dos direitos das mulheres no país, fundando em 1929 a União Universitária Feminina, e em 1937, a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas.  Em 1936, concebeu o anteprojeto para a construção de Brasília e foi a primeira mulher a receber o título de urbanista no Brasil, pela extinta Universidade do Distrito Federal, com diploma assinado por Mário de Andrade. Durante a década de 1940 chefiou o Departamento de Habitação Popular. Posteriormente, dirigiu o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Escola Superior de Desenho Industrial, de 1967 a 1988. Carmen Portinho faleceu em 2001, aos 98 anos A inserção das mulheres no Conselho desde 1934 vem seguindo uma trajetória ascendente, com lugares cada vez maiores ocupados pelas mulheres técnicas e profissionais da engenharia, arquitetura, agronomia, geologia, meteorologia e geografia no mercado de trabalho. O reconhecimento da mulher profissional, e o seu papel decisivo na soberania tecnológica brasileira, bem como na construção de uma sociedade melhor, é hoje um marco da atuação do Crea-RJ, através do seu GT Mulher. Criado em 1986, esse Grupo de Trabalho teve como principais objetivos promover a consciência participativa das mulheres do sistema Confea/Crea pelo seu reconhecimento como agentes comprometidas com os interesses sociais e humanos, incentivar a sua participação em todas as esferas do Conselho, assim como garantir formação qualificada e continuada no exercício profissional. O Fórum da Mulher, promovido por esse grupo de trabalho, é um exemplo do grande potencial da participação feminina nos destinos do Crea-RJ no século XXI. Atualmente, o Programa Mulher tem como objetivo orientar, capacitar e encontrar maneiras de estimular a participação feminina de forma protagonista dentro do Sistema Confea/Crea, por meio de políticas e iniciativas que sejam atrativas para o gênero, bem como incentivar o registro profissional de mulheres nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências em sua jornada profissional e acadêmica.  O Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua foi elaborado em 2018 e institucionalizado em setembro de 2019. A sua criação busca atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, mais especificamente o ODS nº 5, que visa à equidade de

Dia do Engenheiro Mecânico

Celebrado no dia 5 de junho, o Dia do Engenheiro Mecânico é uma homenagem ao nascimento de Delmiro Gouveia (1863), um dos pioneiros da industrialização do Brasil. Gouveia foi responsável pela construção da primeira fábrica de linhas de costura do país e da segunda usina hidrelétrica, a de Paulo Afonso, entre Alagoas e Bahia. Sua visão empreendedora e seu conhecimento em Engenharia Mecânica foram fundamentais para o desenvolvimento do país. A Engenharia Mecânica é um ramo da Engenharia que se concentra no projeto, análise, fabricação e manutenção de sistemas mecânicos, máquinas e dispositivos. É um dos campos mais vastos da Engenharia, que inclui também pesquisas tecnológicas, controle de qualidade, supervisão de processos e definição de procedimentos de segurança na linha de produção. Seus serviços também incluem instalações industriais e mecânicas; sistemas de produção de transmissão e de utilização do calor e veículos automotores.   O profissional desta Engenharia também está presente nos processos da agropecuária; na climatização de ambientes, viabilizando conforto térmico e acústico; nos meios de transporte, permitindo a mobilidade e no abastecimento das cidades, assim como na fabricação de tecidos e em muitos outros setores da economia. As atribuições do engenheiro mecânico são concedidas pelo artigo 12 da Resolução do Confea nº 218/73. Mercado de Trabalho  Já durante a sua formação, os estudantes aprendem sobre automação, inteligência artificial e fabricação avançada, que são essenciais para quem deseja seguir carreira em uma área de constante inovação. Assim é possível atuar na indústria metalmecânica, automobilística, aeronáutica, naval, de processo e de refino de petróleo, refrigeração e climatização, transformação, combustíveis, lubrificantes, alimentícia e muitas outras.  Com a evolução e implementação de novas tecnologias, há a otimização do processo produtivo, junto com a inteligência artificial, a robótica, a automação de máquinas, como machine learning e IoT (Internet of Things – Internet das Coisas). A nanotecnologia, por exemplo, pode ser aplicada na produção de peças e ferramentas mais resistentes do que as comuns, em razão da sua característica e composição, otimizando a qualidade dos produtos e equipamentos, o que pode reduzir custos com manutenção e desgaste. Na Internet das Coisas, os equipamentos utilizados no sistema de comunicação entre uma máquina e outra são elaborados pela Engenharia. Os equipamentos se conectam à internet e facilitam a gestão a distância, como o rastreamento de veículos e casas inteligentes com acionamento de eletrodomésticos e sistemas elétricos a distância. Já a inteligência nas máquinas e automóveis está diretamente ligada à área e permitirá que os processos produtivos sejam executados de forma autônoma. Como exemplo, carros autônomos, drones e qualquer outro equipamento que não precise de piloto. Na indústria energética, é possível projetar e supervisionar a construção dos sistemas, turbinas e outros suprimentos necessários, destacando a indústria de energias sustentáveis, como a eólica e solar. A média que o Engenheiro Mecânico recebe é de R$ 10.942,50 para uma jornada de trabalho de 42 horas semanais de acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados de 7.051 profissionais admitidos e desligados em regime CLT nos últimos 12 meses divulgados pelo Novo CAGED. Possíveis áreas de atuação – Engenharia Automotiva: voltada para o design, desenvolvimento e manufatura de veículos, aborda desde a concepção de novos modelos e sistemas de propulsão a análise de impacto veicular e segurança veicular; – Engenharia de Sistemas e Controles: com objetivo no desenvolvimento e aprimoramento de sistemas de controle para máquinas e processos industriais;  – Setor Agropecuário: responsável pelo segmento de máquinas e equipamentos agrícolas, na implementação de sistemas de irrigação e na aplicação de tecnologias mecânicas e de automação na lavoura;  – Setor de Climatização: projeta e realiza o planejamento e gerenciamento da manutenção de sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado central.  – Setor de Energia: projeta e desenvolve turbinas eólicas, centrais hidrelétricas e sistemas de geração de energia solar, bem como soluções associadas à biomassa e combustíveis em geral; – Indústria de Alimentos e Bebidas: é a elaboração de projetos de máquinas de processamento de alimentos, envasamento de bebidas, embalagens, entre outras. Também participa dos processos de automação das fábricas;  – Indústria Petroquímica: cria máquinas capazes de realizar o bombeamento, refino e processamento de petróleo de forma mais eficiente. O Crea-RJ parabeniza a todos os engenheiros mecânicos pela importância dessa profissão, por projetarem, desenvolverem, analisarem, produzirem e operarem sistemas, máquinas, componentes e dispositivos mecânicos que são essenciais para os mais diversos setores da economia e pelo desenvolvimento da sociedade.  Confira o vídeo aqui

Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia

No dia 5 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. A data tem como objetivo promover a conscientização acerca da importância e preservação do meio ambiente. Foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 5 de junho de 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, para coincidir com a realização dessa conferência e marcou uma virada na evolução da política ambiental internacional. Foram estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta, mudando a forma como vemos e tratamos as questões ambientais globalmente. A Ecologia é a ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente. Ela desempenha um papel fundamental no entendimento dos ecossistemas e na promoção de práticas sustentáveis. Assim, com a crescente preocupação com problemas ambientais, a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente oferece a oportunidade de ampliar as bases para opiniões esclarecidas e condutas responsáveis por parte de indivíduos, empresas e comunidades em relação à preservação e valorização do ambiente. As mudanças climáticas são transformações que ocorrem gradualmente no meio ambiente, principalmente nos aspectos do clima e da temperatura. Elas podem ter causas naturais como alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da terra, ou podem ser as consequências das ações humanas como desmatamento, poluição e emissão de gases de efeito estufa.  Com o aumento do efeito estufa, causado pela queima de combustíveis fósseis por parte da humanidade, a temperatura do planeta está subindo e a intensidade das mudanças climáticas têm acelerado de maneira não natural. De acordo com o serviço de mudanças climáticas Copernicus, as concentrações atmosféricas de CO2 em 2024 foram as maiores dos últimos dois milhões de anos.  O desmatamento é outro importante fator que contribui com o aquecimento global, já que as florestas são responsáveis por reduzir o CO2 presente na atmosfera. O Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, contabilizou entre janeiro e agosto de 2024, um aumento de 78% de queimadas no Brasil em relação ao mesmo período de 2023. Esse contexto leva à degradação de terras e florestas, o que libera ainda mais dióxido de carbono. Aterros para lixo são uma das principais fontes de emissões de metano. Energia, indústria, transporte, edificações, agricultura e uso da terra estão entre os principais emissores. O Crea-RJ, por meio de seus profissionais e ações, têm um papel crucial na construção de um futuro mais sustentável para todos. A busca por tecnologias limpas, sustentáveis e acessíveis é um compromisso ético do Conselho com a sociedade para a preservação da vida na Terra. Confira o vídeo aqui.

É Hoje! O CREA Aqui está pronto para fazer história no Rio de Janeiro

A espera acabou! Faltam poucas horas para o CREA AQUI, o maior encontro de engenharia, agronomia e geociências do Rio de Janeiro, abrir suas portas na Marina da Glória. Na véspera do evento, o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, inspecionou os últimos detalhes, enquanto 350 operários, engenheiros e arquitetos trabalhavam incansavelmente para montar os 20 estandes e o imponente palco. Para Fernández, este evento não é apenas uma celebração dos 91 anos do CREA-RJ; é um marco para o futuro do setor. “A principal instituição de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento do Estado, como é o CREA-RJ, que completa 91 anos, vem com uma proposta de repensar o formato do conselho,” afirmou o presidente. “Um conselho que pense menos na parte cartorial e burocrática e que pense mais como um protagonista do setor, um impulsionador, um promotor de valorização – seja do profissional, das empresas, das instituições.” Do Passado ao Futuro: 91 Anos de Compromisso e Inovação A história do CREA-RJ começou em 5 de junho de 1934, quando o Engenheiro Civil Dulphe Pinheiro Machado presidiu a primeira sessão Plenária, declarando o início de “uma nova era”. Desde então, a missão tem sido clara: garantir que as Engenharias, Agronomia e Geociências sejam praticadas com legalidade e por profissionais habilitados, protegendo a sociedade. Coincidentemente, o aniversário do CREA-RJ se alinha com o Dia Mundial do Meio Ambiente, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável. Nove décadas depois, o CREA-RJ continua sua missão, expandindo sua atuação além da fiscalização. Três pilares marcam a gestão de Miguel Fernández: “Quando a gente fala muito forte da importância da fiscalização no nosso Conselho é também uma forma de defesa da sociedade e da defesa dos interesses do nosso setor,” concluiu Fernández. Onde a Engenharia Ganha Vida: O Cenário do CREA AQUI O local não poderia ser mais inspirador: a Marina da Glória, um dos cartões-postais do Rio, com uma vista deslumbrante da Baía de Guanabara. O evento acontece em um pavilhão indoor de quase 5 mil metros quadrados, com toda a infraestrutura para receber milhares de visitantes e expositores. A movimentação é intensa. Empilhadeiras em ritmo acelerado, estandes como os da Secretaria de Infraestrutura do Estado, Sebrae e Light (que completa 120 anos) ganhando forma. No palco principal, com capacidade para 500 pessoas, serão realizados debates cruciais e shows imperdíveis com Blitz e Barlavento. O engenheiro Jacques Stelzer Cardoso, responsável pela montagem do palco, resume o espírito do evento: “Por trás de todo grande espetáculo, tem muita engenharia”. Com 37 anos de experiência, ele testemunha a grandiosidade da engenharia que está por trás de cada detalhe, desde o painel de LED de 34 metros quadrados até os 60 mil watts de som que farão o evento vibrar. Está tudo pronto! Venha celebrar os 91 anos do CREA-RJ e fazer parte de um encontro que promete redefinir o futuro da engenharia no Rio de Janeiro.