Clube de Engenharia recebe reunião do Fórum da Engenharia Nacional

Em um momento de grandes desafios para o Brasil, líderes da Engenharia, Arquitetura e Agronomia se unem para um encontro estratégico no Rio de Janeiro. Nos dias 2 e 3 de junho, o Clube de Engenharia do Brasil será palco da 1ª Reunião Anual do Fórum da Engenharia Nacional, um evento precursor da tão aguardada 1ª Conferência Nacional da Engenharia (2025-2026). A engenheira civil Carmen Lúcia Petraglia, conselheira federal pelo CREA-RJ e presidente da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (ABEA Nacional), uma das entidades promotoras do evento, afirma: “Este é o maior evento em prol do desenvolvimento democrático e sustentável do Brasil e se torna permanente com a participação de mais de uma centena de entidades profissionais e de ensino de todo o país.” Carmen completa: “O Fórum irá propor ao Governo Federal a institucionalização, em 2026, da Conferência Nacional da Engenharia com o objetivo de definir propostas para o fortalecimento e a ampliação de políticas públicas para infraestrutura, inovação, sustentabilidade, desenvolvimento urbano e regional, desenvolvimento de indústria e tecnologia e a valorização profissional, com a perspectiva da interconexão, para promover a democracia e a igualdade, garantindo voz e representatividade a todos os segmentos, alcançando a evolução dos princípios estabelecidos pela sociedade”. A pauta é ambiciosa e essencial: rearticular um projeto de desenvolvimento sustentável e soberano para o país. Este movimento busca resgatar os princípios da Constituição de 1988 e, crucialmente, reverter os retrocessos econômicos e industriais que marcaram as últimas décadas, especialmente a partir das políticas neoliberais dos anos 90, que agravaram o baixo crescimento crônico e a queda da atividade industrial. Para as entidades organizadoras, é imperativo retomar um caminho que integre tecnologia, sustentabilidade e a redução das desigualdades. O pano de fundo é a construção de uma sociedade mais justa e solidária, onde a erradicação da pobreza seja uma meta primordial. Essa visão não é nova. Desde 2006, o setor tem articulado o programa “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, uma iniciativa liderada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) que expressa o repúdio ao abandono de um projeto de nação. O compromisso com essa agenda foi reforçado no ano passado, quando mais de 250 lideranças assinaram um documento que selou a criação do Fórum da Engenharia Nacional e a realização da Conferência. O Fórum se estabelece como uma articulação permanente, reunindo as principais vozes do setor — entidades profissionais e empresariais, instituições e universidades — para que reassumam um protagonismo na formulação de políticas públicas. A proposta é clara: gerar um amplo diálogo social que leve a um pensamento avançado e a uma ação coordenada para moldar o futuro do Brasil nos próximos 25 anos. “A Engenharia brasileira sempre demonstrou capacidade para resolver desafios complexos. Este Fórum é um passo decisivo para reconectar o Brasil ao sonho de um desenvolvimento justo e democrático, como previsto em nossa Constituição”, destaca Allen Habert, do movimento Engenharia pela Democracia e do Fórum da Engenharia Nacional. Diretora do CREA-RJ, a engenheira naval Cládice Nobile Diniz, faz uma convocação: “Convido a todos interessados em conhecer temas candentes do desenvolvimento nacional para participarem do Fórum da Engenharia Nacional, onde serão debatidas por destacados especialistas, soluções que a Engenharia Brasileira pode oferecer, como os da mesa ‘Bases para o Desenvolvimento Nacional e Soberano’, que se voltam ao crescimento econômico, à proteção do bem-estar social e ao fortalecimento da soberania nacional. Será um debate memorável, aguardamos a presença de todos, com perguntas aos debatedores”. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández e o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, estarão na mesa de abertura do Fórum da Engenharia Nacional. O Fórum tem patrocínio da Mútua, Finep e Confea e apoio institucional do CREA-RJ e de mais de cem entidades profissionais e de ensino do Brasil. SERVIÇO 1ª Reunião Anual do Fórum da Engenharia Nacional Data: 2 e 3 de junho de 2024 Local: Clube de Engenharia do Brasil (Rio de Janeiro) O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas no site https://forumEngenharia.com.br/inscricao/
Presidente do CREA-RJ participa de live do IBEC em comemoração ao Dia do(a) Engenheiro(a) de Custos

No mesmo dia em que se comemora o Dia do(a) Engenheiro(a) de Custos, o IBEC – Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos está completando 47 anos e vai comemorar a data com o terceiro episódio da Websérie “Maratona da Engenharia de Custos”. A live será das 19h às 21h30, e contará com a presença do presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández. A apresentação é de Paulo Roberto Vilela Dias, mestre em Engenharia Civil e notório saber em Engenharia de Custos (CRK), presidente do IBEC e da FAATESP, diretor do International Cost Engineering Council. Fundado em 1978, o IBEC é a mais tradicional instituição do país na área de Engenharia de Custos. Trata-se de instituição filiada, desde sua criação, ao ICEC (International Cost Engineering Council), organismo mundial que congrega as associações nacionais do setor, e certificada pelo INPG (Instituto Nacional de Pós-Graduação), um dos mais conceituados centros de pesquisa e ensino do Brasil. Inscreva-se: https://materiais.ibecensino.org.br/mai_2025_webserie-maratona-da-enganharia-de-custos
Bioplásticos a partir de alimentos: pesquisadores da UFRJ inovam em alternativa para embalagens tradicionais

Com o objetivo de substituir embalagens plásticas descartáveis por biodegradáveis, feitas com base em alimentos como alho, pimenta, chia e linhaça, pesquisadores do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um projeto como caminho sustentável e possível em relação aos impactos econômicos para o mercado. O projeto “Desenvolvimento de sistemas poliméricos nanoestruturados aplicados a embalagens alimentícias ativas e de revestimento para nutracêuticos” é liderado por Maria Inês Bruno Tavares professora da IMA/UFRJ. O destaque e diferencial da pesquisa é o tempo de decomposição do bioplástico: enquanto o plástico convencional precisa de 400 anos para se decompor no ambiente, o bioplástico se desfaz em 180 dias. Segundo Maria Inês, eles podem decompor em até 90% de sua massa dentro desse período, mesmo em contexto de descarte inadequado, seja no solo ou seja na água, são rapidamente consumidos por microorganismos. O tempo rápido de decomposição faz com que não haja resíduos de microplásticos, contribuindo para um ciclo de vida mais sustentável e seguro para o meio ambiente. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o mundo produz 430 milhões de toneladas de plástico anualmente e apenas 9% são reciclados. No ritmo atual, a produção de plástico deve triplicar até 2060. E os custos social e ambiental causados pela poluição plástica são altos, chegando a US$1,3 trilhões por ano, causando danos não só à natureza, com riscos à saúde humana, mas também intensifica a crise climática e econômica. Estima-se que foram geradas 139 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos descartáveis em 2021, o que equivale a mais de 13,7 mil Torres Eiffel. Assim, a preocupação com o meio ambiente levou a pesquisa a buscar alternativas sustentáveis em relação à substituição de embalagens descartáveis, especialmente no setor alimentício, por polímeros biodegradáveis. A professora destaca que “a eficiência desses materiais pode ser aprimorada com a adição de bioativos antioxidantes, provenientes de alimentos específicos, como os temperos. Isso proporciona mais proteção ao alimento e prolonga a vida útil da embalagem”. Além disso, os bioplásticos produzidos a partir de alimentos geram uma retroalimentação na cadeia. Como exemplo, os que são construídos a partir da semente de chia. Na sua decomposição, o restante dos pedaços gerados se transforma em fontes de alimento para os microrganismos encontrados no solo e na água. O bioplástico torna-se água e gás carbônico, o que contribui ainda mais para a sustentabilidade. Atualmente, a maior implicação das empresas em aderir ao bioplástico é o baixo custo do plástico convencional. Mas, no projeto dos pesquisadores, os custos devem ser equivalentes ou até menores: “Além do impacto ambiental ser muito baixo, pois extraímos os bioativos diretamente, sem nenhum tipo de solvente, ou os extraímos com arraste de vapor d’água, o custo para obter o bioplástico é mínimo”, explica Maria Inês. A pesquisa ainda encontra-se em sigilo de patente, devido à natureza inovadora dos materiais e processos envolvidos, assegurando a proteção intelectual do desenvolvimento até a sua completa maturação e possível entrada no mercado. Fonte: ONU News e UFRJ