Reativação do Teleférico do Complexo do Alemão deve ocorrer em 2026

O Teleférico do Complexo do Alemão, inaugurado em 2011 como o primeiro sistema de transporte de massa por cabo do Brasil, encontra-se inoperante desde outubro de 2016. Em 2021, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou planos para reativar o teleférico, firmando um acordo com a empresa francesa Poma, responsável pela implementação original do sistema. As obras de revitalização começaram em setembro de 2021, com previsão inicial de retorno das operações para julho de 2023. No entanto, devido a atrasos, a reabertura foi adiada para abril de 2024, o que também não ocorreu. O contrato assinado, no valor de 17 milhões de euros (cerca de 105 milhões de reais, na cotação atual), para a compra e o transporte das peças necessárias, tem nova previsão para que o serviço esteja ativo novamente ao longo de 2026. A paralisação ocorreu devido a questões financeiras e problemas estruturais, incluindo o desgaste de um dos cabos de tração. Desde então, a estrutura sofreu com abandono e vandalismo, resultando em estações deterioradas e equipamentos danificados. O teleférico, que possui uma linha de 3,5 km de extensão e seis estações — Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Palmeiras —, atendia diariamente cerca de 10 mil passageiros em 2012. Cada uma das 152 gôndolas tem capacidade para dez passageiros, sendo oito sentados e dois em pé, e a viagem completa entre a primeira e a última estação durava aproximadamente dezesseis minutos. A reativação do teleférico é vista como um passo significativo para melhorar a mobilidade dos moradores das comunidades atendidas, como Adeus, Alemão, Baiana e Palmeiras. Inaugurado em 7 de julho de 2011, o Teleférico do Complexo do Alemão foi concebido como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um investimento de R$ 253 milhões. Inspirado no Metrocable de Medellín, na Colômbia, o sistema contava com 152 gôndolas, cada uma com capacidade para transportar até dez passageiros, percorrendo um trajeto de 3,5 km em aproximadamente 16 minutos. A estação inicial, Bonsucesso, oferecia integração com os trens da SuperVia, facilitando o deslocamento dos moradores para outras áreas da cidade.
Parabéns ao município de Trajano de Moraes, por seus 135 anos!
O desbravamento do atual município de Trajano de Moraes iniciou-se na primeira metade do século XIX, com o núcleo formado em torno de uma capela destinada ao culto de São Francisco de Paula, onde se estabeleceram os primeiros colonizadores do sertão da Ventania, dedicados ao cultivo de café. Em 1846, em decorrência do desenvolvimento alcançado pela região por meio da cultura cafeeira e por influência de José Antônio de Moraes, proprietário da fazenda Aurora, o núcleo foi elevado à categoria de freguesia, sob a denominação de São Francisco de Paula, então pertencente ao município de Cantagalo. Em virtude da emancipação de Santa Maria Madalena no ano de 1861, a freguesia foi incorporada ao território desse novo município fluminense. Com a abolição da escravatura e o esgotamento dos solos, toda a economia da região ficou abalada. No intuito de atenuar a crise econômica, o governo decretou a criação do município de São Francisco de Paula, por meio do Decreto nº 178, de 12 de março de 1891, instalado em 25 de abril do mesmo ano, tendo a freguesia sido elevada à categoria de vila e sede do novo município. Algum tempo depois, como o desenvolvimento da vila permanecesse estacionário, a população começou a se concentrar em torno da estação ferroviária denominada Trajano de Moraes. Essa localidade desenvolveu-se com tal rapidez que, em 1915, o governo transferiu para lá a sede municipal. Entre 1919 e 1923, a sede do município foi temporariamente alterada para a localidade onde ficava a estação de Aurora, atual Visconde de Imbé. Finalmente, por força uniformizadora da Lei nº 2.335, de 17 de dezembro de 1929, que passa a considerar como cidade a sede do município, independentemente do número de seus habitantes, alcança Trajano de Moraes esse status. Da antiga São Francisco de Paula, nada mais resta que duas ou três casas e duas capelas. O Crea-RJ parabeniza Trajano de Moraes por seus 135 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro