Dia do(a) Engenheiro(a) de Pesca
A Engenharia de Pesca é a área responsável pelo planejamento, análise e produção de organismos aquáticos como peixes, crustáceos, frutos do mar e algas, respeitando a manutenção da biodiversidade marinha e, consequentemente, a diminuição da pesca predatória. Suas atividades também estão relacionadas com a utilização de novas técnicas de exploração, armazenamento, transporte e a comercialização dos produtos da indústria pesqueira e das atividades artesanais relacionadas. Os profissionais da área ganham ainda mais notoriedade no cenário das mudanças climáticas ao desempenhar funções e criar técnicas voltadas para a manutenção do desenvolvimento sustentável e a conservação dos recursos pesqueiros, cuidando do meio ambiente, em específico dos ecossistemas aquáticos, ao minimizar os impactos dessas transformações sem torná-las irreversíveis, como o possível desaparecimento dos corais. O curso de Engenharia de Pesca foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC e as atividades desempenhadas pelos profissionais na área foram normatizadas pela Resolução Nº 279, de 29 de junho de 1983, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). No dia 14 de dezembro, comemora-se o Dia do Engenheiro de Pesca. A data foi escolhida em homenagem ao dia da colação de grau da primeira turma de engenheiros de pesca no país, no estado de Pernambuco em 1974. Graduação O curso de Engenharia de Pesca confere o título de bacharelado e possui duração média de cinco anos. Trata-se de uma trajetória na qual os alunos têm a oportunidade de estudar disciplinas que envolvem Botânica Aquática, Dinâmica de Populações Pesqueiras, Ciências Agrárias, Ecologia, Fisioecologia de Animais Aquáticos, Oceanografia, Poluição Aquática, Topografia, Zoologia e Ética. A Matemática também é uma das bases para a aplicação de novas invenções para otimizar a pesca e a devida instrumentação dos métodos científicos. Assim, o curso capacita os profissionais para estarem aptos a desempenhar, na prática, suas funções na reprodução de peixes, técnicas de cultivo e nutrição dos seres aquáticos, tal como o controle da qualidade da água, a partir da análise química, cuidados sanitários, instalação e manutenção de equipamentos. Os(As) engenheiros(as) podem se encarregar de setores voltados para gerenciamento de empresas pesqueiras, na fiscalização e acompanhamento ambiental. Pós-graduação A pós-graduação em Engenharia de Pesca, assim como o mestrado e o doutorado, oferece diversas oportunidades, tanto na área de pesquisa quanto na atuação no mercado de trabalho, com inovações tecnológicas aplicadas no ensino e capacitação desses profissionais. A especialização os prepara para operar de forma qualificada e atualizada em frentes específicas como: – Aquicultura: a aquicultura é a área encarregada de cultivar, de forma controlada, organismos aquáticos como peixes, crustáceos, moluscos, plantas aquáticas ou seres vivos que vivem parcialmente no espaço hídrico, podendo ser continental e marinho. O cultivo também é realizado em fazendas, mas ao invés da terra, o meio é a água. Com o planejamento e uso da tecnologia dos conhecimentos da Engenharia de Pesca, é feita de modo a conservar os recursos naturais. – Ecotoxicologia Aplicada à Aquicultura: a ecotoxicologia é o estudo científico de como as substâncias químicas, sejam naturais ou artificiais, agem sobre os organismos vivos, o seu impacto no meio ambiente e na produção de alimentos. São responsáveis por prevenir, minimizar e combater possíveis poluentes que são encontrados no ecossistema aquático. Ela também procura entender a toxicidade dos tipos de reações químicas e bioquímicas. – Processamento de produtos pesqueiros: como a pesca é uma atividade econômica, que envolve os mais distintos setores, os estudantes deste ramo terão como atribuições garantir a segurança alimentar ao eliminar riscos de contaminação; classificar o que foi pescado quando este chega à indústria; distribuição para os mercados consumidores, garantindo a qualidade dos produtos ao conservar os nutrientes que podem ser perdidos durante o processamento e se aprofundar em aspectos microbiológicos e desenvolver pesquisas para melhorar o processo de pesca com mais segurança e eficiência. – Tecnologia e Microbiologia do Pescado: a tecnologia aplicada ao desenvolvimento dessa área é necessária para prolongar a vida útil do pescado como o uso de refrigeração e congelamento, embalagens inteligentes que utilizam materiais que interagem com o produto, e a microbiologia se associa a essa prática para reduzir o crescimento de microorganismos que possam causar deterioração e doenças que possam ser transmitidas aos humanos. O Crea-RJ celebra o Dia do(a) Engenheiro(a) de Pesca e destaca a importância desses(as) engenheiros(as) para preservação da fauna e flora marinha, visando ao bem estar de todos os seres vivos, diminuindo impactos na natureza e a produção de fontes de alimentação saudáveis e com qualidade para a sociedade. Confira o vídeo!
Parabéns ao município de Três Rios, por seus 86 anos!
Nas primeiras décadas do século XVIII ocorreu o desbravamento da região de Três Rios, com a abertura do Caminho Novo do Tinguá por Garcia Rodrigues Paes. Seu objetivo era fazer chegar ao Rio de Janeiro, em tempo menor e com maior segurança, todo o quinto do ouro arrecadado pela Coroa portuguesa na região das Minas Gerais. Formaram-se alguns núcleos na área, como o de Nossa Senhora de Monte Serrat, que passou a desempenhar importante papel no estabelecimento do registro, forma de evitar o contrabando de ouro e diamantes e arrecadar os direitos reais de passagem. Outros núcleos também se desenvolveram, como os de Nossa Senhora de Bemposta e São Sebastião de Entre Rios, incentivados pelo fato de essa zona constituir o acesso entre Rio de Janeiro e Minas. O processo de desenvolvimento econômico operou-se graças à introdução da cultura do café no século XIX. Com a decadência da cafeicultura, porém, as terras foram ocupadas por agricultura de subsistência e pecuária de corte, posteriormente transformada em pecuária leiteira. Em 1867, foi implantada a estrada de ferro D. Pedro II, com cruzamento da estrada de rodagem no local (rodovia União e Indústria, inaugurada em 1861) tornando o núcleo importante entroncamento rodoferroviário. O pequeno povoado, formado às margens da rodovia, era conhecido como Entre-Rios. Somente após a República, em 1890, foi criado o distrito de Entre Rios que, juntamente com Monte Serrat, Areal e Bemposta, fazia parte do município de Paraíba do Sul. Em 1938, pelo Decreto nº 643, de 14 de dezembro, esses distritos foram desmembrados daquele município e constituíram o município de Entre-Rios, com instalação em 1º de janeiro de 1939. Todavia, o município viu-se obrigado a mudar sua denominação pela triplicidade do nome, existente em outros municípios brasileiros. A partir de 31 de dezembro de 1943, passou a chamar-se Três Rios, numa referência aos importantes rios – Paraíba do Sul, Piabanha e Paraibuna – que cortavam seu território. A localização do município dispõe de dois entroncamentos: ferroviário (ligação com Minas Gerais) e rodoviário (BR-040 e BR-393), o que permitiu a formação de indústrias e o crescimento do setor terciário. Em 1993, foram desmembrados de seu território os distritos de Comendador Levy Gasparian e Areal, ambos elevados à categoria de município. O Crea-RJ parabeniza Três Rios por seus 86 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro