Presidente do Crea-RJ empossa mais nove inspetores que vão atuar na região de Niterói

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, empossou nesta sexta-feira, dia 18 de outubro, mais nove inspetores, desta vez da Região Metropolitana do Rio ao leste da Baía de Guanabara, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas. A posse foi realizada na sede da Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (AFEA), na Rua das Rosas, em Itacoatiara, Região Oceânica de Niterói.  Com essa posse, chega a 107 o número de inspetores nomeados pela atual gestão. Os inspetores do Crea-RJ atuam como representantes do Conselho junto a entidades públicas e privadas de suas regiões, colaborando também com a fiscalização do exercício legal das profissões do Conselho. A nomeação é publicada em Portaria do Crea, mas os inspetores atuam como voluntários, sem remuneração. Em seu discurso, o presidente do Crea-RJ destacou a importância de a entidade atuar cada vez mais como protagonista na defesa dos interesses dos profissionais, das empresas e das entidades de classe do setor. “Não podemos ser um espaço cartorário que funciona mal. Estamos trabalhando arduamente para mudar essa realidade. Estamos implantando um processo de informatização pesado. O Crea-RJ tem que ser protagonista na defesa dos interesses do nosso setor, das empresas, dos profissionais e das entidades. Um inspetor é um cargo honorífico, um trabalho voluntário pela causa das engenharias. O papel do inspetor é importante para dar capilaridade ao Crea e encaminhar as demandas de cada região”, afirmou Miguel Fernández, que agradeceu a presença de todos e elogiou um dos inspetores nomeados, Piero de Matos Cabral, por ter sido um dos vereadores mais votados na eleição de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Ele é o atual presidente da Câmara de Vereadores de São Gonçalo e foi reeleito pelo Republicanos. Além do presidente do Crea-RJ, participaram da solenidade de posse o presidente da Associação Fluminense de Engenheiros de Arquitetos, Ronaldo Tarcsay; o superintendente técnico do Crea-RJ, o engenheiro Leonardo Dutra; o diretor-geral da Mútua RJ, Jamerson Freitas; o gerente regional de atendimento, Ronaldo Kampel; os professores da Escola de Engenharia da UFF, James Hall e Antônio Carlos Sá de Gusmão; o secretário municipal de defesa civil e geotecnia de Niterói, Eric Almeida de Oliveira; e o chefe de gabinete da presidência, Rodrigo Machado, que atuou como mestre de cerimônias. Foram empossados os seguintes profissionais: Lincoln Thomaz da Silveira e Paulo Roberto Sad da Silva (Niterói); Carlos Mike Monteiro, Francisco de Assis Silva Argolo e Piero de Matos Cabral (São Gonçalo); Raone Miranda Soares e Romulo Gonçalves Luzio (Magé); e Elielson Teixeira da Silva e Matheus de Souza Santos (Itaboraí).  Do grupo, um dos veteranos é o engenheiro civil Lincoln Thomaz da Silva, que é inspetor do Crea-RJ há cerca de 20 anos: “A expectativa é muito boa com a nova gestão. O presidente tem ideias novas e diferentes Infelizmente as decisões não são tomadas por engenheiros e nós temos que nos organizar para defender os interesses do setor. Estamos aqui para ajudar”, diz o inspetor Lincoln Thomaz da Silva, diretor de Obras especiais da Prefeitura de Niterói, desde 2013. Funcionário de carreira da Fundação Departamento de Estradas de Rodagem, Lincoln é cedido à prefeitura.  Formado em engenharia de controle de automação em 2021, Matheus de Souza de Santos, de 27 anos, é um representante da nova geração. “A função do inspetor é facilitar a comunicação entre as instituições, tanto educacionais e privadas, e o Crea-RJ, visando lidar com as novas tecnologias”, afirmou Matheus, de Itaboraí, pela primeira vez como inspetor do Crea-RJ.

Presidente do Crea-RJ defende parceria com a Aneel para evitar apagões na rede elétrica do Rio

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, está convencido de que é possível prevenir no Rio de Janeiro um apagão como o que aconteceu em São Paulo e durou mais de sete dias. Em entrevista a Sidney Rezende, do Jornal da Tupi, na Super Rádio Tupi (FM 96,5), na tarde desta quarta-feira, dia 16, Fernández afirmou que pretende criar uma plataforma para monitorar todas as operações de manutenção do sistema de fornecimento elétrico, por meio de um acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “É fundamental termos um inventário, um acompanhamento do que está acontecendo, qual foi o ano de implantação de determinado equipamento, qual o serviço de manutenção que vem sendo feito periodicamente, qual o melhor período de troca de equipamentos. Informações como essas ajudam o tomador de decisão e para o próprio controle da manutenção. Essa tem sido nossa proposta junto à Aneel”, informou Miguel Fernández, observando que o acordo ainda não foi efetivado pelo fato de o Crea ser regional e a Aneel ser nacional.  Apesar disso, o presidente do Crea-RJ informou que a fiscalização do órgão já está acionando todas as fornecedoras de energia elétrica do estado do Rio. Indagado pelo jornalista e apresentador Sidney Rezende se o apagão ocorrido em São Paulo pode se repetir no Rio de Janeiro, o presidente do Crea-RJ reconheceu que há essa possibilidade. “A Enel – concessionária de energia de São Paulo – é responsável pela concessão no fornecimento de energia elétrica de praticamente dois terços dos municípios do Rio de Janeiro. Então, a gente fala de um problema que infelizmente está atrelado a uma questão de condição climática extrema, mas a Engenharia existe exatamente para mitigar e evitar essas consequências”, explicou Fernández. Participaram do programa o jornalista Maurício Bastos e o comediante Marcelo Madureira, que é formado em Engenharia de Produção pela UFRJ, em 1983. Para prevenir a incidência de apagões no estado do Rio, Miguel Fernández reforçou a importância de ser feito diariamente um monitoramento da manutenção do sistema elétrico. “É necessário ter um inventário. Nossa ideia é criar essa plataforma, onde a gente possa ter um inventário, onde cada serviço de manutenção seja apontado ali, georreferenciado, com a Anotação de Responsabilidade Técnica, quem é o profissional, para que a gente possa acompanhar o que está acontecendo e a fiscalização seja feita de forma mais inteligente “, explicou Fernández. Em visita aos estúdios da Super Rádio Tupi, o presidente do Crea-RJ destacou a importância da manutenção dos serviços de fornecimento de energia elétrica, pois “a falta de energia em grandes regiões dificilmente se dá por queda de árvore, mas, sim, por problemas que têm a ver com a Engenharia de Manutenção”. “A primeira coisa que a gente tem que entender é que um sistema elétrico precisa tanto de manutenção preventiva quanto de obras que garantam redundância também para o fornecimento de energia. Então, é esse controle de acompanhamento se a manutenção preventiva está sendo realizada de forma adequada, por empresas que são devidamente registradas e habilitadas, por profissionais com essa devida competência”, afirmou Miguel Fernández, lembrando que no Rio já foram registrados problemas com a Light, que resultaram na falta de energia na Ilha do Governador, bairro da Zona Norte da cidade.  Fernández acrescentou que o monitoramento da manutenção permite mitigar os problemas: “Existe um desafio muito grande para Engenharia, que muitas vezes não é debatido de forma adequada, sobre a vida útil de um material, de um equipamento, de uma obra até. A gente considera que aquilo é eterno e muitas vezes não entende que aquilo tem um tempo de durabilidade. Equipamentos eletroeletrônicos têm uma vida útil mais curta. Não só pela questão da atualização, mas pelo próprio desgaste natural. Então, você tem um momento em que fazer manutenção inclusive não adianta mais. Tem que comprar um equipamento novo. Esse debate é muito complexo e muitas vezes não está na equação das concessões”, observa o engenheiro Miguel Fernández. O comediante Marcelo Madureira, que participa como comentarista do Jornal da Tupi, perguntou ao presidente do Crea-RJ sobre a questão das redes de transmissão de energia subterrâneas que alcançam apenas 11% da cidade do Rio de Janeiro. O engenheiro Miguel Fernández explicou que “a rede subterrânea é indiscutivelmente melhor”, mas destacou que problemas de falta de energia em grandes cidades dificilmente ocorre por queda de árvores, mas, sim, por problemas de Engenharia de Manutenção.

Crea-RJ apoia a realização do I TÚNEIS CARIOCAS, evento da ABGE-RJ/ES

A Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE), núcleo Rio de Janeiro e Espírito Santo, promove, com apoio do Crea-RJ, o I TÚNEIS CARIOCAS, evento que abordará temas como o passado, presente e futuro das escavações subterrâneas no Rio de Janeiro.  Realizado na capital fluminense nos dias 7 e 8 de novembro de 2024, a programação contará com um Minicurso sobre Caracterização Geomecânica e mapeamento de escavação subterrânea, uma visita técnica ao Túnel Marcelo Alencar no Porto Maravilha, e um ciclo de palestras com especialistas do setor.  O minicurso será ministrado pelo geólogo geotécnico Alex Ramos, com ampla experiência em projetos geotécnicos, totalizando 5,8 GW em estudos para usinas solares e eólicas. O evento será encerrado com uma confraternização, proporcionando oportunidades de networking entre os participantes, promovendo chance de atualização e conexão entre os profissionais da área. Minicurso 7 de novembro de 8h às 18h Auditório da Fundação Geo Rio – Campo de São Cristóvão, 268 – São Cristóvão Ciclo de palestras e confraternização 8 de novembro de 10h às 17h Auditório CCPAR – Rua Sacadura Cabral, nº 133 – Boulevard Olímpico  Para mais informações e inscrições, clique aqui. Baixe aqui a ficha de inscrição Confira detalhes da programação: