Rio Innovation Week 2024: presidente do Crea-RJ participa de debate sobre o impacto social dos jogos eletrônicos

Ao participar de mesa de debates sobre o impacto social dos jogos eletrônicos, no Innovation Week 2024, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, defendeu que é muito importante se atentar para a questão da ética nos ESport (esportes eletrônicos). “Acho que é importante ser colocada a questão ética por trás dos jogos. Isso me preocupa também como pai de duas crianças, de quatro e dois anos de idade, pois você, no game, está toda hora lidando com aquela dopamina do “parabéns”, que pode gerar também uma ansiedade de toda hora estar ganhando alguma recompensa enquanto que na vida real nós sabemos que muitas vezes a recompensa é algo que leva tempo”, afirmou Fernández, ressaltando a importância de que a regulamentação dos esportes eletrônicos leve em conta “não apenas a rentabilidade financeira como a mais correta para que uma indústria seja permanente e possa prosperar por gerações”. Fernández – que, apesar de ser o mais jovem presidente eleito na história do Crea-RJ, confessou pertencer à “Geração Atari” de jogos eletrônicos – participou da mesa de debates com a ‘gamer aposentada” Letícia Arsênio, vice-presidente da Federação do Estado do Rio de Janeiro de Esportes Eletrônicos (FERJEE); a psicóloga Mariana Uchôa,  uma das fundadoras da Diverse Games; e a cosplay Dominique, a Domi. Maior conferência global de inovação e tecnologia, o Rio Innovation Week (RIW) tem a expectativa de levar até sexta-feira pelo menos 150 mil pessoas ao Píer Mauá, no Centro do Rio. Este ano, o evento tem como tema “Humanização em tempos de inteligência artificial”. A discussão sobre impacto social dos jogos eletrônicos teve como mediador Rennan Costa, que é diretor social da FERJEE e da Diverse Games. Ele ressaltou a importância das engenharias na construção de um ambiente tecnológico para favorecer a indústria dos jogos eletrônicos. “Eu trabalhei por cinco anos dentro de algumas favelas aqui do Rio de Janeiro e a gente vê que não é só ter o computador ou um celular para jogar. Não adianta nada ter um bom computador sem uma boa conexão e uma boa infraestrutura; então, a gente depende muito da engenharia do Rio de Janeiro para essas coisas funcionarem. Só assim poderemos ter um impacto social positivo dos jogos eletrônicos”, disse Costa. O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, concordou com Rennan. “Cabe a nós profissionais do setor de Engenharia dar essa condição para que a indústria possa prevalecer, seja através das máquinas e dos softwares, seja através da rede de comunicação da internet, que tá muito atrasada aqui no Brasil”, afirmou Fernández, lembrando que há bairros do Rio que sofrem até mesmo o abastecimento de energia elétrica, como a Ilha do Governador.   O presidente do Crea-RJ sugeriu que seja firmado um Acordo de Cooperação Técnica entre o Crea Júnior, formado por estudantes, e a Federação de Esportes Eletrônicos para estimular o processo de gamificação no Rio.  A vice-presidente da Federação Estadual de Esportes Eletrônicos, Letícia Arsênio, lembrou que a entidade já é um modelo a ser reproduzido em outros estados. “Nós somos um esporte reconhecido não só aqui na cidade e no estado do Rio, mas também a nível nacional; precisamos de uma política pública para esse segmento que seja efetiva na vida das pessoas, dando a contribuição necessária à essa cultura de inovação tecnológica na qual estamos inseridos”, afirmou Letícia, que defende, além da punição, campanhas educativas para se combater a prática de crimes dentro dos jogos on-line. A diretora da Diversi Games, Mariana Uchôa, disse acreditar cada vez mais na gamificação como forma de redução das desigualdades sociais. “Nossa principal ação de intervenção são os nossos projetos sociais em que a gente usa o game como ferramenta de educação e como ferramenta emancipatória, para educar crianças a partir de 7 anos, em extrema vulnerabilidade social, ajudar a gerar trabalho e renda e também a ensinar os jovens a partir de 16 anos a desenvolver seus próprios jogos”, explica Mariana. Após participar do debate sobre jogos eletrônicos, o presidente do Crea-RJ deu entrevista ao videocast de Beto Largman, da BandNews, na qual falou da importância do Conselho na valorização do profissional e, consequentemente, na redução dos riscos para a sociedade. 

XII Prêmio Crea-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos

O objetivo do Prêmio Crea-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos é estimular e valorizar o esforço e a dedicação de profissionais, professores e estudantes que estão contribuindo para a criação tecnológica e inovadora de produtos, processos e serviços para a sociedade brasileira e, ao mesmo tempo, aproximar o Conselho de Engenharia das instituições de ensino do estado do Rio de Janeiro. São candidatos à premiação projetos e/ou trabalhos de conclusão de curso – referentes ao ano anterior da edição – de nível médio e superior (TCC)/monografias, dissertações ou teses de mestrado e de doutorado. Ao longo das edições, já foram premiados 1.508 autores – nos níveis de doutorado, mestrado, superior e médio – e cerca de 120 instituições de ensino.

O centenário Copacabana Palace permanece jovem e atraente

O Hotel Copacabana Palace completa 101 anos hoje, 13 de agosto. Construído pelo empresário Octávio Guinle e Francisco Castro Silva, atendendo a uma solicitação do então presidente Epitácio Pessoa, que desejava um grande hotel de turismo na então capital do país, para ajudar a hospedar o grande número de visitantes esperados para a grande Exposição do Centenário da Independência do Brasil, um evento de dimensões internacionais a ser realizado na Esplanada do Castelo, em 1922.  As obras, entretanto, atrasaram, começando em 1919. Uma das principais razões foi a execução das fundações – com catorze metros de profundidade, conforme exigido pelo projeto, à falta de tecnologia e experiência no país para tal confecção e a uma violenta ressaca que, em 1922, destruiu a Avenida Atlântica, causando danos aos pavimentos inferiores do hotel. Ao longo de seus mais de 100 anos, o Copacabana Palace, que foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, inspirado nos famosos Negresco (Nice) e Carlton (Cannes) já hospedou mais de três milhões de pessoas, entre alguns dos maiores astros do rock, estrelas de Hollywood e chefes de Estado do século 20.  Construído em um terreno na praia de Copacabana, de frente para a Avenida Atlântica, alargada em 1919 pelo engenheiro Paulo de Frontin, o hotel foi o primeiro grande edifício da região, cercado apenas por pequenas casas e mansões. A estrutura, sóbria e imponente, foi erguida pelo engenheiro César Melo e Cunha, que empregou, em larga escala, o mármore de Carrara e cristais da Boêmia. Os móveis vieram da Suécia, os tapetes vieram da Inglaterra, os lustres da Tchecoslováquia, os cristais e as porcelanas da França. Até o cimento usado na construção veio da Alemanha. A primeira “celebridade” a assinar o livro de ouro do Copacabana Palace foi Santos Dumont, em 29 de dezembro de 1928. Sua estadia não foi das mais felizes. Logo no dia de sua chegada, o avião que sobrevoava o navio que trazia Santos Dumont de Paris para lhe dar as boas-vindas sofreu uma pane e caiu no mar. Ele assistiu à tragédia sem poder fazer nada. Ainda tentou ajudar no resgate de sobreviventes, mas todos os tripulantes morreram. Deprimido, passou quase um mês trancado em sua suíte. Três anos antes, em 21 de março de 1925, o físico alemão Albert Einstein compareceu a um almoço oferecido pelo empresário Assis Chateaubriand, o dono do Diários Associados, no terraço do Copacabana Palace.Na lista de famosos, entretanto, figuram artistas e políticos brasileiros e estrangeiros, desde Walt Disney, Brigitte Bardot, Paul McCartney e Madonna aos, à época, príncipe Charles e princesa Diana, Carmen Miranda, Orson Welles e os Rolling Stones. Em janeiro de 1985, a produção do Rock in Rio reservou 40 quartos para hospedar, entre outros artistas, os integrantes de três das maiores bandas da primeira edição do festival: Queen, Iron Maiden e AC/DC. Além de hóspedes, o Copacabana Palace tem um morador ilustre: o cantor Jorge Ben. Desde 2018, o autor de “País Tropical” mora no hotel. Mudou-se para lá por conta de uma reforma em seu apartamento e nunca mais saiu. O Hotel Copacabana Palace é conhecido por sediar alguns dos eventos mais glamorosos e importantes do Brasil. Sua festa de réveillon é um dos eventos mais aguardados do ano. Com uma vista privilegiada para os fogos de artifício na Praia de Copacabana, a festa inclui um jantar de gala, música ao vivo e uma atmosfera de luxo e sofisticação. Já os bailes de carnaval representam uma tradição que remonta a 1924. Este evento é conhecido por sua  A piscina semiolímpica, construída em 1934 e ampliada em 1949, é apenas uma das atrações do hotel, que dispõe de 220 unidades e abriga também um teatro, o Copacabana Palace, com capacidade para 323 espectadores. Possui também uma quadra de tênis, três restaurantes – dois deles com estrela Michelin – e uma segunda piscina, apelidada de “black pool”, privativa dos hóspedes do sexto andar, o mais cobiçado do hotel.  Modernizações O Hotel Copacabana Palace passou por várias obras de modernização ao longo dos anos para manter seu status de luxo e atender às necessidades dos hóspedes modernos: Décadas de 1940 e 1950 Década de 1980 Década de 1990 Anos 2000 Anos 2010 Anos 2020 O parabeniza o Hotel Copacabana Palace por seus 101 anos e por permanecer como um ícone da hospitalidade e um testemunho vivo da rica história do Rio de Janeiro e do Brasil.