Seaerj tem proposta de alternativa ao Sistema Imunana-Laranjal: obra duraria quatro anos e custaria cerca de R$ 1 bilhão

Em seminário a ser realizado hoje, a Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (Seaerj) vai apresentar a proposta de uma alternativa ao Sistema Imunana-Laranjal – que abastece dois milhões de pessoas em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, parte de Maricá e a Ilha de Paquetá, e sofreu uma paralisação no mês passado por causa de uma tragédia ambiental no Rio Guapiaçu. Criado em 1954, portanto há 70 anos, esse sistema opera em sua capacidade máxima. – Até agora ninguém conseguiu descobrir a origem da poluição por tolueno e caso isso volte a acontecer o abastecimento de água será novamente afetado. É preciso que haja uma alternativa, que seja feita uma grande obra, com a construção de um túnel-adutor de 48 quilômetros, ligando o Rio Paraíba do Sul a Guapimirim – afirma o vice-presidente da Seaerj, o engenheiro Francisco Filardi, que será o mediador do seminário “Reforço e garantia de abastecimento de água para a Região Metropolitana da Grande Rio e Grande Niterói”, que vai acontecer às 17h30m desta quarta-feira, dia 22, na sede da entidade, na Glória.  O projeto de construção do sistema alternativo de abastecimento de água prevê quatro anos de obras a um custo aproximado de R$ 1 bilhão e 100 mil. Filardi observa que esses recursos poderiam ser obtidos por meio de financiamento do BNDES e do BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Formado pela Universidade Federal Fluminense em 1961, Francisco Filardi ingressou em 1963 como engenheiro no Departamento de Estradas de Rodagem da Guanabara (DER-GB), responsável por soluções para o tráfego rodoviário que crescia na época, como resultado da expansão da indústria automobilística nacional. O engenheiro lembra ter trabalhado com o governador Carlos Lacerda, que construiu o sistema Guandu, prometendo água para o Rio até o ano 2000. Com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, o sistema passou a atender também a Baixada Fluminense. Vinte e quatro anos depois, o sistema Guandu já dá sinais de  O evento contará com a presença dos engenheiros Carlos Eduardo Siqueira Nascimento, Flávio Miguez de Mello e Isaac Volschan Junior. O seminário tem o apoio de diversas entidades, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), a  Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), a Associação dos Antigos Alunos da Politécnica (A3P); a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-RJ), a Academia Nacional de Engenharia (ANE), e o IE – Instituto de Engenharia. (IE) O evento é aberto ao público e será transmitido ao vivo no Canal da Seaerj no Youtube: MAIS INFORMAÇÕES  Engenheiro Francisco Filardi cel (21) 99985-4835 Saiba mais sobre os palestrantes: Carlos Eduardo Siqueira Nascimento foi engenheiro do Setor de Hidrologia da Eletrosul, de 1976 a 1997. Também atuou nas disciplinas: Hidrologia, Hidráulica I e Obras Hidráulicas, 2000/2001 na Escola de Engenharia na Universidade Federal de Santa Catarina. É consultor em hidrologia. Flavio Miguez é engenheiro civil com especialização em hidráulica, pela UFRJ, e mestre em Ciência em Geologia pela mesma instituição. Flávio é referência em Engenharia de barragens e hidrelétricas. Atuou em projetos hidroelétricos em países da América do Sul, África e Europa. Atuou como professor visitante ou convidado em diversas universidades, dirigiu associações técnicas no Brasil e no exterior.  Isaac Volschan é o professor Titular do Depto. de Recursos Hídricos e Meio Ambiente – Escola Politécnica da UFRJ, também já foi coordenador em cursos da UFRJ, coordenador em pesquisas no âmbito de programas da FINEP, CNPq, CAPES, FAPERJ, CYTED e Fundação COPPETEC. É atualmente Diretor de Engenharia da Aquacon Consultoria e Projetos de Engenharia Ltda.

Parabéns ao município de Itaboraí por seus 191 anos!

Itaboraí é o resultado da união de três importantes vilas do passado colonial e imperial do Brasil: Santo Antônio de Sá, São João de Itaboraí e São José Del Rey. Os engenhos de açúcar foram os responsáveis pelo desenvolvimento econômico de Itaboraí, sendo a principal atividade econômica do vale do Macacu-Caceribu durante todo o período colonial, perpetuando até o séc. XX. Porto das Caixas, surgido no início do século XVIII,  foi importante entreposto comercial, responsável por todo o escoamento da produção agrícola da região e do interior fluminense que chegava pelo rio Aldeia, tendo a produção encaixotada para transporte até a Baía da Guanabara e de lá seguir rumo à Europa.  Com a decadência do transporte fluvial e a posterior inauguração da Estrada de Ferro ligando P. Caixas a Cantagalo em 1860, e a da Carril Niteroiense, em 1874, ligando Niterói (então capital da Província do Rio de Janeiro) diretamente ao interior fluminense, viabilizando o escoamento mais vantajoso da produção cafeeira da região serrana, o antigo entreposto de Porto das Caixas da Vila de São João de Itaboraí entrou em declínio. Durante o século XX, o município teve destaque na produção de laranja e na indústria ceramista. O cultivo se  extinguiu, mas alguma produção cerâmica ainda permanece.  A construção da ponte Rio-Niterói acelerou o processo de urbanização, tornando o município em uma “cidade-dormitório”, o que gerou sérios problemas ambientais e de infraestrutura. Ainda hoje, boa parte de sua população é empregada na capital, na região metropolitana e em alguns municípios da Baixada Fluminense. O Crea-RJ parabeniza Itaboraí por seus 191 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Prefeitura Municipal de Itaboraí