
Para promover a conscientização e a necessidade de proteger a biodiversidade em todos os ecossistemas, no dia 22 de maio é comemorado o Dia Internacional da Biodiversidade Biológica. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 e é também uma homenagem ao dia da aprovação do texto final da Convenção da Diversidade Biológica, chamado Nairobi Final Act of the Conference for the Adoption of the Agreed Text of the Convention on Biological Diversity.
A Biodiversidade refere-se à multiplicidade de vida no planeta Terra, o que inclui a diversidade genética, as espécies e os ecossistemas, ou seja, todos os seres vivos existentes, como plantas, animais de grande e pequeno porte, os microorganismos e sua interação com o meio ambiente. É o que garante o funcionamento e o equilíbrio da vida, seja nos mais distintos lugares e condições, de desertos a florestas tropicais. O termo Biodiversidade foi introduzido, em 1988, pelo entomologista americano Edward O. Wilson.
E além de um ambiente mais plural e sustentável, a preservação da saúde dos ecossistemas garante o acesso a alimentos e outros recursos essenciais, como os princípios ativos de determinados medicamentos contidos em plantas e ervas. Também contribuem para a purificação do ar e da água, a regulação do clima e a prevenção de enchentes.
As maiores ameaças à conservação da biodiversidade são a conversão dos ambientes naturais para outros usos, especialmente em áreas agrícolas, além da expansão urbana e industrial. Além disso, a degradação, exploração excessiva dos recursos naturais, a introdução de espécies animais e vegetais exóticas têm levado muitas espécies à extinção, assim como as mudanças climáticas.
Os tamanhos das populações de mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis viram uma queda média alarmante de 68% desde 1970, índice somente comparável a eventos de extinção em massa. Atualmente, usa-se 25% mais recursos naturais do que o planeta é capaz de fornecer. O alto índice de desperdício também aumenta ainda mais a exploração excessiva, acelerando o processo de esgotamento dos recursos naturais.
Diminuir o desmatamento, investir no reflorestamento e na conservação de áreas naturais, incentivar o uso de energias renováveis (solar, eólica, biomassa e hidrelétricas), preferir utilizar biocombustíveis (etanol, biodiesel) a combustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel) são algumas das possibilidades para reverter essas mudanças prejudiciais à vida.
Biodiversidade brasileira
O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, espalhadas nos seis biomas terrestres e nos três grandes ecossistemas marinhos. Devido a sua vastidão territorial, ocorrem níveis climáticos que levam a variações ecológicas (os biomas), entre eles estão: a Floresta Amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície inundável; o Cerrado de savanas e bosques; a Caatinga de florestas semiáridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica.
Com mais de 124 mil espécies da fauna, mais de 44 mil espécies da flora e mais de 8 mil espécies de fungos conhecidos no país, distribuídas pelos seis biomas terrestres e três grandes ecossistemas marinhos, o Brasil também possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântano, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
A situação da biodiversidade brasileira é acompanhada de perto também pela Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), que tem papel na discussão e implantação das políticas sobre a biodiversidade, bem como identificar e propor áreas e ações prioritárias para pesquisa, conservação e uso sustentável dos componentes da biodiversidade. E uma das preocupações do governo é com as espécies brasileiras ameaçadas de extinção por meio da exploração excessiva, não-sustentável, em com consequências negativas serão prejudiciais do ponto de vista quantitativo, qualitativo, econômico, social ou ambiental. O processo de extinção está relacionado ao desaparecimento de espécies ou grupos de espécies em um determinado ambiente ou ecossistema.
Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática; Unesco e WWF.
