
Em 31 de janeiro, comemora-se o Dia do(a) Engenheiro(a) Ambiental. A escolha da data é devido ao Projeto de Lei n° 615, de 2007, e em homenagem à primeira turma de Engenharia Ambiental no Brasil, na Universidade Federal do Tocantins (UFT), em 1997.
O curso de Engenharia Ambiental é regulamentado pelo Ministério da Educação (MEC) e as atividades desempenhadas pelos profissionais da área foram normatizadas pela Resolução Nº 447, de 22 de setembro de 2000, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
Os(as) engenheiros(as) ambientais são responsáveis pelo trabalho de desenvolvimento econômico e social, focado na proteção ambiental, preservação dos ecossistemas e conservação dos recursos naturais. Também atuam em processos de controle e fiscalização no uso dos recursos naturais, visando a gestão de resíduos sólidos e perigosos, tanto em cidades quanto em empresas e corporações.
Como ingressar na carreira?
Com uma duração média de cinco anos, o curso de Engenharia Ambiental concede o título de bacharelado, possibilitando ao aluno estudar disciplinas que envolvem Biologia, Química e Física, abordando Hidrologia, Geomorfologia, Hidrologia, Ecologia, Legislação e Planejamento Ambiental. Matérias específicas da Engenharia, como Dinâmica de Fluidos e Tratamento de Efluentes, também são aprofundadas. Vale lembrar que a grade varia de acordo com a instituição de ensino.
Ao sair da faculdade, o mercado de trabalho exige dos(as) profissionais preparo para atuar em áreas específicas da Engenharia Ambiental, como na avaliação em consultorias ambientais, gerência questões de sustentabilidade e eficiência energética, elaboração de políticas públicas e contribuição com avanços tecnológicos e inovações para a resolução de problemas no meio.
Pós-graduação
Há pós-graduações em Engenharia Ambiental nos formatos stricto sensu (mestrado/doutorado), para pesquisa e docência, e lato sensu (especialização/MBA) voltados para o mercado. Estes possuem carga horária média de 400 horas e podem ser feitos nos formatos presenciais, híbridos ou em EAD.
Áreas de atuação
Licenciamento Ambiental: esses profissionais avaliam os impactos no meio ambiente e emitem pareceres técnicos para garantir que atividades e empreendimentos obtenham a licença ambiental, minimizem danos e operem em conformidade junto à lei, promovendo assim o desenvolvimento sustentável.
Gestão de recursos hídricos: o uso racional da água é planejado por meio de medidas de preservação de mananciais, monitoramento de bacias, projetos de abastecimento e conservação de nascentes. O desempenho efetivo dessas ações garante o melhor funcionamento do ciclo da água e de sua utilização diária.
Controle da poluição: são os profissionais direcionados para desenvolver estratégias para minimizar a poluição do ar, da água e dos solos. Projetam sistemas de tratamento de efluentes e resíduos, monitorando a qualidade ambiental e promovendo tecnologias eficientes e limpas de emissões prejudiciais para que sejam aplicadas na recuperação de áreas degradadas.
Consultoria ambiental: necessário para o controle e prevenção de impactos ambientais. O consultor(a) fornece expertise para empresas se manterem em conformidade com leis, desenvolvendo sustentabilidade e minimizando danos através de projetos.
Fonte: Universidade Estácio de Sá, Blog da Anhanguera, Educa+Brasil e Semil