Distrito de Inovação da Cantareira é lançado em Niterói com participação de instituições científicas e empresas globais

A Prefeitura de Niterói lançou o Marco Zero do Distrito de Inovação da Cantareira, iniciativa voltada à estruturação de um ambiente integrado de ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico no município. O projeto reúne instituições de pesquisa, universidades, empresas e o poder público, com foco na consolidação de um ecossistema orientado à inovação e à economia do conhecimento. Instalado no histórico prédio da Cantareira, o Distrito foi concebido para promover a articulação entre diferentes atores do sistema de inovação, com ênfase na formação de talentos e no desenvolvimento de soluções tecnológicas em áreas como inteligência artificial, computação de alto desempenho e computação quântica. A proposta considera a integração entre pesquisa científica, aplicação tecnológica e políticas públicas. Durante o evento de lançamento, foi formalizada a criação do Conselho Diretor Técnico, instância responsável pela governança do Distrito, com atribuições relacionadas à definição de diretrizes estratégicas, priorização de projetos e coordenação institucional entre os participantes. A iniciativa conta com a participação de instituições como a Universidade Federal Fluminense (UFF), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz, Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Laboratório Nacional de Computação Científica, Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Petrobras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Amapá, além de empresas como a IBM e a NVIDIA, o que evidencia a inserção do projeto em redes de cooperação científica e tecnológica em âmbito nacional e internacional. Entre as infraestruturas previstas estão a implantação de um data center de alto desempenho e a estruturação de um hub de computação quântica, com articulação com a IBM Quantum e acesso remoto a sistemas avançados de computação quântica, além de redes de processamento de alto desempenho. O Distrito também incorpora espaços voltados à convivência, à difusão científica e à interação entre pesquisadores, estudantes, empreendedores e a sociedade.
Conexão Sindistal Podcast debate questões relevantes do setor das Engenharias

O Sindicato das Indústrias de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado do Rio de Janeiro – Sindistal desenvolve, semanalmente, o Conexão Sindistal Podcast, voltado à difusão e debate de temas relevantes para o setor, além de compartilhar conhecimento técnico e experiências profissionais. Há mais de dois anos no ar, os episódios reúnem entrevistas, conversas e quadros informativos com a participação de especialistas e profissionais, abordando assuntos atuais, desafios do mercado e inovações nas áreas de atuação da entidade. Entre os temas dos episódios estão: “Mercado Livre de Energia e Transição Energética no Brasil”; “Entradas de Energia em Baixa Tensão”; “Regulamentações das Concessionárias de Energia e seus Impactos nos Condomínios”; “Gás em Condomínios: Perigo e Responsabilidades”, “Atendimento Comercial ENEL: o Início da Experiência do Cliente”, entre outros. O Sindistal O Sindistal – Sindicato das Indústrias de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado do Rio de Janeiro foi fundado em 1947 com o objetivo de representar, coordenar e promover empresas de engenharia de instalações prediais, industriais e comerciais no Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de sua trajetória, a entidade passou a atuar de forma ativa junto ao poder público, órgãos técnicos, universidades e diferentes segmentos da construção civil e da indústria, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de setores essenciais à qualidade de vida da população. O sindicato também é filiado à FIRJAN, participando de conselhos empresariais e apoiando iniciativas relevantes para o ambiente produtivo. Atualmente conta com 330 associadas e 954 afiliadas. O podcast, que tem apoio do CREA-RJ, está disponível no canal do programa no YouTube.
Renato Machado Cotta, professor da Coppe/UFRJ, é eleito para a Academia Europeia

O professor Renato Machado Cotta, do Programa de Engenharia Mecânica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), foi eleito para a Academia Europeia, uma das mais relevantes instituições científicas internacionais. A eleição, anunciada no último dia 2 de abril, decorre de um processo seletivo rigoroso, que inclui indicação por especialistas, avaliação da produção acadêmica e validação pelo conselho da entidade. A Academia Europeia reúne cerca de 5,5 mil membros, entre eles diversos laureados com o Prêmio Nobel, e atua na promoção do conhecimento em áreas como Ciências, Engenharia, Humanidades e Economia. Com a nomeação, o professor passa a integrar a seção de Engenharia da instituição, composta por um grupo restrito de especialistas, incluindo membros de fora da Europa, o que evidencia o caráter seletivo e internacional da academia. Renato Cotta torna-se o primeiro nascido no Brasil a alcançar essa posição. Com trajetória profissional desenvolvida na Coppe desde 1988, o professor também integra instituições como a Academia Brasileira de Ciências, a Academia Nacional de Engenharia e a The World Academy of Sciences, além de atuar em projetos estratégicos, com destaque para contribuições ao programa nuclear brasileiro e à Marinha do Brasil. O CREA-RJ parabeniza o professor Renato Machado Cotta pela eleição para a Academia Europeia.
CCEEAgri realiza visita técnica ao COR Rio e reforça integração entre tecnologia e agrimensura
Como parte da programação da 2ª Reunião Ordinária da CCEEAgri – Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia de Agrimensura do CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, realizada por três dias no CREA-RJ, no dia 14 de abril, os participantes realizaram uma visita técnica ao Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR), centro de comando e monitoramento 24h da prefeitura, focado em mobilidade, trânsito e clima. Durante a visita, a comitiva acompanhou uma apresentação institucional que detalhou o funcionamento do centro e sua estrutura tecnológica. Os dados apresentados evidenciam a dimensão da operação: o COR conta com cerca de 500 profissionais atuando em turnos contínuos, 24 horas por dia, e monitora a cidade por meio de mais de 5 mil câmeras. O sistema registra, em média, 2.500 ocorrências por mês e realiza o mapeamento de aproximadamente 240 eventos mensais, consolidando-se como um dos principais centros de inteligência urbana não só do país como da América Latina. Outro destaque é a capacidade de comunicação direta com a população. O COR mantém uma equipe dedicada e alcança mais de 2,9 milhões de seguidores em suas plataformas digitais. A estratégia inclui comunicação em tempo real por redes sociais e aplicativos, relacionamento com os cidadãos e disseminação de informações por meio da imprensa, reforçando a cultura de prevenção e segurança. A apresentação também abordou as principais áreas de atuação do centro, que abrangem mobilidade urbana, infraestrutura, saúde, eventos, além do monitoramento de incidentes, acidentes e desastres. Um dos pilares do sistema é o acompanhamento das condições oceano-atmosféricas, com o uso de radares próprios, 116 pluviômetros distribuídos pela cidade e 16 estações meteorológicas, além de tecnologias para rastreamento de núcleos de chuva, análise de descargas elétricas e monitoramento de ilhas de calor. Com base nesses dados, o COR opera em diferentes estágios operacionais, que orientam a atuação integrada entre órgãos públicos, agências e a própria população em situações de normalidade ou crise. Todo esse ecossistema é sustentado por um sistema próprio de integração de dados, que permite o cruzamento de informações em tempo real e maior assertividade na tomada de decisões. Para os profissionais da CCEEAgri, a visita técnica proporcionou uma visão prática da aplicação de tecnologias como georreferenciamento, monitoramento territorial e análise de dados em larga escala, ferramentas cada vez mais essenciais para o planejamento urbano e a gestão de riscos. A realização da reunião no CREA-RJ, aliada à agenda técnica no COR Rio, reforça o compromisso do Sistema CONFEA/CREA com a inovação, a qualificação profissional e o desenvolvimento de soluções que contribuam para cidades mais inteligentes, resilientes e seguras. O COR-Rio O Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio) é reconhecido como um dos principais centros de inteligência urbana da América Latina. A estrutura reúne cerca de 500 profissionais, de mais de 50 órgãos públicos e concessionárias, que atuam de forma ininterrupta, 24 horas por dia, no monitoramento da cidade e na coordenação de ações de planejamento e resposta rápida a ocorrências como chuvas intensas, deslizamentos, acidentes e grandes eventos. Para garantir essa atuação integrada, o COR-Rio conta com um moderno data center e um robusto sistema de monitoramento em tempo real, que inclui mais de 5 mil câmeras, além de controle semafórico e sensores georreferenciados distribuídos pelo município. O centro também registra, em média, 2.500 ocorrências por mês e realiza o mapeamento de cerca de 240 eventos mensais, demonstrando a complexidade e a escala de sua operação. Outro diferencial está na comunicação com a população. Com uma equipe dedicada 24/7, o COR-Rio mantém canais diretos via redes sociais, aplicativos e imprensa, alcançando mais de 2,9 milhões de seguidores e promovendo um fluxo de informação em duas vias, essencial para a prevenção e a gestão de crises. Inaugurado em dezembro de 2010, o equipamento representou o primeiro legado dos Jogos Olímpicos Jogos Olímpicos Rio 2016. Desde então, consolidou-se como referência nacional e internacional na implantação de centros de operações urbanos, com protocolos e procedimentos voltados ao enfrentamento de eventos extremos e à construção de cidades mais resilientes. Ao longo de seus 15 anos de atuação, o COR-Rio acumulou reconhecimentos importantes, como o Prêmio Ibero-Americano DTI 2025, na categoria Tecnologia e Gestão de Dados, o Connect Smart Cities 2021, e o Latin America Geospatial 2014, reforçando seu protagonismo na integração entre tecnologia, gestão pública e inovação.
Infra-BR detalha cenário de energia e conectividade e expõe desigualdades entre os estados

O Infra-BR (Índice Confea de Infraestrutura do Brasil), lançado em março pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, é uma plataforma digital que reúne indicadores que ajudam a mapear as condições da infraestrutura nos 27 estados brasileiros. O índice transforma dados técnicos em informações acessíveis, permitindo que gestores públicos, profissionais da área tecnológica e cidadãos comparem o desempenho das unidades da federação e identifiquem desafios estruturais. No recorte específico do levantamento sobre energia e conectividade, fica evidenciado que o país ainda apresenta assimetrias relevantes entre as unidades da federação, tanto no acesso quanto na qualidade dos serviços. No campo da energia, os dados indicam diferenças relacionadas à capacidade de atendimento, à confiabilidade do fornecimento e à estrutura de transmissão e distribuição. Já em conectividade, os indicadores apontam variações na cobertura e na qualidade das redes de telecomunicações, com impactos diretos na integração regional e no desenvolvimento econômico. A leitura consolidada desses dados permite identificar que, mesmo em estados com melhores índices, persistem gargalos estruturais, especialmente em áreas mais afastadas dos grandes centros. Por outro lado, regiões com desempenho inferior concentram desafios mais amplos, que envolvem desde a expansão da infraestrutura até a melhoria da qualidade dos serviços ofertados. A análise também reforça que energia e conectividade constituem infraestruturas habilitadoras, ou seja, condicionam o funcionamento de outros setores estratégicos. A limitação em qualquer um desses eixos tende a restringir a competitividade, a atração de investimentos e a oferta de serviços públicos essenciais. Fonte: CONFEA
Bosque da Gávea amplia áreas verdes e integra universidade e política ambiental no Rio

A inauguração do Bosque da Gávea, realizada no início de março, marca a implantação de uma nova área verde urbana na Zona Sul do Rio de Janeiro, resultado de parceria entre a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima. A iniciativa está inserida em uma estratégia mais ampla de ampliação da cobertura vegetal e mitigação dos efeitos das ilhas de calor na cidade. O projeto foi implantado na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro da Gávea, em área próxima ao campus da universidade e a equipamentos educacionais. A escolha do local considera tanto a necessidade de qualificação ambiental do espaço urbano quanto o potencial de uso por moradores e instituições de ensino do entorno. Ao todo, foram plantadas 44 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica no núcleo principal do bosque, além da criação de um corredor ecológico com cerca de 30 mudas adicionais, estabelecendo conexão com áreas verdes já existentes no campus da universidade. Entre as espécies utilizadas estão jerivá, jacarandá-da-bahia, copaíba, grumixama, quaresmeira, pitangueira e ingá, selecionadas com foco na recomposição vegetal e no estímulo à biodiversidade urbana. A iniciativa integra o programa Bosques Cariocas, conduzido pela Prefeitura, que tem como diretriz a expansão de áreas arborizadas em diferentes regiões da cidade, com ênfase na adaptação climática e na melhoria das condições ambientais urbanas. Nesse contexto, o Bosque da Gávea passa a compor uma rede de espaços verdes voltados à redução de temperaturas locais, à retenção de carbono e à qualificação paisagística. A PUC-Rio participa como parceira técnica e institucional, contribuindo para a integração do novo bosque ao seu território e reforçando sua atuação em projetos de interface entre universidade e cidade. Além da dimensão ambiental, o espaço também se configura como área de apoio a atividades educativas e de sensibilização, com potencial de uso por escolas e pela comunidade local.
CCEEAGRI realiza 2ª reunião ordinária no CREA do Rio de Janeiro

O CREA-RJ recebe, entre os dias 13 e 15 de abril, em sua sede, a 2ª Reunião Ordinária da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia de Agrimensura (CCEEAGRI). Promovido pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), o encontro reúne a coordenação nacional e as regionais, além de conselheiros federais, para dar continuidade à execução do programa de trabalho da modalidade. Ao longo da programação, os participantes concentram-se no acompanhamento e na avaliação das ações de fiscalização desenvolvidas pelos Creas, com o objetivo de identificar oportunidades de aprimoramento e promover maior uniformidade nos procedimentos adotados em todo o país. O tema ocupa parte significativa da agenda do primeiro dia. O coordenador da Câmara Especializada de Engenharia de Agrimensura do CREA-RJ, geógrafo Rafael Barros, além do prazer de receber os representantes de Câmaras de todo o país, destaca a importância para a integração das questões que percorrem todos os regionais. “É a chance de fazermos a integração, de debater problemas que são nacionais e que acabam sendo resolvidos localmente. Sem ter essa integração, pode-se acabar tendo decisões que não são padronizadas, com interpretações diferentes para algumas questões”, diz. Seguindo essa perspectiva, o coordenador nacional da CCEEAGRI, engenheiro cartógrafo Pedro Luis Faggion, do CREA-PR, lembra que todas as coordenadorias, em suas áreas de atuação, têm por finalidade manter o CONFEA informado sobre os procedimentos em todos os CREAs do país. “Nós estamos trabalhando na pauta deste ano, a questão da Fiscalização, principalmente. Como está sendo feita; qual a porcentagem da Agrimensura, considerando o total das fiscalizações de todas as modalidades; como é a fiscalização da Agrimensura em um empreendimento”, exemplifica. Outro ponto de destaque da reunião é a elaboração de manuais de fiscalização por tipo de empreendimento, iniciativa que busca sistematizar orientações técnicas e contribuir para a atuação mais consistente das equipes de fiscalização nos regionais. A atividade integra o conjunto de entregas previstas para o ciclo de trabalho da Coordenadoria em 2026. A reunião também avança na construção de um documento orientativo voltado à consolidação de diretrizes e normativos relacionados às atribuições profissionais. A proposta é reunir e organizar entendimentos já estabelecidos, de modo a favorecer a aplicação uniforme das normas. “Tem um problema que diz respeito aos geógrafos e é um problema nacional. Existe uma lei que permite que outros profissionais que fazem mestrado e doutorado em Geografia consigam registro como geógrafo em decisões que não são padronizadas, em alguns casos que vão para a Justiça, e a gente precisa ter uma decisão unificada no país todo. Esta reunião nos permitirá ter esta discussão”, destaca Rafael Barros. Instância de articulação das câmaras especializadas dos CREAs, a CCEEAGRI atua por meio da formulação de propostas encaminhadas ao CONFEA, com vistas à adoção de medidas técnico-administrativas e ao aperfeiçoamento do arcabouço normativo da modalidade. Nesse contexto, os debates realizados durante a reunião contribuem para o alinhamento nacional das ações e para o fortalecimento da fiscalização do exercício profissional.
Seminário integra comissões eleitorais e reforça preparativos para as eleições do Sistema

No dia 3 de julho serão realizadas, pela internet, as Eleições Gerais do Sistema Confea/Crea e Mútua. Como parte da preparação para o pleito, ocorre nos dias 13 e 14 de abril, no auditório do Crea-DF, o Seminário Eleitoral, que promove a integração entre a Comissão Eleitoral Federal e as Comissões Eleitorais Regionais. O encontro tem como objetivo uniformizar entendimentos, padronizar procedimentos, nivelar o conhecimento e esclarecer eventuais dúvidas sobre o processo eleitoral de 2026, além de apresentar o novo Regulamento Eleitoral, estabelecido pela Resolução nº 1.150/2025, e orientar sobre os procedimentos a serem adotados para a realização das eleições. Na abertura do evento, a presidente em exercício do Confea, eng. civ. Ana Adalgisa, destacou a importância do evento. “Estamos trabalhando para garantir uma eleição marcada pela ampla divulgação, transparência e segurança jurídica para conselheiros, profissionais, candidatos e Creas. Para isso, o Sistema tem contado com o apoio de consultores de alto gabarito, de modo a assegurar um processo eleitoral tranquilo e confiável. Nosso objetivo é que o resultado das eleições seja definido pelo voto dos profissionais, e não por disputas judiciais, fortalecendo a representatividade do Sistema Confea/Crea e Mútua”, pontuou Adalgisa. Para explicar os “Aspectos técnicos de TI no sistema eleitoral”, o analista do Confea Rodrigo Borges explicou que para a operacionalização do processo eleitoral, é realizada licitação para a contratação do sistema eletrônico de votação, na qual a empresa licitante deve atestar e comprovar o atendimento a todos os requisitos previstos no edital. “Pela primeira vez, desde 2021, a contratação vai ser para um múltiplo ciclo eleitoral, de 2026 a 2030. Nesse intervalo, estão previstas duas eleições nacionais, além de cinco pleitos ordinários e eventuais eleições extraordinárias. O sistema utiliza como identificador exclusivo para votação o CPF do profissional e adota mecanismos de segurança, como autenticação em duplo fator, para garantir a integridade e a confiabilidade do processo”, esclareceu o analista. Borges finalizou pontuando as características do processo: “É um pleito seguro e auditável, que permite ao profissional votar de qualquer lugar, desde que esteja apto a participar do processo. Ao mesmo tempo, o sistema garante o sigilo do voto e a transparência necessária para assegurar a confiança no resultado das eleições.” Já o consultor Fernando de Pinho Barreira palestrou sobre o tema “Trabalho de auditoria especializada no processo eleitoral eletrônico”. Segundo ele, desde 2010 a orientação é que a auditoria não se restrinja apenas ao sistema de votação, mas avalie todo o processo eleitoral. “A auditoria é responsável por verificar a conformidade do processo e identificar eventuais inconformidades no sistema”, explicou. O consultor também destacou que o processo eleitoral deve ser conduzido com transparência, planejamento e ampla disponibilização de informações. Os procedimentos de registro, os critérios de elegibilidade e impugnação e as regras de propaganda eleitoral foram explicadas pelo ex-ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral Joelson Dias. Mestre por Harvard, o jurista atuou como consultor na construção da primeira minuta da Resolução nº 1.150/2025, que unificou e atualizou os normativos mais importantes do Sistem Confea/Crea e Mútua que versavam sobre eleições. “Muita coisa foi preservada dos normativos anteriores, então quem já está familiarizado com as eleições do Sistema, vai se beneficiar desse conhecimento. O mesmo vale para quem conhece bem o sistema eleitoral brasileiro”, ponderou Dias. De acordo com o jurista, o novo texto unificou os procedimentos – anteriormente dispersos -, modernizou a propaganda eleitoral na internet, implementou um novo regime sancionatório eleitoral, definiu procedimentos específicos para a votação eletrônica, harmonizou os prazos e competências envolvidos nos processos eleitorais e atualizou as condições de elegibilidade e inelegibilidade. “É importante frisar que as competências das comissões não mudaram”, pontuou. Ao longo de sua exposição, Dias destacou a importância da acessibilidade e da transparência no processo eleitoral, listou todas as condições de elegibilidade e de inelegibilidade, entre outros detalhes estabelecidos pela resolução. A segunda parte da palestra focou em propaganda eleitoral. A partir de 18/4, quem pediu o registro (que pode ser requerido até 17/4), já pode dar início à campanha eleitoral, independentemente de ter a comissão julgado seu pedido. Dias também passou ponto a ponto as regras de propaganda eleitoral. O Seminário Eleitoral continua nesta terça-feira (14/4), com palestras sobre a atuação das assessorias de Comunicação dos Creas neste período, momentos para dúvidas, entre outros. (Texto: Fernanda Pimentel e Beatriz Leal / Equipe de Comunicação do Confea) Principais datas do Processo Eleitoral 17 de abril de 2026 (sexta): prazo final para apresentação do requerimento de registro de candidatura; 03 de julho de 2026: realização da votação.
CREA-RJ participa da Feira Expo Agulhas Negras e recebe autoridades municipais

O Crea-RJ participou da Feira Expo Agulhas Negras, que aconteceu de 8 a 11 de abril, no Parque de Exposições de Resende. O estande dedicado ao atendimento de profissionais e do público em geral, teve intensa movimentação e recebeu a visita do prefeito, Tande Vieira; do vice-prefeito, Davi do Esporte; e do secretário de governo, Elio Rodrigues. A interação reforçou a importância da integração entre o poder público e as instituições na promoção do desenvolvimento regional. Presente na solenidade de abertura, o assessor de Desenvolvimento Regional do CREA-RJ, Itamar Lima, considera fundamental a participação do Conselho em eventos empresariais do interior, para aproximação do conselho com as instituições de ensino, os profissionais do setor, as empresas de Engenharia e a sociedade. “A atual gestão entende a importância dessa demanda, de atuar no interior, onde os profissionais sempre foram carentes de aproximação”, afirma. O objetivo da feira é consolidar a região das Agulhas Negras como um polo econômico estratégico, estimulando a geração de negócios, a atração de investimentos e o fortalecimento do ecossistema empreendedor no Sul Fluminense. Por meio da integração entre indústria, comércio, serviços e agronegócio, a programação promove a inovação tecnológica e a troca de conhecimentos, utilizando experiências imersivas e ferramentas práticas para impulsionar o desenvolvimento econômico local. De acordo com Tiago Amorim, coordenador da Regional Sul do CREA-RJ, a primeira feira de negócios de Resende reuniu, além de autoridades e órgãos públicos, indústrias, comércio e empreendedores do Sul Fluminense em um ambiente propício para a criação de conexões. “O CREA-RJ mostrou os serviços oferecidos à sociedade e acima de tudo divulgou e valorizou a Engenharia do nosso Estado. Foram mais de 100 visitas ao estande”, comemora. A feira teve entrada gratuita e também atraiu estudantes e jovens interessados em inovação e novas tecnologias e a comunidade local e regional em busca de gastronomia, cultura e oportunidades de networking.
Confira o passo a passo para solicitar o registro internacional por meio do acordo de reciprocidade com Portugal
O acordo de reciprocidade firmado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), em 29 de setembro de 2015, representa um marco na mobilidade internacional de profissionais da Engenharia entre Brasil e Portugal. Por meio deste termo, engenheiros brasileiros devidamente registrados podem solicitar o registro profissional em Portugal (e vice-versa) de forma simplificada, sem a necessidade de revalidação de diploma ou realização de exames adicionais de admissão, tornando o processo mais ágil e acessível. Além de facilitar o exercício profissional no exterior, o acordo fortalece a cooperação técnica e institucional entre os dois países, ampliando oportunidades de atuação e intercâmbio de conhecimento. A iniciativa é voltada a profissionais graduados em Engenharia que atendam aos requisitos mínimos de formação e regularidade junto aos conselhos, consolidando-se como uma importante ferramenta para internacionalização da Engenharia Brasileira e valorização das competências profissionais em âmbito global. PASSO A PASSO 1) Entre no link clicando aqui 2) Faça login utilizando seu registro (ou cpf) e sua senha; 3) Nos módulos superiores, vá à opção “Solicitações”; 4) Selecione a opção “Cadastro”; 5) Selecione a opção “Solicitação de Certidão da OEP”; 6) Selecione a caixa de confirmação de que a demanda foi previamente solicitada no site do CONFEA (Etapa Obrigatória); 7) Clique em “Solicitar”; 8) Selecione a forma de pagamento de sua preferência e a efetue; 9) Com a baixa do pagamento será criado um protocolo que será enviado automaticamente por e-mail; 10) Este protocolo começa a ser trabalhado no CREA-RJ para que seja emitida a certidão solicitada pelo CONFEA; 11) Finalizado o processo, a documentação será apresentada para o CONFEA para que sejam realizadas as tratativas finais. Em caso de dúvidas, envie uma mensagem para [email protected]