Palestra no Clube de Engenharia debate Ferrovias Bioceânicas e o papel do Brasil na integração continental
O Clube de Engenharia do Brasil realiza, no dia 30 de abril de 2026, às 16h, a palestra “Ferrovias Bioceânicas – O Brasil nos Trilhos do Mundo”, que será ministrada pelo engenheiro eletricista Afonso Carneiro Filho. O evento, que conta com apoio institucional do CREA-RJ, será realizado em formato híbrido, com participação presencial no auditório do 22º andar da entidade e transmissão online. A apresentação abordará temas estratégicos para o desenvolvimento da infraestrutura nacional, como os projetos das ferrovias bioceânicas, a retomada dos trens de passageiros, a integração logística sul-americana e aspectos relacionados à sustentabilidade e à soberania nacional. O encontro também marcará o Dia do Ferroviário, com homenagem a profissionais do setor e entrega de certificados em reconhecimento às contribuições para a área. Com cerca de 40 anos de experiência no segmento metroferroviário, Afonso Carneiro Filho construiu uma trajetória sólida em instituições como a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), entre 1984 e 2023. Participou de projetos relevantes, como a implantação dos metrôs de Belo Horizonte e Brasília, além de atuar no desenvolvimento de oficinas ferroviárias, especificação de equipamentos e comissionamento de trens da série 900. No Ministério dos Transportes, entre 2003 e 2012, coordenou ações voltadas à retomada dos trens de passageiros e analisou iniciativas como o Trem de Alta Velocidade (TAV) Rio–São Paulo. Também integrou conselhos da Valec (Infra S.A.) e da Companhia Docas do Pará. Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP), possui especializações em transporte e logística no Brasil e na Europa, além de experiências técnicas internacionais. Ao longo de sua carreira, recebeu a Medalha do Mérito Mauá e outras distinções institucionais. A atividade tem como objetivo atualizar o debate sobre a relevância das ferrovias bioceânicas para o Brasil e para a América do Sul, apresentando dados técnicos e análises fundamentadas na experiência acumulada ao longo de décadas no setor ferroviário. A coordenação será de Ibá dos Santos Silva e Itamar Marques, com participação de convidadas das áreas DETI e DPG, além do apoio das divisões DUR e DEA. Além do CREA-RJ, o evento reúne ainda diversas entidades da Engenharia e do setor ferroviário, como Senge, FMU, FAM-Rio, Aenfer, Seaerj, CCSEAERJ, Fisenge e Assintec. A transmissão também estará disponível pelo YouTube. Inscreva-se aqui!
Matrículas abertas para o Curso de Gestão de Facilities da Escola Politécnica da UFRJ

Estão abertas as matrículas para o Curso de Gestão de Facilities – GF, promovido pelo Núcleo de Pesquisas em Planejamento e Gestão – NPPG da Escola Politécnica da UFRJ, junto à Associação dos Antigos Alunos da Politécnica da UFRJ – A3P. O curso online tem início previsto para o dia 28 de abril de 2026, sendo realizado às terças e quintas, das 18h30 às 21h30, com uma carga horária de 36 horas. O objetivo é oferecer a possibilidade de otimizar a performance nas atividades de manutenção, segurança, conservação, e logística nas organizações destinadas a condomínios, empresas e indústrias. Mais informações pelo e-mail [email protected], o telefone (21) 99703-9511 ou o site www.nppg.org.br
Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho
O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril, reforça a necessidade de prevenir acidentes e doenças ocupacionais por meio da adoção de práticas seguras e da consolidação de ambientes laborais mais protegidos. Instituída em 2003 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a data integra uma agenda global voltada à promoção da saúde dos trabalhadores e à redução de riscos nas atividades profissionais. A relevância do tema é evidenciada por dados da própria OIT, que indicam a ocorrência de cerca de 2 milhões de mortes por ano, como consequência de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, além de milhões de registros não fatais em todo o mundo. Esse cenário aponta para a necessidade de medidas contínuas de prevenção, baseadas em normas técnicas, fiscalização e capacitação. Nesse contexto, a construção de uma cultura de segurança se apresenta como elemento central. A incorporação de práticas preventivas no cotidiano das organizações contribui não apenas para a proteção dos trabalhadores, mas também para a melhoria da produtividade, a redução de custos associados a afastamentos e indenizações e o fortalecimento das relações de trabalho. A participação ativa de empregadores, trabalhadores e instituições públicas é parte estruturante desse processo. A Organização Internacional do Trabalho atua na formulação de normas internacionais, convenções e diretrizes voltadas à promoção de condições dignas e seguras de trabalho. Com estrutura tripartite, que reúne representantes de governos, empregadores e trabalhadores, a entidade estabelece parâmetros que orientam políticas públicas e legislações nacionais. O Brasil, membro fundador da OIT, participa desse sistema por meio da ratificação de convenções e da adoção de medidas alinhadas às recomendações internacionais. O CREA-RJ exerce papel técnico e institucional na promoção da segurança no trabalho, por meio da fiscalização do exercício profissional, da orientação aos profissionais e da disseminação de normas técnicas, contribuindo para a prevenção de riscos e para a valorização das boas práticas nas áreas da Engenharia, da Agronomia e das Geociências. Confira o vídeo.
Fiscalização do CREA-RJ vai autuar e multar empresa envolvida na morte de operário em Copacabana
A fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) informou nesta segunda-feira, dia 27, que vai autuar e multar a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos, para a qual trabalhava o operário Gabriel de Jesus Firmino, que morreu numa acidente durante a montagem do palco para o show de Shakira, que será realizado no próximo dia 2 de maio, na Praia de Copacabana. Os fiscais do CREA-RJ constataram que a empresa não tem registro no Conselho para exercer atividades de engenharia e muito menos responsável técnico. Fiscais do CREA-RJ vêm acompanhando a montagem do palco desde 7 de abril e estiveram no local novamente na manhã desta segunda-feira a fim de levantar informações sobre o acidente que matou o operário, na tarde domingo, dia 26. Com o objetivo de fiscalizar o exercício da profissão de engenheiro, o CREA-RJ já enviou ofício por duas vezes à empresa Bônus Track, produtora do evento, mas não recebeu todas as informações solicitadas. O superintendente técnico do CREA-RJ, engenheiro Leonardo Dutra, ressalta que “a atividade técnica sempre é uma atividade de risco e somente com profissionais e empresas legalmente habilitadas podemos mitigar esses riscos”. A fiscalização do CREA-RJ solicitou à Bônus Track a relação de empresas e dos profissionais que prestam serviços técnicos de instalação e/ou manutenção para o show da Shakira. Para cada empresa ou profissional, a relação deve conter: razão social da empresa ou nome completo do profissional; 2. CNPJ ou CPF; endereço do estabelecimento; número, objeto e vigência do contrato; e cópia dos respectivos contratos e/ou notas fiscais. O prazo para resposta é de quatro dias a partir desta segunda-feira. A fiscalização do CREA-RJ ressalta a importância de as empresas atenderem integralmente as solicitações feitas pelo Conselho.
Estar em dia com o CREA-RJ é condição essencial para votar nas eleições do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA em 2026
As eleições do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA, que serão realizadas no dia 3 de julho de 2026, representam um dos momentos mais importantes para a Engenharia, a Agronomia e as Geociências no Brasil. O processo definirá lideranças estratégicas responsáveis por conduzir decisões que impactam diretamente o exercício profissional em todo o país nos próximos anos. Para garantir a participação no pleito, no entanto, é fundamental que os profissionais estejam atentos a um requisito indispensável: estar em dia com suas obrigações junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ). De acordo com as normas do Sistema Confea/Crea, somente estarão aptos a votar os profissionais regularmente registrados e adimplentes até 30 dias antes da data da eleição. Isso significa não possuir débitos de qualquer natureza junto ao Conselho, incluindo anuidades, taxas, emolumentos ou multas, mesmo aqueles que estejam parcelados, mas com parcelas em atraso. Regularidade garante participação e representatividade A exigência de regularidade vai além de uma obrigação administrativa: trata-se de um mecanismo que assegura a legitimidade e a transparência do processo eleitoral. Ao manter sua situação em dia, o profissional garante não apenas o direito ao voto, mas também contribui para o fortalecimento institucional do Sistema. As eleições definirão cargos como a presidência do Confea, as presidências dos 27 Creas, conselheiros federais e diretores das Mútuas Regionais, funções que têm impacto direto na regulamentação, fiscalização e valorização das profissões tecnológicas no Brasil. Nesse contexto, a participação dos profissionais é fundamental. O voto é uma ferramenta de influência direta nas decisões que orientam o futuro das categorias, desde políticas de fiscalização até iniciativas de valorização profissional. Atualização cadastral também é indispensável Além da adimplência, outro ponto fundamental é a atualização dos dados cadastrais. Como o processo de votação será realizado de forma 100% online, o acesso ao sistema dependerá de login e senha enviados por e-mail ou celular cadastrados no sistema. Dados desatualizados podem impedir o recebimento dessas informações e, consequentemente, inviabilizar a participação no pleito. Compromisso com a profissão e com o futuro Estar em dia com o CREA-RJ é, portanto, mais do que cumprir uma exigência legal — é um compromisso com a própria profissão. A regularidade junto ao Conselho garante o pleno exercício profissional, assegura direitos e fortalece a atuação coletiva das categorias. Ao participar das eleições de 2026, os profissionais contribuem para a construção de um sistema mais democrático, representativo e alinhado aos desafios contemporâneos da Engenharia, da Agronomia e das Geociências. Com regras claras, votação digital e ampla possibilidade de participação, o pleito reforça a importância do engajamento da classe. E esse processo começa com uma atitude simples, mas decisiva: manter-se regular junto ao CREA-RJ.
Está aberto o processo seletivo para a Incubadora da Coppe/UFRJ

A Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ está com inscrições abertas, até 30 de junho, para o processo seletivo de novas startups de base tecnológica. A iniciativa é voltada ao fortalecimento do empreendedorismo inovador e à transformação de pesquisas em negócios com potencial de mercado. Integrada ao ecossistema de inovação da Coppe, um dos maiores centros de inovação tecnológica da América do Sul, a incubadora atua no desenvolvimento de empreendimentos intensivos em tecnologia, oferecendo suporte, infraestrutura e conexão com parceiros estratégicos. O programa é direcionado a startups que desenvolvam produtos ou serviços inovadores, com potencial de interação com as atividades de pesquisa da UFRJ. O processo seletivo será conduzido em etapas, incluindo análise das propostas, entrevistas e apresentação para banca avaliadora. Clique aqui para mais informações.
CREA-RJ informa, com pesar, o falecimento do ex-presidente Arciley Alves Pinheiro

O CREA-RJ manifesta profundo pesar pelo falecimento do ex-presidente Arciley Alves Pinheiro, aos 86 anos, profissional cuja trajetória deixou marcas significativas na história do Conselho. Engenheiro Agrônomo formado pela USP, Arciley Alves Pinheiro construiu uma carreira pautada pelo compromisso com o desenvolvimento técnico e social do país. Foi o primeiro presidente do CREA-RJ eleito por voto direto, exercendo dois mandatos à frente da instituição, entre 1985 e 1987 e 1994 e 1996. Foi também conselheiro federal do CONFEA, com uma trajetória marcada pela sua dedicação à profissão. Associativista, foi por diversos mandatos conselheiro do Clube de Engenharia do Brasil – CEB e diretor de Atividades da Sede Campestre da entidade. Com sólida formação acadêmica, fez pós-graduação em Sociologia Rural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em Economia Regional pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia da USP e em Economia Agrária pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da USP. Arciley Alves Pinheiro sempre defendeu o papel social do CREA-RJ e a importância da qualificação profissional para a segurança da sociedade. Sua liderança contribuiu para o fortalecimento institucional do Conselho e para a valorização dos profissionais das áreas tecnológicas. Na cerimônia de celebração dos 90 anos do CREA-RJ, na ALERJ, ele declarou: “O Crea-RJ tem uma função social muito importante. Só pode fazer determinado tipo de trabalho, o profissional que tenha o preparo adequado para isso. É preciso que tenhamos pessoas capacitadas para o trabalho de Engenharia, como a construção de edifícios, pontes, túneis etc. Tem que saber o que está fazendo. O Crea é o órgão responsável pela fiscalização dos profissionais. Há uma experiência acumulada de 90 anos. O Crea-RJ passou por momentos importantes e difíceis, como a queda de uma ponte ou de um edifício, que infelizmente acontece de vez em quando. Temos o Crea para evitar que isso aconteça.” Ao longo de sua carreira, exerceu importantes funções como técnico, gerente e chefe de Departamento no BNDES, diretor de administração da Companhia de Transportes Sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro e assessor da Secretaria de Articulação dos Programas Sociais do Ministério da Assistência Social, além de atuar como conselheiro em entidades representativas. Neste momento de dor, a Presidência e a Diretoria do CREA-RJ se solidarizam com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade profissional, reconhecendo a valiosa contribuição de Arciley Alves Pinheiro para o fortalecimento do Sistema CONFEA/CREA e para o desenvolvimento do país. O seu legado permanecerá como inspiração para as futuras gerações de profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. A família informa que o velório acontecerá no dia 25 de abril, sábado, das 11h25 às 13h25, no Cemitério da Penitência, capela 5, na Rua Monsenhor Manuel Gomes, 307, no Caju.
Energia solar viabiliza fábrica de gelo e fortalece pesca em comunidade ribeirinha no Amazonas

Um projeto de uso de energia limpa passou a transformar a realidade de uma comunidade ribeirinha no Amazonas. Em abril de 2026, entrou em operação uma fábrica de gelo movida a energia solar na localidade de Santa Helena do Inglês, no município de Iranduba, com impacto direto na atividade pesqueira e na geração de renda local. Batizado de Gelo Caboclo, o empreendimento possui capacidade para produzir uma tonelada de gelo por dia e armazenar até 20 toneladas, contando com sistema de placas fotovoltaicas e baterias de lítio que garantem funcionamento contínuo, além de poço artesiano próprio para abastecimento de água de qualidade. Antes da implantação, os pescadores precisavam adquirir gelo em Manaus, em deslocamentos de cerca de cinco horas de barco, o que elevava custos com combustível, mão de obra e perdas por derretimento. Com a produção local, a atividade torna-se mais eficiente, permitindo que os trabalhadores ajustem seus custos à quantidade efetivamente pescada e reduzam prejuízos. A busca pela demanda partiu da organização social Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que mobilizou o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), outra organização social responsável por gerir o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Foi por meio do PPBio que a empresa Positivo, de hardware e componentes eletrônicos, entrou com o aporte de R$ 1,3 milhão como investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), em troca de benefícios fiscais. Mais R$ 200 mil em baterias foram entregues pela UCB Power, totalizando um custo de R$ 1,5 milhão em investimentos. Além dos ganhos econômicos, o projeto apresenta benefícios ambientais ao reduzir a emissão de gases de efeito estufa, uma vez que diminui a necessidade de deslocamentos movidos a combustíveis fósseis para aquisição de gelo. A solução também contribui para a segurança energética em uma região onde o fornecimento de eletricidade é instável. Com impacto direto em mais de 30 famílias, a fábrica também deve beneficiar outras atividades, como o turismo e a agricultura familiar, ampliando o uso do gelo ao longo do ano. A expectativa é que o modelo possa ser replicado em outras comunidades amazônicas, fortalecendo a bioeconomia e promovendo o desenvolvimento sustentável na região. Fonte: Agência Brasil
Prefeitura do Rio inicia implantação de novas ciclovias e reforça diretrizes do PMUS-Rio
A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início à implantação de novos trechos cicloviários em três regiões da cidade, com intervenções na Tijuca, em Botafogo e na ligação entre Glória e Cinelândia. As obras começaram em abril de 2026 e têm prazo estimado de conclusão de 90 dias. Os trechos contemplados incluem a Rua Conde de Bonfim, entre a Praça Saens Peña e a Rua Uruguai, a Rua Muniz Barreto, entre as ruas Pinheiro Machado e São Clemente, e a Rua Augusto Severo, conectando importantes áreas do Centro e da Zona Sul. As intervenções priorizam a continuidade da malha cicloviária e a conexão entre bairros e equipamentos urbanos. A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à mobilidade urbana sustentável, que prevê a implantação de cerca de 50 quilômetros de ciclovias até 2028, com investimento estimado de R$ 20 milhões. Além da expansão, o programa inclui a requalificação da sinalização e a consolidação de eixos estruturantes para circulação de bicicletas. Do ponto de vista do planejamento urbano, as intervenções estão alinhadas ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro (PMUS-Rio), instrumento que orienta a política de mobilidade no município desde 2019. O plano estabelece uma hierarquia de priorização que favorece o transporte coletivo e os modos ativos, como o ciclismo e a caminhada, em detrimento do transporte individual motorizado. A expansão da infraestrutura cicloviária não se limita à criação de novos trechos, mas se insere em uma estratégia de reorganização do sistema de deslocamentos urbanos. O objetivo é promover maior integração modal, ampliar o acesso a diferentes regiões da cidade e reduzir impactos ambientais associados ao transporte.
Brasil amplia investimentos em reflorestamento e avança rumo à meta de 12 milhões de hectares até 2030

O Brasil tem ampliado suas iniciativas voltadas à restauração florestal, com base em políticas públicas, investimentos e programas estruturados que buscam recuperar áreas degradadas e fortalecer a sustentabilidade ambiental. A meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 orienta esse conjunto de ações, alinhado aos compromissos climáticos assumidos pelo país. Entre as medidas em curso, destacam-se aportes recentes como os R$ 126 milhões do Fundo Amazônia destinados a projetos de restauração, além de editais que somam cerca de R$ 150 milhões voltados ao reflorestamento em assentamentos rurais. As iniciativas priorizam modelos como sistemas agroflorestais, que associam recomposição da vegetação nativa à geração de renda e à inclusão produtiva. A estratégia adotada envolve diferentes órgãos federais e alcança dezenas de territórios, com ações que já contemplam a recuperação de milhares de hectares e o plantio de milhões de mudas em diferentes biomas. Esse movimento contribui para consolidar uma base institucional voltada à ampliação da restauração em escala nacional, com participação de comunidades locais e da agricultura familiar. No entanto, a dimensão das metas estabelecidas impõe desafios significativos. A escala atual das iniciativas, ainda que em expansão, permanece inferior ao volume necessário para o cumprimento integral da meta de 12 milhões de hectares, o que exige continuidade dos investimentos, ampliação do ritmo de execução e fortalecimento dos mecanismos de governança e monitoramento. Dessa forma, o conjunto de ações em andamento indica um caminho consistente para a restauração florestal no Brasil, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de ampliar e consolidar essas iniciativas para que o país alcance, de fato, uma posição de referência global no setor.