A Petrobras anunciou investimentos superiores a R$ 2,8 bilhões no Amazonas até 2030, em um pacote que reúne a expansão da produção de gás natural no Polo Urucu e a renovação da frota de embarcações da Transpetro. A iniciativa contempla obras de infraestrutura energética, perfuração de novos poços, construção de linhas de escoamento e a fabricação de embarcações destinadas à logística de combustíveis nos portos brasileiros.
Do total previsto, cerca de R$ 2,5 bilhões serão destinados ao Polo Urucu, localizado no município de Coari. Após uma década sem investimentos em novos poços na região, a estatal retomará atividades de perfuração e implantará aproximadamente 40 quilômetros de linhas para interligação da nova produção à infraestrutura já existente. A expectativa é ampliar a capacidade produtiva do polo, considerado a maior província petrolífera terrestre do país.
A iniciativa reforça a importância estratégica de Urucu para o abastecimento energético da Região Norte. Segundo a Petrobras, o gás natural produzido na unidade responde por cerca de 65% da energia elétrica consumida em Manaus e em outros municípios amazonenses. O polo também produz gás liquefeito de petróleo, com volume suficiente para abastecer todos os estados da Região Norte e parte do Nordeste.
Outro eixo do investimento está voltado à Engenharia Naval e à logística fluvial. A Transpetro encomendou a construção de 18 barcaças em estaleiro localizado no Amazonas, em contrato de R$ 303,5 milhões. As embarcações serão utilizadas no transporte e abastecimento de combustível marítimo, contribuindo para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência logística nos principais portos do país.
As novas unidades integram o Programa Mar Aberto, iniciativa do Sistema Petrobras voltada à ampliação e renovação da frota própria de embarcações. O programa prevê a construção de 96 embarcações até 2030, com investimentos estimados em R$ 34,8 bilhões. Além das barcaças, também foram contratados 18 empurradores para atuação nas operações de navegação interior e abastecimento de combustível marítimo.
As embarcações incorporam soluções tecnológicas voltadas à eficiência operacional e à sustentabilidade. Entre os recursos previstos estão a possibilidade de utilização de energia elétrica em terra, sistemas de apoio por energia solar e tecnologias que ampliam a precisão das operações de navegação e manobra.
De acordo com a Petrobras, a construção das barcaças deverá gerar cerca de 3,3 mil empregos diretos e indiretos no Amazonas. Somados aos investimentos em exploração, produção e logística, os projetos reforçam o papel da Engenharia na expansão da infraestrutura energética, no fortalecimento da indústria naval e no desenvolvimento econômico da região amazônica.
Fonte: Agência Petrobras