Dia do(a) Engenheiro(a) de Minas

No dia 10 de julho, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Minas. A data faz referência ao aniversário de Pedro Demóstenes Rache, engenheiro de minas conhecido por ser o idealizador e primeiro presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA, em 1934. O objetivo da data é homenagear os(as) profissionais que se dedicam à pesquisa, à exploração e ao aproveitamento dos recursos minerais, e que costumam atuar em conjunto com a Geologia.

A Engenharia de Minas é uma das áreas mais antigas da Engenharia no Brasil, sendo o segundo curso a ser criado no país. Sua história começa no século XIX, implantado pela Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, em 12 de outubro de 1876. As atividades desempenhadas por esses(as) profissionais foram normatizadas por meio da Resolução Nº 218 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, publicada em 29 de junho de 1973.

A profissão exerce um papel essencial no processo de mineração, desde a busca por depósitos de minérios até a extração e o beneficiamento dos materiais, adequando-os às especificações produtivas. O papel desempenhado pelo(a) engenheiro(a) de minas também envolve o estudo da viabilidade técnica e econômica de exploração da jazida, prezando pelo destino dos dejetos para reduzir o impacto ambiental.

Formação

Com titulação de bacharelado, o curso de Engenharia de Minas possui uma duração média de cinco anos, divididos em dez semestres. Durante a jornada acadêmica, os estudantes iniciam contemplando conceitos teóricos da área das Ciências Exatas, como Física, Matemática e Química. As disciplinas mais específicas começam a ser estudadas no meio da graduação, onde também são realizadas atividades em campo, como Classificação de Minério, Instalação de Minas, entre outras.

Na pós-graduação, as aulas aprofundam os conhecimentos na área industrial, que possui uma formação mais generalista. Os cursos têm duração média entre 12 e 15 meses, e podem ser feitos presencialmente ou na modalidade EAD.

Possíveis áreas de atuação

Planejamento de Mina: é a área que traça estratégias e o sequenciamento para a extração mineral. Além disso, também foca na viabilidade técnica econômica e sustentável (ESG), otimizando a lavra para maximizar lucros, garantir a segurança dos trabalhadores e reduzir os impactos ambientais. 

Planejamento e Projeto de Lavra: considerada o coração da profissão, essa área engloba todas as técnicas e operações para transportar o minério de forma segura, viável e sustentável, seja a céu aberto ou em minas subterrâneas. 

Geotecnia: voltada para o emprego de técnicas científicas e conceitos de Engenharia, essa área busca obter, analisar e utilizar informações sobre os materiais presentes na crosta terrestre e no solo, com o objetivo de resolver desafios relacionados à Engenharia. Os(as) profissionais que atuam nesse campo desempenham papel fundamental na garantia da segurança e da estabilidade de obras, trabalhando em projetos como barragens de terra e enrocamento, escavação de túneis, compactação de aterros, tratamento de fundações, instrumentação de estruturas e diversas outras intervenções de Engenharia.

Hidrogeologia: os(as) profissionais realizam estudos sobre as águas subterrâneas em ambientes de mineração, incluindo a gestão de água e controle de poluição. Essa área trabalha com ferramentas para o diagnóstico do impacto de empreendimentos de mineração no ambiente hídrico, servindo para compreender e simular cenários, como operação de poços, desaguamento de galerias e enchimento de cavas e barragens.

Fonte: Gov.br, IBRAM, Educa+Brasil

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