
O CREA-RJ completa 92 anos de história e protagonismo frente ao desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro. No dia 5 de junho de 1934, uma nova era foi anunciada pelo engenheiro civil Dulphe Pinheiro Machado, ao presidir a primeira Sessão Plenária do Conselho da 5ª Região, embrião do atual CREA-RJ, na Escola Nacional de Belas Artes, onde hoje funciona o Museu Nacional de Belas Artes, dando posse aos primeiros diretores. Atualmente, o Conselho é composto por Plenário (representado pelas instituições de ensino superior e pelas entidades de classe, cujo terço é renovado anualmente), Câmaras Especializadas, Presidência, Diretoria e Inspetorias.
Desde 1934, o trabalho diário do CREA-RJ é assegurar que as Engenharias, a Agronomia e as Geociências sejam praticadas dentro da legalidade, por profissionais tecnicamente habilitados, contribuindo, assim, para o bem-estar da população. Essa atuação foi realizada por meio de movimentos em prol da regulamentação das profissões, originadas de esforços das entidades de classe em conjunto ao governo.
Dois anos antes, em 1932, o ministro do Trabalho recebeu do Sindicato Nacional de Engenharia o “Anteprojeto de lei regulamentando o exercício da profissão de engenheiro, arquiteto e agrimensor”. O documento, publicado com poucas modificações no Diário Oficial de 14 de abril daquele ano, resultou da participação de outras entidades de classe, entre as quais estavam o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e de Pernambuco; o Instituto de Engenharia de São Paulo; a Sociedade Mineira de Engenheiros; a Associação de Engenheiros Civis da Bahia; o então Instituto Central dos Arquitetos e o Instituto Mineiro de Arquitetura.
As discussões sobre a forma da nova lei prosseguiram nos anos seguintes por meio de comissões integradas por profissionais renomados, como o diretor geral do Departamento Nacional do Povoamento do Ministério do Trabalho, engenheiro Dulphe Pinheiro Machado; Adolfo Morales de los Rios Filho, do Instituto Central dos Arquitetos; Augusto Varella Cursino, da Associação dos Construtores Civis; e Cezar do Rego Monteiro Filho, do Sindicato Nacional dos Engenheiros. A partir desse período histórico, além dos cursos superiores serem exigidos para o exercício profissional, as profissões técnicas são também reconhecidas pelo Ministério da Educação e Saúde Pública.
Graças à conjugação de esforços entre o governo e o espírito associativo das entidades de classe, o resultado veio em 11 de dezembro de 1933, com o decreto nº 23.569 que regulamentava o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e agrimensor e dispunha sobre a fiscalização dos serviços desenvolvidos por engenheiros, arquitetos e agrimensores, a cargo do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA e dos Conselhos Regionais – CREAS, criados por esse mesmo decreto.
Mais de nove décadas depois, o objetivo do CREA-RJ permanece o mesmo, focando na excelência da atuação na Engenharia, Agronomia e Geociências, sempre buscando ampliar o seu papel de instituição responsável pela fiscalização do exercício profissional em defesa da sociedade. É indispensável olhar para o amanhã e continuar projetando um futuro de planejamento, desenvolvimento e inovação, mas também é necessário valorizar o legado construído durante a existência quase centenária do Conselho.
O CREA-RJ também preza por valores fundamentais para seguir construindo essa caminhada de sucesso, como a gestão de relacionamento, a orientação, a ética e o desenvolvimento sustentável. O vasto conjunto de conhecimento e aplicação dessas ideias transforma e amplia as fronteiras das possibilidades, superando obstáculos e antecipando desafios.
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