Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia

Com o objetivo de trazer uma reflexão sobre a importância da conscientização e ação global para a preservação dos recursos naturais do planeta, no dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 5 de junho de 1972, na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, na cidade de Estocolmo, capital da Suécia. 

A partir da realização da Conferência em Estocolmo, foi iniciado um maior incentivo aos governos, instituições e a população em geral para a reflexão e a tomada de atitudes diante de temas urgentes, como a degradação do solo, poluição, mudanças climáticas, perda de biodiversidade e uso insustentável dos recursos naturais. Além disso, também foram  estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. 

O papel da Ecologia nesse contexto é fundamental para entender a relação entre os seres vivos e o espaço em que habitam. Sua compreensão indica as melhores condutas a se tomar para a preservação de ecossistemas, comunidades e espécies. Com a crescente preocupação relacionada a problemas ambientais, a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente oferece a oportunidade de ampliar as bases para opiniões esclarecidas e condutas responsáveis por parte de indivíduos, empresas e comunidades em relação à preservação e valorização do ambiente. 

Dados impactantes

Entre 2015 e 2025, a Organização Meteorológica Mundial – OMM, agência da ONU, confirmou que o período foi a década mais quente já registrada no planeta. No último ano do recorte, a temperatura média global ficou cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais. O aquecimento global, além do derretimento das geleiras, também afeta diretamente os oceanos. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC, apontam que eles absorvem cerca de 90% do excesso de calor retido na Terra pelas mudanças climáticas. 

O calor extremo é causado principalmente pelas altas concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O), que são responsáveis pela intensificação do efeito estufa e, por consequência, o desequilíbrio climático do planeta. A OMM também indicou que o CO₂, o principal gás de efeito estufa, foi responsável por cerca de 64% do aquecimento global no ano de 2024. Isso impacta também a fauna marinha, por meio da acidificação dos oceanos, onde o gás reage com a água do mar reduzindo o potencial hidrogeniônico – pH do líquido, o que acaba prejudicando desde a base da cadeia alimentar até o comportamento de peixes. 

No Brasil, um fator que vem sendo determinante para o desequilíbrio climático é o aumento significativo de áreas desmatadas. Em 2025, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, o país registrou o quinto ano com maior área queimada em quilômetros quadrados entre janeiro e agosto desde 2003, quando se iniciou o monitoramento da instituição. No total, foram 186.502 quilômetros quadrados (km²) atingidos, sendo 64% em áreas de Cerrado. Entretanto, o dado representa queda de cerca de 20% em relação a área atingida em 2024. 

Em relatório divulgado pela ONU no ano de 2025, foi mostrado que  quase metade das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS avança em um ritmo insuficiente para serem cumpridas até 2030, enquanto 18% das metas registraram retrocesso. Entre esses números, estão os tópicos de ação climática e biodiversidade, o que indica uma atenção ainda maior a ser tomada em cima das pautas de sustentabilidade.

Para combater grande parte desses problemas, o uso da ciência e da tecnologia para monitorar, entender e preservar o meio ambiente vem sendo utilizado de forma crescente por diversas instituições, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e o próprio INPE. A aplicação dessas tecnologias são mais comuns em monitoramento de áreas desmatadas,  previsão de tempo e clima, e pesquisas sobre as causas e consequências das mudanças climáticas do planeta.

Fonte: Gov.br, ONU, USP, IPEDF, Agência Brasil 

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