A Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Nova Friburgo (AEANF) realizou a entrega de exemplares do livro “Nova Friburgo – estruturas de uma história” ao CREA-RJ. A iniciativa foi conduzida pela atual presidente da entidade, Yasmin Juliace, e pelo ex-presidente e idealizador do projeto, atual diretor financeiro da AEANF, Daniel Rubens Cardoso, e marca a consolidação de um trabalho voltado à preservação da memória técnica de Nova Friburgo. O chefe de gabinete, Rodrigo Machado e o ouvidor do CREA-RJ, Lucio Bandeira, receberam os exemplares, acompanhados por Alan Duarte Marqui, conselheiro do CREA-RJ e representante da AEANF no Conselho.

A iniciativa para a realização do projeto partiu da AEANF com o objetivo de organizar e sistematizar a memória do município, tendo como eixo a atuação das Engenharias, da Arquitetura, da Agronomia e das Geociências. O desenvolvimento da obra foi estruturado a partir de um método que integrou levantamento documental, análise de fontes institucionais e realização de entrevistas com profissionais de diferentes gerações. Esse conjunto permitiu não apenas reconstruir marcos históricos, mas compreender os processos decisórios que orientaram a ocupação do território, a implantação de infraestruturas e a consolidação de práticas técnicas ao longo de dois séculos.
De acordo com a atual presidente da associação, Yasmin Juliace, o livro foi inicialmente pensado como uma celebração pelo cinquentenário da associação, que foi fundada em 1969. “Realizado em parceria com a Fundação Dom João VI de Nova Friburgo, o livro foi finalmente lançado em 2025. Capitaneado pelo Daniel Cardoso, que idealizou o projeto, a publicação está à altura das pessoas que passaram pela associação e de Nova Friburgo”, afirma.
Daniel Cardoso ressalta a importância do Chamamento Público do CREA-RJ para a realização da obra. “Facilitou muito as nossas pesquisas. Demoramos quase seis meses fazendo o levantamento de itens especiais, como plantas inéditas que nunca foram divulgadas, que estão no arquivo da Fundação Dom João VI”, comemora.

A narrativa está organizada em três momentos complementares: o primeiro aborda a formação da cidade e seus principais agentes técnicos; o segundo trata do período de industrialização, da expansão das infraestruturas e do fortalecimento institucional da Engenharia; e o terceiro apresenta uma leitura técnica da tragédia climática de 2011, analisando o território a partir de sua resposta a eventos extremos e contribuindo para o debate sobre risco, planejamento e responsabilidade técnica.