Dia Internacional da Mulher

Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 8 de março de 1975, o Dia Internacional da Mulher simboliza a histórica luta feminina não apenas por direitos e condições igualitárias em relação aos homens, mas também contra o machismo e qualquer tipo de violência sofrida.

Mesmo com avanços significativos na valorização feminina em diversas áreas da sociedade nas últimas décadas, a mulher ainda enfrenta, por exemplo, desafios como a desigualdade salarial e a dupla ou tripla jornada, acumulando tarefas domésticas e cuidados a mais. Segundo levantamento realizado em 2025 pelo Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as mulheres recebem 21,2% menos do que homens na comparação entre os empregados pelo setor privado do país.

A mesma pesquisa indicou também que a desigualdade salarial tem piorado desde o segundo semestre de 2024. No primeiro relatório, publicado em março do mesmo ano, a diferença era de 19,4%. Já no segundo, em setembro, o número subiu para 20,7%. Os dados reforçam a importância da flexibilidade na jornada de trabalho e o combate a preconceitos no recrutamento.

História da data

A ideia de um dia para representar a luta feminina foi dada durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, que ocorreu na cidade de Copenhague, na Dinamarca, em 1910. A proposta veio de Clara Zetkin, membro do Partido Comunista Alemão e ativista na luta pela causa operária feminina, visando possibilitar que o movimento do qual fazia parte pudesse dar maior atenção à causa das mulheres trabalhadoras.

Em 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica de roupas Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, levou centenas de pessoas à morte, com um número estimado entre 130 a 150 trabalhadores, onde as mulheres eram a grande maioria. A tragédia foi um marco histórico para o mês de março, e fator que acabou contribuindo futuramente na escolha da data que representaria toda a causa social feminina 

Vários protestos e greves já estavam ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX. No mesmo ano o Partido Socialista da América declarou o primeiro Dia Nacional das Mulheres, celebrando a data pela primeira vez na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. O movimento feminista e as demais associações de mulheres capitalizaram essas manifestações, com o objetivo de enquadrá-las na agenda revolucionária. 

O fortalecimento da mobilização feminina ganhou novo capítulo em 1917, quando trabalhadoras russas organizaram, em 8 de março, uma greve histórica contra a fome, os impactos da Primeira Guerra Mundial e o regime czarista. O movimento, conhecido como “Marcha das Mulheres de Petrogrado”, marcou o início da Revolução Russa de 1917. Posteriormente, o governo soviético oficializou a data como feriado nacional em homenagem às mulheres.

O Dia Internacional da Mulher teve sua oficialização apenas em 1975, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Programa Mulher 

Em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o Programa Mulher do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA foi oficializado em 2021, e visa a promover a equidade de gênero, valorizar a presença feminina e incentivar o protagonismo das mulheres na Engenharia, Agronomia e Geociências. 

O Programa foca no ODS n°5, que busca à equidade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas, e o n°10, que aborda a luta contra as desigualdades nos mais variados contextos sociais.

Além disso, o Programa Mulher CREA-RJ promove capacitações, debates, campanhas contra a violência e reconhecimento de trajetórias de sucesso. Em 2026, o concurso “Mulheres que Inspiram” foca em reconhecer e divulgar histórias reais de mulheres que atuam ou contribuíram significativamente para as áreas relacionadas ao Conselho, reafirmando o compromisso com a visibilidade e valorização da presença feminina não só no âmbito profissional, mas também na sociedade em geral.

Fonte: Brasil Escola, G1, Gov BR

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