Palestra apresenta curiosidades sobre a construção da ponte Rio-Niterói no Conabenc Rio

A palestra magna “Ponte Rio-Niterói após 50 anos”, de autoria do  diretor-superintendente da Ecovias Ponte, Júlio César Amorim, e do consultor da Ecovias Ponte, Carlos Henrique Siqueira, reuniu diversas curiosidades sobre a obra no Conabenc Rio, 1º Congresso Estadual da Abenc-RJ, que aconteceu no dia 25 de novembro de 2025, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no Centro do Rio.

“Trabalhei na construção da ponte em 1972 e estou lá até hoje. Tenho 77 anos de idade e atuo na ponte Rio-Niterói há 53. Não resta a menor dúvida de que a Ponte Rio-Niterói é o maior símbolo da Engenharia brasileira. Passados 50 anos, a ponte continua  magistral, tudo nela é magnânimo. É uma obra icônica que representa o Brasil além-mar”, afirmou o palestrante Carlos Henrique Siqueira, engenheiro que participou da construção da ponte.

De forma simpática e com a segurança de quem viveu de perto todas as etapas da obra, Carlos foi contando diversas curiosidades sobre a construção da ponte. 

Confira: 

  • Maior ponte do hemisfério Sul, com 14 km de extensão.
  • Recorde mundial em viga reta contínua em liga metálica de 300 metros.
  • Quando a ponte foi inaugurada em 4 de março de 1974, ela era a terceira maior do mundo. Com o passar do tempo, os chineses construíram várias pontes que suplantaram. Hoje somos a 23ª do mundo. 
  • 200 engenheiros trabalharam na obra.
  • A Aeronáutica exigiu que a ponte não passasse de 72 metros por conta da proximidade dos dois aeroportos. 
  • A Marinha impôs uma altura mínima de 60 metros para a passagem de navios. 
  • Em 1974, a ponte custou 400 milhões de dólares. Se fosse projetada hoje, a ponte custaria 8 bilhões de dólares. 
  • 22 milhões de dólares foram empréstimos do governo da Inglaterra. A contrapartida era que o vão central deveria ser feito em aço inglês e assim foi feito, mesmo o projeto tendo sido elaborado com aço americano. O projeto foi todo alterado.
  • A ponte foi projetada pela empresa brasileira Noronha e pela americana Howard, Needles, Tammen and Bergendorf (HNTB). 
  • Antes da ponte, tinham duas alternativas para chegar do Rio a Niterói e vice-versa: o ferry boat, que tinha filas enormes que duravam cerca de 1h30; a outra opção era contornar a Baía de Guanabara, que dava 150 km e também demorava 1h30. 
  • A travessia pela ponte, em condições normais de tráfego, leva 13 minutos. 
  • A Rainha Elizabeth deu início simbólico à construção da ponte em 4 de novembro de 1968 ao lado do ministro Mário Andreazza.
  • No dia 9 de janeiro de 1969  teve início efetivo a construção. 
  • A obra ficou parada por 6 meses por problemas financeiros do consórcio anterior. Entrou o consórcio que ficou em segundo lugar na licitação e assim a obra andou. 
  • Este projeto icônico  foi feito pelo Ernani Dias, hoje com 89 anos, ainda na ativa. Ele criou um programa de computador para cálculo de pontes, o restante dos cálculos foram todos feitos à mão. 
  • Em fevereiro de 1974, foi feito um teste de carga. Foi no sábado, domingo e segunda de carnaval com 18 caminhões, cada um com 21 toneladas.  A maior prova de carga estática de uma obra na América do Sul.
  • lª obra no Brasil a se preocupar com durabilidade (durabilidade é a resposta que a estrutura dá aos agentes que o agridem)
  • A fábrica de Cimento Paraíso desenvolveu um cimento especial para proteger a armadura e o concreto contra os cloretos e sulfatos da água da Baía de Guanabara, que poderiam corroer a estrutura.

Para assistir à palestra completa acesse o vídeo em nosso canal no YouTube.

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