
Responsáveis por planejar e implementar sistemas de criação de vida marinha, monitorando a qualidade da água e definindo métodos de captura sustentável, os(as) engenheiros(as) de pesca são de suma importância para a conservação de espécies com risco de extinção e no desenvolvimento da atividade no setor.
Comemorado em 14 de dezembro, o Dia do(a) Engenheiro(a) de Pesca teve a data escolhida para coincidir com a colação de grau da primeira turma de engenheiros de pesca do país, realizada em 1974, no estado de Pernambuco.
A profissão foi normatizada pela Resolução Nº 279, de 29 de junho de 1983, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), e estabelecida na categoria da Agronomia, previsto no Art. 6º da Resolução nº 232/1975, também do Confea. Em relação ao curso de Engenharia de Pesca, o Ministério da Educação – MEC o regulamentou em 2 de fevereiro de 2006, por meio da Resolução CNE/CES nº 5, que detalhou todo o processo de graduação.
Como ingressar na carreira?
O curso de Engenharia de Pesca possui duração média de cinco anos, com uma carga horária que varia entre 3.600 e 4.000 horas, conforme as diretrizes do MEC. Durante todo o período de estudos, as aulas abordam temas voltados para ciências exatas e biológicas, além de disciplinas mais específicas da área.
A capacitação dos alunos possibilita que eles estejam preparados para atuarem principalmente em técnicas de cultivo e nutrição dos seres aquáticos, análise química voltada para o controle da qualidade da água e a instalação e manutenção de equipamentos. É importante também os estudantes se manterem atualizados regularmente, em especial sobre as normas ambientais, avanços tecnológicos e políticas públicas voltadas ao setor pesqueiro.
Especialização
A pós-graduação é voltada para preparar o profissional para áreas específicas dentro da Engenharia de Pesca, oferecendo oportunidades amplas e variadas. Unindo inovações tecnológicas aplicadas e entendimento de mercado, a profissão conta com áreas incluídas como:
Aquicultura: é a área desempenhada no gerenciamento em cativeiro de espécies aquáticas,como peixes, camarões, ostras, moluscos, plantas marinhas e outros seres vivos, até mesmo os que vivem parcialmente em ambientes hídricos. Por meio de equipamentos especiais, a prática tem como objetivo conservar recursos naturais e produzir de forma sustentável.
Tecnologia do Pescado: toda a qualidade, desde a conservação até a embalagem final do pescado, é garantida por esses profissionais. Por meio de tecnologias que são aplicadas ao desenvolvimento, o profissional prolonga a vida útil
Gestão ambiental: é fundamental na manutenção e recuperação de ambientes aquáticos e degradados, onde o profissional também atua no manejo sustentável de recursos hídricos.
Engenharia naval aplicada: trabalha no desenvolvimento de projetos e adaptação de embarcações e equipamentos voltadas para as atividades que envolvem toda a área pesqueira.
Fonte: Gov.br, Guia da Carreira