
No dia 5 de dezembro é celebrado o Dia Mundial do Solo. Implementada em 2013 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), com recomendação da União Internacional de Ciências do Solo e apoio da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a data nasceu visando a conscientizar a importância dos solos saudáveis, bem como sua gestão de forma sustentável.
Além do 5 de dezembro, ainda existem outras duas datas para celebrar o solo: 15 de abril (Dia Nacional da Conservação do Solo) e 22 de abril (Dia Internacional da Mãe Terra).
Um solo em bom estado é responsável pela manutenção da biodiversidade, atuando como um regulador ambiental na filtragem e armazenamento de água, decomposição de resíduos e reciclagem de nutrientes, habitat para seres vivos e contenção de grande quantidade de carbono. Atividades humanas essenciais também dependem de sua eficiência, tanto para práticas de cultivação quanto para atividades profissionais e culturais.
No Brasil, a qualidade do solo vem sendo comprometida por diversos fatores, sejam eles naturais ou atrelados à infraestrutura. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), 140 milhões de hectares de terras se encontram degradadas, o que corresponde a 16,5% do território nacional. Em escala global, 33% do solo sofre degradação de moderada à alta, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
O estudo de novas tecnologias que potencializam o tratamento e a manutenção do solo tem avançado através de pesquisas recentes, fundamentais para diagnosticarem a saúde de terrenos e prever problemas antes que se tornem visíveis. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, por exemplo, desenvolveu um laser chamado LIBS (Espectroscopia de Emissão Óptica com Plasma Induzido por Laser), que permite analisar a composição elementar do solo sem a utilização de elementos químicos. O manuseio de drones, satélites e inteligências artificiais também já é uma realidade na agricultura de precisão, otimizando recursos e amplificando a eficiência do monitoramento.
O solo, de maneira mais ampla, é uma das bases primordiais do planeta. Sua valorização é, como um todo, parte de um dever da sociedade em prol da manutenção dos recursos naturais e do funcionamento adequado de suas propriedades, evitando danos a médio e longo prazo.
Fonte: Embrapa.br