Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro é debatida em evento realizado na sede do CREA-RJ

Da esquerda para direita: Rafael Barbosa Campos: Lourival Arruda; MIguel Fernández e Victoria Valli Braile

No dia 24 de outubro, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Química – CEEQ, promoveu o evento “Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro”. O encontro aconteceu das 15h30 às 18h, na sede do Conselho, no Centro do Rio, e reuniu profissionais, estudantes, pesquisadores, técnicos, representantes da sociedade civil, ONGs, e empresas relacionadas às áreas ambientais, civis e químicas no debate de aspectos importantes que envolvem o tratamento do ar no estado.

O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, iniciou o evento ao lado do coordenador da CEEQ, engenheiro químico e de segurança do trabalho Lourival Arruda Júnior; da especialista em sustentabilidade, ESG e economia circular, Victoria Valli Braile; e do especialista em desenvolvimento de tecnologia nuclear do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil – PROSUB, engenheiro químico Rafael Barbosa Campos.

Na mesa de abertura, Fernández destacou pontos fundamentais sobre o tema.

“O tema em questão envolve várias diretrizes, tem um impacto direto na discussão dos insumos que hoje organizam a matriz energética e uma ligação direta com a pegada de carbono. Mas meu ponto principal está atrelado à questão da saúde pública. Acho que é um tema que a gente não percebe de forma tão rápida e direta, mas impacta profundamente todos nós, todos os dias e em cada respiração. Então, que a gente possa ter estratégias de melhoria, porque também impacta o tipo de combustível que estamos usando e o estilo de vida que a gente adota.”

Homenageada pelo pioneirismo e contribuição na área de defesa ao meio ambiente, Victoria Valli Braile compartilhou algumas experiências de sua trajetória profissional. 

“É uma satisfação ser pioneira na gestão ambiental no Brasil. Meu maior legado é ter deixado uma equipe hoje bem formada que continuou o meu trabalho com muita eficiência. Quando nós começamos com poucos recursos, nós conseguimos a doação da Organização Pan-Americana da Saúde de uma estação automática completa e com bastante precisão. Mas não podíamos ficar só com uma estação e fazíamos um monitoramento bem simples e barato, com a técnica do jarro de deposição de poeira.”, lembra.

Após o fim da mesa de abertura, o especialista em desenvolvimento de tecnologia nuclear do PROSUB, Rafael Barbosa Campos, apresentou a palestra “Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro: Diagnóstico atual e perspectivas a partir da Engenharia”. O engenheiro químico listou as principais causas que causam a poluição no estado.

“Nós, no Rio de Janeiro, temos uma poluição atmosférica devida à urbanização acelerada, principalmente nas últimas décadas, com pouca ordenação. A gente também tem as características topográficas do Rio de Janeiro que são muito peculiares, ele é um estado que tem uma geografia muito acidentada e gera bolsões, então, tem algumas regiões que possuem cidades inteiras dentro de um vale, que enfrentam condições muito adversas para a dispersão da poluição.”

Ao final da palestra, foi aberto o espaço para que Rafael Barbosa Campos, Victoria Valli Braile e Lourival Arruda Júnior respondessem as perguntas do público.

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