Parabéns ao município de São Fidélis, por seus 175 anos!

Pertencente à capitania de São Tomé (1534), as primeiras notícias sobre o início da colonização do atual município de São Fidélis datam da segunda metade do século XVIII. Habitadas por índios coroados e puris, suas terras começaram a ser desbravadas em 1780. 

Para promover a interação dessas tribos indígenas, o vice-rei dom Luiz de Vasconcelos ordenou a instalação da primeira aldeia das redondezas, incumbindo os frades capuchinhos de fazê-lo, cabendo aos freis Ângelo Maria de Luca e Vitório Cambiasca a missão evangelizadora. Os nativos começaram a erguer suas habitações em torno da recém-construída capela de São Fidélis de Sigmaringa, iniciando-se uma povoação que seria o núcleo da atual cidade. Para substituir a capela, construiu-se a matriz de São Fidélis, inaugurada em 1808. 

A economia da região desenvolvia-se baseada na agricultura, realizada em fazendas por colonos brancos ou em roças por indígenas orientados pelos religiosos. Também era explorada a madeira de lei. Em 1812, foi estabelecido o curato no núcleo urbano, que passou a freguesia em 1840, alcançando a emancipação pelo Decreto nº 503, de 19 de abril de 1850. 

O novo município foi constituído de terras desmembradas de Campos dos Goytacazes e instalado em 5 de março de 1855. A vila de São Fidélis de Sigmaringa atingiu o seu maior desenvolvimento no período de 1864 a 1870, quando recebeu foros de cidade. Era o mais importante município da região por possuir grande comércio, um porto fluvial, hospedarias, armazéns e representações de firmas comerciais do Rio de Janeiro, denominadas casas comissárias, que financiavam e compravam a produção regional. 

A estrada de ferro Santo Antônio de Pádua tinha o seu ponto final em Ipuca, localidade em frente à sede municipal, na outra margem do rio Paraíba do Sul. Os passageiros chegavam a São Fidélis vindos desde Paraoquena, na divisa com Minas Gerais, passando por Pádua, Funil e Três Irmãos. Seguiam, então, em vapores que faziam o transporte de passageiros e cargas até Campos e São João da Barra. 

O progresso era tão intenso que, nas freguesias fidelenses de Santo Antônio de Pádua, São José de Leonissa da Aldeia da Pedra (atual Itaocara) e São Bom Jesus do Monte Verde (hoje Cambuci), vários movimentos se intensificaram objetivando a emancipação de São Fidélis, o que ocorreu, respectivamente, em 1882, 1890 e 1891. Seu território abrangia, ainda, os atuais municípios de Aperibé, São José de Ubá, Miracema e Laje do Muriaé, desmembrados mais recentemente. A base da economia de São Fidélis é a agricultura, destacando-se a lavoura da cana-de-açúcar e a pecuária.

O Crea-RJ parabeniza São Fidélis por seus 175 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! 

Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

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