
No dia 13 de maio é celebrado no Brasil o Dia do Automóvel e da Estrada de Rodagem. A data foi instituída pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto n° 24.224, em 11 de maio de 1934. Também é uma homenagem à primeira autoestrada do país: a rodovia Rio-Petrópolis, que conectava a Capital da República no Rio de Janeiro à cidade serrana. Atualmente faz parte da BR-040 e se chama Rodovia Washington Luís, inaugurada em 13 de maio de 1926.
Os automóveis impactaram a forma de deslocamento, principalmente nas grandes cidades, acelerando a locomoção e encurtando distâncias, tornando-se mais ampla e acessível ao longo dos anos. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis em meios aos desafios de mobilidade urbana se faz cada vez mais necessária. Biocombustíveis, como a cana de açúcar e o milho, são o destaque na transição energética da economia, além dos carros elétricos, que deixaram de ser uma utopia. Assim, o carro passa a ser visto como parte de um ecossistema de mobilidade conectado, não sendo uma oposição ao transporte público, por exemplo.
Em relação à indústria automotiva brasileira, entre as 18 atividades que apresentaram alta na produção, veículos automotores, reboques e carrocerias (12,0%) exerceram o principal impacto em julho de 2024, aumentando o ritmo de crescimento quando comparado ao desempenho obtido em junho (4,8%), segundo dados da Industrial Mensal (PIM – Brasil).
História do setor automotivo
O primeiro carro a rodar em solo brasileiro foi um Peugeot, que chegou ao país importado da Europa em 1891 a pedido de Alberto Santos Dumont, o pai da aviação. O modelo era um Typ 3 que se aproximava mais de uma carruagem motorizada do que um carro como é conhecido na atualidade. O automóvel tinha uma alavanca no lugar do volante e os dois bancos ficavam posicionados de frente um para o outro.
A Ford inaugurou a primeira fábrica de automóveis no Brasil em maio de 1919. No centro de São Paulo, na Rua Florêncio de Abreu, a planta produzia o Modelo T, também chamado de Ford Bigode, com o uso de peças importadas. Mas apenas em 15 de novembro de 1956 que se teve um carro totalmente fabricado no Brasil, o DKW-Vemag Vemaguet. Com rodas pequenas e a porta única que se abre para a frente, ele era fabricado no interior de São Paulo e sua produção durou de 1956 a 1961.
Em 1953 entrou em vigor a proibição de importar carros inteiros, visando estimular a indústria nacional. A medida deu certo e muitas empresas instalaram fábricas no país, o que deu origem a modelos como o Romi-Isetta e o DKW. Contudo, a importação de veículos voltou a ficar suspensa em 1976, durando até junho de 1990. E o primeiro automóvel importado a desembarcar em solo brasileiro na década de 1990 foi um BMW 520i, que chegou ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 15 de junho de 1990.
A primeira edição do Salão do Automóvel de São Paulo foi realizada em 1960, no Parque do Ibirapuera. O evento contou com a participação de 11 fabricantes e reuniu 400 mil visitantes. Entre as atrações na época estavam o lendário VW Fusca, o Simca Chambord, o Aero Wyllis e o Romi-Isetta. O salão passou a ser bienal em 1962 e só foi transferido para o Anhembi em 1970.
O Gurgel Itaipu E400 é o primeiro carro elétrico brasileiro, desenvolvido pela Gurgel e apresentado em 1981. Silencioso, com um design que podia ser considerado futurista para a época e autonomia de 80 km, o modelo tinha muito potencial. O nome do modelo é uma referência à sua capacidade de carga: 400 kg. Porém, o custo elevado da bateria tornou o projeto inviável e sua produção se encerrou em 1982 com somente 76 unidades fabricadas.
Já o precursor do etanol foi o Fiat 147. O projeto nasceu devido à crise do petróleo enfrentada anos antes, dando origem em 1979 ao compacto com motor 1.3 que consumia álcool hidratado. A partir desse desenvolvimento tivemos o primeiro modelo flex do país, o VW Gol em 2003, e o primeiro híbrido flex, o Corolla, em 2019. Atualmente as marcas flex representam cerca de 81% das vendas de automóveis no país em 2022.
Os veículos utilitários esportivos, conhecidos como SUV (Sport Utility Vehicle), combinando características de passeio e off-road, teve sua estreia no Brasil com o Rural Willys, modelo baseado no Willys Jeep Station Wagon norte-americano. A produção no país, mais especificamente na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), começou em 1958, sob licença da Willys Overland. Mas na década de 1970, a Ford passou a produzir a Rural após a aquisição da Willys anos antes. E quem iniciou o segmento de SUVs compactos por aqui foi o Ford EcoSport, em 2003, mas depois abriu espaço para uma grande leva de concorrentes.
Fonte: Revista Carro