Dia Mundial da Segurança dos Alimentos

No dia 7 de junho, é celebrado o Dia Mundial dos Alimentos. A data foi criada por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2018, e tem como objetivo ajudar a prevenir, detectar e gerenciar riscos transmitidos por alimentos, contribuindo para a saúde, a manutenção dos direitos humanos, a prosperidade econômica, a agricultura, o turismo e o desenvolvimento sustentável. O tema deste ano é “Segurança Alimentar: a Ciência em Ação”, destacando o papel do conhecimento científico na redução de doenças, diminuição de custos e na proteção da vida humana. 

No contexto atual, a cadeia de suprimento de alimentos se tornou mais intrincada e qualquer incidente adverso à segurança de alimentos pode ter impactos negativos em níveis globais, com implicações na saúde pública, no comércio e, consequentemente, na economia. A ingestão de alimentos contaminados por bactérias, parasitas, poluentes químicos e biotoxinas podem desencadear um amplo grupo de doenças, que vão desde a diarreia até o câncer e, em alguns casos, pode ocasionar o óbito de indivíduos ou grupos, como por exemplo populações afetadas por conflitos. 

A ocorrência de doenças transmitidas por alimentos (DTA) está relacionada com diversos fatores, como condições de saneamento, qualidade da água para consumo humano impróprios, práticas inadequadas de higiene pessoal e o próprio consumo direto de alimentos já contaminados. Ao ingerir esses alimentos, alguns sintomas que podem surgir são: náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia, falta de apetite e febre. 

No Brasil, a maioria das doenças transmitidas por alimentos são causadas por bactérias (principalmente por Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus). No entanto, há também surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTA) causados por vírus (rotavírus e norovírus) e, em menor proporção, por substâncias químicas. 

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) “a segurança alimentar é uma responsabilidade compartilhada e todos têm um papel a desempenhar, incluindo governos, indústria, produtores, operadores comerciais e consumidores” e todos os anos uma média de 420 mil pessoas morrem por comer alimentos contaminados, sendo que crianças menores de cinco anos são as mais afetadas (125 mil por ano). Logo, essas infecções têm um impacto muito maior em bebês, grávidas, doentes e idosos. Para estas populações, as consequências são geralmente mais graves e podem ser fatais.

A crise global causada pela pandemia de Covid-19 destacou a importância do tema. Também realçou a necessidade de adaptar sistemas de segurança que respondam a interrupções nas cadeias de suprimentos e garantam acesso contínuo a alimentos seguros. A globalização da produção e comércio de alimentos também complica a investigação de surtos de doenças e a retirada de produtos em caso de emergência. A contaminação tem efeitos além da saúde pública, prejudicando exportações, turismo, meios de subsistência e desenvolvimento econômico, tanto nos países desenvolvidos quanto nos Estados-membros em desenvolvimento.

A alimentação segura contempla 4 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo eles:

  • 2- Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável;
  • 3- Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;
  • 6- Água potável e saneamento: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos;
  • 12- Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.
Orientações para uma alimentação mais saudável e segura: 
  • Lave as mãos regularmente: antes, durante e após a preparação dos alimentos, ao manusear objetos sujos, depois de tocar em animais,depois de ir ao banheiro ou após a troca de fraldas, por exemplo, e antes da amamentação;
  • Selecione alimentos frescos com boa aparência e, antes do consumo, os mesmos devem ser lavados e desinfetados. Também lave e desinfete todas as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos; 
  • Ovos devem ser lavados em água potável, um por vez, imediatamente antes do uso (nunca lavar os ovos antes de estocar);
  • Assegure-se de que os alimentos cozidos estejam mantidos sob a temperatura adequada antes do consumo (refrigerados ou aquecidos) e alimentos perecíveis só podem permanecer em temperatura ambiente pelo tempo mínimo necessário para sua preparação;
  • Reaqueça bem os alimentos que tenham sido congelados ou refrigerados antes de consumi-los;
  • Compre alimentos seguros, verificando prazo de validade, acondicionamento e suas condições físicas (aparência, consistência e odor). Não compre alimentos sem etiqueta que identifique o produtor;
  • Pescados e mariscos de certas espécies, e em alguns países em particular, podem estar contaminados com toxinas que permanecem ativas, mesmo após serem cozidos. Solicite orientação aos moradores e produtores locais;
  • Sorvetes e picolés de procedência duvidosa são de risco. Evite-os;
  • Evite o consumo de alimentos crus, mal cozidos/assados (carnes e derivados), principalmente os ovos;
  • Quando estiver em dúvida quanto à potabilidade da água de beber, recomenda-se fervê-la ou tratá-la com solução de hipoclorito de sódio a 2,5 %. Coloque 2 gotas em 1 litro de água e aguarde por 30 minutos antes de consumir. Cuidado para não utilizar soluções comerciais com hipoclorito de sódio a 2,5% que também tenham alvejantes na composição. 

Fontes: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS); Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) e Organizações das Nações Unidas. 

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