
No dia 3 de agosto, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) Militar e do Quadro de Engenheiros Militares. O Quadro de Engenheiros Militares é constituído por oficiais de carreira formados pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), uma instituição de ensino superior da área de Engenharia do Exército Brasileiro, localizada na cidade do Rio de Janeiro.
A principal função do(a) engenheiro(a) militar é apoiar as Forças Armadas no desenvolvimento de novos equipamentos militares, desde o armamento até produtos de alta tecnologia, como aeronaves e satélites. Eles fazem a avaliação de materiais bélicos produzidos pela indústria nacional, fazem o levantamento de dados digitais para informações cartográficas e a execução de projetos e Programas Estratégicos do Exército, como o desenvolvimento da viatura blindada média de transporte de pessoal Guarani.
Esses profissionais também realizam trabalhos técnicos de Engenharia não combatente, em diversos órgãos e instituições, como no Centro de Desenvolvimento de Sistemas, onde concebem e desenvolvem softwares corporativos, como estruturas de dados de sistemas de interesse do Exército, além de gerenciar a propriedade intelectual e promover a cultura da inovação tecnológica para a Agência de Gestão e Inovação Tecnológica entre outros.
No Brasil, a primeira escola de Engenharia foi a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, instalada no Rio de Janeiro, em 1792, que foi sucedida pela Real Academia Militar, em 1810. Foi uma exceção do governo português, já que era proibida a abertura de Universidades nas Colônias. Mesmo tendo origem militar, a Academia se dedicava ao estudo de ciências e às mais diversas engenharias. Foi apenas em 25 de abril de 1874 que ela foi transformada, por um decreto imperial, na Escola Polytechnica do Rio de Janeiro (então, grafada com “y” e “h”), passando a oferecer formação à sociedade civil.
O Quadro faz alusão ao Coronel Ricardo Franco de Almeida Serra, patrono da Engenharia Militar no Brasil, um dos expoentes do desbravamento e da defesa do território brasileiro nas regiões Norte e Centro-Oeste, que usou suas habilidades como engenheiro, cartógrafo, geógrafo e outros conhecimentos, para fazer o mapeamento dessas regiões, assim como obras de grande importância para o país.
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