CREA-RJ realiza palestras técnicas em celebração ao Dia do Engenheiro Florestal na Sede do Conselho

Com o objetivo de celebrar o Dia do Engenheiro Florestal, promovendo o debate sobre os desafios e tendências da profissão, no dia 16 de julho de 2026, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Florestal — CEEF-RJ, e com apoio da Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro — APEFERJ, realizou o evento “Celebração do Dia do Engenheiro Florestal”. O encontro aconteceu na Sede do Conselho, no Centro do Rio, e reuniu empresas, entidades de classe, e membros da sociedade que atuam na área. A programação incluiu palestras que fortalecem o networking entre profissionais e estudantes.  A mesa de abertura foi formada pelo 1º vice-presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; a coordenadora da CEEF, engenheira florestal Denise Baptista Alves; o ex-ministro do meio ambiente, engenheiro florestal José Carlos Carvalho; e a presidente da APEFERJ, engenheira florestal Michelle Ribeiro.  O 1º vice-presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro, deu as boas-vindas ao evento. “Gostaria de dizer que todos são muito bem-vindos a essa iniciativa. O CREA-RJ sempre estará de portas abertas para os engenheiros e engenheiras florestais.” A coordenadora da CEEF, engenheira florestal Denise Baptista Alves, falou sobre o trabalho que vem sendo feito de valorização da profissão. “A nossa ideia é expandir a representatividade da Câmara Especializada de Engenharia Florestal no Conselho, por meio de entidades de classe como a SEAERJ e a APEFERJ, por exemplo. O aumento de associados é importante para ocupar locais de liderança.” A presidente da APEFERJ, engenheira florestal Michelle Ribeiro, reforçou a relevância do desempenho dos profissionais da área. “É bom destacar o quão importante é a Engenharia Florestal. Nós sempre ouvimos que essa era uma profissão do futuro, mas o futuro já chegou há muito tempo. A atuação dos engenheiros e engenheiras florestais é indispensável para a nossa própria existência e para a manutenção do planeta Terra como a gente conhece.” Após o fim da mesa de abertura, o ex-ministro do meio ambiente, engenheiro florestal José Carlos Carvalho, apresentou a palestra magna com o tema “A Engenharia Florestal e o Papel Multifuncional das Florestas”, destacando a ampla atuação profissional da área. “Estamos falando de uma profissão que possui múltiplas finalidades, onde se trabalha com restauração florestal, reflorestamento, gestão de unidade de conservação, entre outras funções fundamentais. Os engenheiros e engenheiras florestais vão aplicar seus conhecimentos para que, de maneira integrada e interdisciplinar, o trabalho possa ocorrer adequadamente aos interesses do país.” Na sequência, o gerente de fiscalização do CREA-RJ, engenheiro civil e de segurança do trabalho Cosme Chiniara, ministrou a apresentação “Ações de Fiscalização no Âmbito da Engenharia Florestal e Norma 02 / 2024 – Fiscalização da Atividade de Poda Urbana”, pontuando os desafios enfrentados ao fiscalizar atividades relacionadas à Engenharia Florestal. “A poda é uma atividade difícil de ser acompanhada, pois é realizada normalmente em estradas e rodovias, longe dos centros urbanos ou em locais mais acessíveis para a fiscalização. Para resolver essa questão, fizemos contato com as 92 prefeituras do município, além das concessionárias de rodovias, trens, metrô, e principalmente as de energia elétrica, que na maioria das vezes são as responsáveis pelas podas.” Ao final do evento, além de abrir o espaço para perguntas e debates da plateia, a CEEF realizou o sorteio de uma bolsa integral em comemoração aos dez anos do Curso de Perícia Judicial Ambiental. O ganhador foi o engenheiro florestal Caio Alves.

Painel El Niño 2026-2027 divulga primeiro boletim mensal sobre o fenômeno no Brasil

O Painel El Niño 2026-2027, iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), divulgou seu primeiro boletim mensal, referente a junho de 2026. O documento reúne dados sobre o monitoramento do fenômeno El Niño e seus impactos potenciais sobre o clima, os recursos hídricos, a agricultura e o risco de desastres no território brasileiro. Em 11 de junho de 2026, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) declarou o estabelecimento de condições de El Niño no Pacífico equatorial. Anomalias positivas de temperatura da superfície do mar já vinham sendo registradas desde março de 2026 na região Niño 3.4. Modelos climáticos indicam probabilidade superior a 90% de que o fenômeno permaneça ativo até pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de configuração de um episódio de El Niño muito forte, caracterizado por anomalias de temperatura acima de 2,0°C entre a primavera e o verão de 2026. Segundo o APEC Climate Center, a probabilidade de manutenção do El Niño no trimestre julho-agosto-setembro de 2026 é de 100%, com 99,4% de chance de intensidade forte no período. A NOAA também projeta alta probabilidade de categoria forte, com a mudança de intensidade prevista a partir do trimestre agosto-setembro-outubro. Prognóstico climático Para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026, o boletim indica tendência de chuvas abaixo da média na região centro-norte do Brasil, com destaque para a maior parte do Nordeste e trechos do oeste e do sul da Região Norte. Em contrapartida, a maior parte da Região Sul deve apresentar volume de chuvas acima da média. As temperaturas devem permanecer acima da normal climatológica na maior parte do território nacional, o que amplia o potencial de ocorrência de ondas de calor na faixa central do país e de queimadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Recursos hídricos De acordo com o Monitor de Secas referente a maio de 2026, a Região Sudeste apresentou o quadro mais severo entre as regiões monitoradas, com 2% de sua área em condição de seca grave. A Região Sul registrou o maior percentual de área em situação de seca, com 84%, enquanto o Centro-Oeste apresentou o menor percentual, com 25%. O Nordeste não registrou área em seca grave e teve 38% de seu território livre de seca, o maior índice desde julho de 2024. Os reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançaram, em 25 de junho de 2026, volume equivalente a 77,5% do volume útil total. No Rio Madeira, as Usinas Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio operavam próximas aos níveis máximos operativos, liberando vazões acima dos mínimos outorgados. No Rio Tocantins, os reservatórios de Serra da Mesa e Tucuruí registravam, respectivamente, 60,5% e 92,9% do volume útil, com o período especial da Temporada de Praias vigente entre 10 de junho e 20 de agosto. No Rio Xingu, o Complexo de Belo Monte operava dentro dos limites estabelecidos para 2026. No Rio São Francisco, os reservatórios de Três Marias e Sobradinho apresentavam 96,2% e 87,5% do volume útil, respectivamente. No Nordeste, o Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (SAR) monitorou 377 reservatórios, que somavam, em 26 de junho de 2026, 53% da capacidade total de armazenamento. Impactos potenciais para desastres O Índice Integrado de Seca (IIS-3), calculado pelo CEMADEN com dados de maio de 2026, identificou municípios em transição para o quadro de seca severa, com concentração em Minas Gerais e Goiás. O documento também apresenta dados relativos aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e às Unidades de Conservação. O risco de fogo apresenta concentração em Mato Grosso, Rondônia, Acre, no sul do Amazonas, no sul do Pará e na região do MATOPIBA, com pico esperado no trimestre julho-agosto-setembro de 2026. O boletim também aponta a existência de riscos geo-hidrológicos, com alerta específico para os meses de outubro e novembro. Fonte: Inpe