Parque Nacional da Tijuca celebra 65 anos e reforça legado da Engenharia Ambiental
O Parque Nacional da Tijuca completa 65 anos como unidade de conservação federal, consolidando-se como um dos maiores símbolos da preservação ambiental brasileira e um exemplo histórico da integração entre Engenharia, gestão territorial, recuperação ambiental e patrimônio cultural. Reconhecido por abrigar a maior floresta urbana replantada do mundo, o parque representa um marco na história da conservação da Mata Atlântica e da proteção dos recursos hídricos do Rio de Janeiro. A comemoração do aniversário reúne uma programação especial voltada à educação ambiental, atividades culturais, esportivas e ações de cidadania, reforçando a importância do parque para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento sustentável da cidade. Uma história iniciada antes mesmo dos parques nacionais modernos A trajetória do Parque Nacional da Tijuca começou muito antes de sua criação oficial. Em 1861, preocupado com o desmatamento provocado principalmente pelas plantações de café e seus impactos sobre o abastecimento de água da então capital do Império, Dom Pedro II declarou as florestas da Tijuca e das Paineiras como Florestas Protetoras. A medida deu início ao processo de desapropriação de fazendas e chácaras e ao maior projeto de reflorestamento já realizado no país naquele período. O pioneirismo impressiona até hoje. A iniciativa brasileira antecedeu em mais de uma década a criação do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, considerado o primeiro parque nacional do mundo, inaugurado em 1872. O reflorestamento que mudou a história da cidade A missão de recuperar a floresta foi confiada ao Major Manuel Gomes Archer, responsável por coordenar um trabalho que resultou no plantio de mais de 100 mil árvores, em apenas 13 anos, utilizando principalmente espécies nativas da Mata Atlântica. Na linha de frente desse processo estavam 11 pessoas negras escravizadas: Maria, Eleutério, Constantino, Manoel, Mateus, Leopoldo, Sabino, Macário, Clemente, Antônio e Francisco. Elas demonstraram profundo conhecimento sobre o ecossistema, realizando o preparo do solo, a abertura dos caminhos e o cultivo sustentável das mudas. Em reconhecimento à contribuição decisiva desse grupo para a recuperação da floresta, seus nomes passaram a integrar, em março de 2025, o Livro dos Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro, por meio de lei aprovada pela Assembleia Legislativa fluminense, valorizando uma história que durante décadas permaneceu pouco conhecida. Engenharia, paisagismo e planejamento moldaram a floresta atual Após o trabalho conduzido por Archer, o reflorestamento foi mantido pelo Barão d’Escragnolle, que ampliou o projeto ao incorporar áreas destinadas ao lazer e à contemplação pública. Sob coordenação do paisagista francês Auguste Glaziou, foram implantados recantos, lagos, fontes, caminhos e alamedas que ainda hoje fazem parte da paisagem do parque. Décadas depois, na década de 1940, o empresário e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya liderou um amplo processo de revitalização, incluindo melhorias na infraestrutura, abertura dos tradicionais restaurantes da floresta, consolidação das vias internas e novos projetos paisagísticos assinados por Roberto Burle Marx. Essa evolução evidencia como diferentes áreas da engenharia, da arquitetura paisagística, do planejamento urbano e da gestão ambiental contribuíram para transformar a antiga área degradada em um dos principais patrimônios naturais do país. Área protegida Em 6 de julho de 1961, a maior parte do Maciço da Tijuca foi oficialmente transformada em parque nacional, inicialmente denominado Parque Nacional do Rio de Janeiro, abrangendo cerca de 33 km². Em 8 de fevereiro de 1967, a unidade recebeu definitivamente o nome de Parque Nacional da Tijuca. Já em 2004, um decreto federal ampliou seus limites para aproximadamente 39,5 km², incorporando áreas importantes como o Parque Lage, a Serra dos Pretos Forros e o Morro da Covanca. Além da exuberante biodiversidade, o parque preserva um valioso patrimônio histórico formado por ruínas de antigas fazendas, construções históricas, pontes, monumentos, caminhos e demais elementos que registram mais de quatro séculos de ocupação do Maciço da Tijuca. Patrimônio estratégico para a Engenharia O Parque Nacional da Tijuca representa um exemplo concreto da contribuição da engenharia, das geociências, da agronomia, da arquitetura paisagística e da gestão ambiental na recuperação de ecossistemas, na proteção dos recursos naturais e no planejamento sustentável das cidades. Mais do que um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, o parque demonstra como conhecimento técnico, planejamento de longo prazo e compromisso com a preservação ambiental podem produzir resultados permanentes para a sociedade. Refúgio para centenas de espécies O Parque Nacional da Tijuca abriga uma rica biodiversidade. Segundo dados oficiais, já foram registradas: Entre os animais mais conhecidos estão: preguiças-de-três-dedos; quatis; macacos-prego; tucanos; jacus; gambás; beija-flores; serpentes não peçonhentas e anfíbios típicos da Mata Atlântica. O parque também participa de programas de reintrodução de espécies ameaçadas e de monitoramento permanente da fauna silvestre. Essencial para o Rio de Janeiro Além de preservar remanescentes da Mata Atlântica, o parque exerce funções essenciais para a cidade do Rio de Janeiro: proteção dos recursos hídricos; regulação da temperatura urbana; melhoria da qualidade do ar; controle da erosão; conservação da biodiversidade; incentivo ao turismo sustentável. Sua existência influencia diretamente o microclima do Rio de Janeiro e ajuda a reduzir os impactos das ilhas de calor em uma das maiores metrópoles brasileiras. Reúne ainda importantes pontos turísticos da cidade: Cristo Redentor; Mirante Dona Marta; Vista Chinesa; Cascatinha Taunay; Lago das Fadas; Pico da Tijuca; Pedra Bonita e Pedra da Gávea. Aos 65 anos como parque nacional e com uma história iniciada há mais de 160 anos, o Parque Nacional da Tijuca permanece como referência internacional em conservação da natureza e um legado para as futuras gerações.
CREA-RJ e ABD fortalecem discussões acerca do Design de Interiores em evento na Sede do Conselho

Com o objetivo de trazer informações, gerar debates e valorizar o mercado de interiores, a Associação Brasileira de Designers de Interiores — ABD, com apoio do CREA-RJ e do Progredir, realizou no dia 9 de julho de 2026 o evento “Um Dia com a ABD”. O encontro aconteceu na Sede do Conselho, no Centro do Rio, reunindo profissionais, recém-formados e estudantes de Design de Interiores interessados em descobrir as melhores formas de conviver com fornecedores, parceiros e clientes dentro da ética do profissionalismo. A programação foi dividida em quatro eixos de debates, com temáticas diferentes envolvendo o mercado de interiores. Na parte da manhã, mediado pela diretora da ABD, Ericka Netto Freitas, o Eixo 1 trouxe à mesa a vice-diretora da ABD, Ana Lúcia Nunes; a coordenadora de valorização profissional da ABD, Ana Eliza Roder França; e o advogado Jonathan Schmid, para abordarem os aspectos em torno do Código Profissional. A diretora da ABD, Ericka Netto Freitas, falou sobre o planejamento do evento. “Trouxemos palestras que tratam de temas urgentes para o dia a dia técnico, ético e comercial do Design de Interiores. Para tomar a frente dos debates, reunimos um time de palestrantes com conteúdos que podem agregar a carreira de quem veio assistir.” A coordenadora de valorização profissional da ABD, Ana Eliza Roder França, pontuou algumas atribuições dos designers de interiores. “O profissional do Design de Interiores sabe como é realizar um projeto e toda a técnica demandada no processo. A gente trabalha com conceitos que envolvem ergonomia, acessibilidade, psicologia das cores e iluminação. Todos esses elementos são capazes de mudar a vida de uma pessoa.” O Eixo 2 teve como pauta “Vetores de Mudança”, com todas as palestras ministradas por designers de interiores. Iniciando com a apresentação “Designer de Interiores e economia circular: do descarte à regeneração”, tendo como palestrantes Marcelo Vasconcelos e Gustavo Bittencourt. Em seguida, Cláudia Estefânia Ferrari abordou o novo valor do designer na era da responsabilidade ambiental. A última palestra deste eixo, realizada por Nancy Tardin, informou sobre diversidade e acessibilidade em projetos da profissão. Na parte da tarde, o Eixo 3 focou nos detalhes da atuação profissional do designer de interiores. A professora da Escola de Belas Artes — EBA da UFRJ, Nora Geoffroy, destacou as condutas necessárias para os profissionais. “Assim como as outras áreas, o compromisso e o respeito com a ética são indispensáveis dentro do Design de Interiores. É preciso sempre ter transparência junto ao cliente, entregando o que foi prometido de acordo com o seu nível de formação.” O eixo seguiu com as palestras de Jéssica Pérez, Adriana Canton e Murilo Tavares, com pautas relevantes, como o papel do profissional na sociedade, networking, parcerias e competências essenciais para os próximos anos. O último eixo do evento foi composto pela mesa redonda “Designer de Interiores + Engenheiro + Arquiteto: as diferenças de atuação profissional”. Foram chamados para o debate o gerente de Fiscalização do CREA-RJ, engenheiro civil e de segurança do trabalho Cosme Chiniara; a designer de interiores Ana Malta; e a arquiteta Andréa Neves. Cosme Chiniara reforçou o desempenho profissional em conjunto. “São anos trabalhando em obras, e nesse tempo já atuei ao lado de muitos arquitetos e designers de interiores. É sempre bom contar com a colaboração de todos, deixando claro que essa integração é fundamental para as nossas profissões.” Durante a mesa redonda, foi aberto o espaço para perguntas da plateia e trocas de experiências.
Brasil apresenta iniciativas de inovação e agropecuária sustentável na London Climate Action Week 2026
O Brasil participou da London Climate Action Week 2026, levando ao debate internacional um conjunto de iniciativas voltadas à sustentabilidade, à inovação tecnológica e ao fortalecimento da agropecuária de baixa emissão de carbono. O evento, realizado em junho, no Reino Unido, reuniu representantes de governos, instituições financeiras, empresas, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil para discutir soluções relacionadas às mudanças climáticas, à transição para uma economia de baixo carbono e ao desenvolvimento sustentável. Durante a programação, a delegação brasileira apresentou políticas públicas e programas estratégicos que vêm sendo desenvolvidos para ampliar a produtividade do setor agropecuário, conciliando crescimento econômico, segurança alimentar e redução das emissões de gases de efeito estufa. Entre as iniciativas apresentadas esteve o Plano Nacional de Fertilizantes, que busca ampliar a produção nacional e reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados, ao mesmo tempo em que incentiva o desenvolvimento de alternativas mais sustentáveis para o setor. O programa também pretende fortalecer a cadeia produtiva nacional por meio da diversificação de fornecedores e da ampliação da capacidade industrial. Outro destaque foi o Eco Invest Brasil, iniciativa destinada a mobilizar investimentos privados para projetos relacionados à recuperação de áreas degradadas, à agricultura sustentável e à expansão de práticas de baixa emissão de carbono. O mecanismo utiliza instrumentos financeiros capazes de reduzir riscos para investidores e ampliar o financiamento de projetos ambientais e produtivos. As iniciativas expostas durante o evento integram estratégias que buscam ampliar a competitividade do setor agropecuário brasileiro por meio da inovação tecnológica, da conservação dos recursos naturais e da adoção de sistemas produtivos mais eficientes. A programação também abordou temas relacionados ao desenvolvimento e à adoção de bioinsumos, ao uso de tecnologias para aumentar a eficiência da produção agropecuária, à recuperação de áreas degradadas, ao financiamento climático e à cooperação internacional em pesquisa e inovação. A London Climate Action Week é considerada um dos principais fóruns internacionais dedicados à agenda climática. A edição de 2026 reuniu lideranças governamentais, especialistas, investidores e representantes do setor produtivo para discutir políticas públicas, soluções tecnológicas e mecanismos de financiamento voltados à transição para uma economia de baixo carbono. Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)