Meteorologia do CREA-RJ promove encontro com a Defesa Civil do Rio de Janeiro na Sede do Conselho

Com o objetivo de fortalecer a prevenção, o monitoramento e a resposta a eventos climáticos extremos no estado do Rio de Janeiro, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Agronomia — CEAgro, o Departamento de Meteorologia da UFRJ e a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, realizaram no dia 10 de julho de 2026 o “Encontro Defesa Civil e Meteorologia do CREA-RJ”. O evento aconteceu na Sede do Conselho, no Centro do Rio, reunindo representantes das Defesas Civis do estado e municípios do Rio de Janeiro, profissionais, estudantes, empresas, instituições de ensino e membros da sociedade que atuam na área de Meteorologia. A mesa de abertura foi composta pela coordenadora adjunta da CEAgro, meteorologista Ana Cristina Palmeira; a chefe do Departamento de Meteorologia da UFRJ, meteorologista e professora Ana Maria Bueno Nunes; e o representante do mestrado em Defesa e Segurança Civil da UFF, doutor em Química Ambiental Airton Bodstein de Barros. A coordenadora adjunta da CEAgro, meteorologista Ana Cristina Palmeira, destacou a relevância do evento. “As atribuições dos meteorologistas muitas vezes esbarram em atividades complementares, mas é sempre necessário que a gente mantenha o espírito colaborativo e aproxime as universidades e os profissionais que atuam na área operacional. Encontros como esse são importantes para estreitar cada vez mais o diálogo entre essas áreas, atuando em benefício da sociedade.” Na parte da manhã foram ministrados dois minicursos e um flash talk. O primeiro foi apresentado pelo meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — INPE, Fábio Rocha, com o tema “A importância da previsão subsazonal (semanal) e sazonal (climática) para planejamento das atividades de gerenciamento de riscos e minimização de impactos“. A comandante da Marinha do Brasil, meteorologista Gisele Alves, ministrou o segundo minicurso, sobre as estratégias meteorológicas que podem e devem ser adotadas no ambiente marinho. Entre as duas apresentações, o professor da UFRJ, meteorologista Wanderson Silva, promoveu um flash talk, com o tema “Extremos Meteorológicos em um Clima em Transformação: da Ciência às Ações de Defesa Civil”. Wanderson pontuou o impacto de eventos extremos, principalmente o “El Niño”. “A integração entre a Meteorologia e a Defesa Civil se torna ainda mais importante nesse ano, com a chegada do El Niño, e a tendência é que ele tenha uma alta intensidade até o final de 2026, impactando diretamente o Rio de Janeiro e grande parte do Brasil. Além disso, temos também as mudanças climáticas a longo prazo, onde vemos com o passar dos anos o aumento da frequência de eventos extremos.” Na parte da tarde, uma segunda mesa de abertura foi formada, composta pelo 1º diretor-financeiro do CREA-RJ, engenheiro civil Julio Villas Boas; o coordenador da CEAgro, engenheiro agrônomo José Leonel Rocha Lima; novamente a coordenadora adjunta da CEAgro, meteorologista Ana Cristina Palmeira; e o presidente do Núcleo Regional do Rio de Janeiro – SBMET/Rio, meteorologista Ivan Abreu. O 1º diretor-financeiro do CREA-RJ, engenheiro civil Julio Villas Boas, lembrou da importância do encontro para o Conselho. “Esse evento é mais um esforço do CREA-RJ visando a estar junto aos debates que capacitam o Sistema. Os profissionais buscam cada vez mais representação, e para isso é importante que as questões que envolvem suas profissões, como a Meteorologia, estejam presentes aqui no Conselho.” O coordenador da CEAgro, engenheiro agrônomo José Leonel Rocha Lima, reforçou as consequências positivas da união entre órgãos e profissões. “Como engenheiro agrônomo e coordenador da CEAgro, gostaria de destacar que a agricultura é uma das atividades que mais sofrem influência do clima, impactando principalmente a segurança alimentar da população. Com isso, a junção da Meteorologia, da Agronomia, da Defesa Civil e das demais Engenharias, torna-se cada vez mais indispensável para enfrentar os desafios atuais e futuros por meio da ciência.” Também compuseram a mesa o diretor do Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro — CEMADEN/RJ, tenente-coronel Alexander Anthony Barrera; o secretário de Defesa Civil e Geotecnia de Niterói, tenente-coronel Walace Medeiros; e a representante da Defesa Civil de Petrópolis, meteorologista Fernanda Rafaela Fernandes Filipe. O tenente-coronel Anthony Barrera explicou o papel do CEMADEN/RJ na segurança da população diante de possíveis eventos climáticos. “O CEMADEN/RJ funciona como órgão que dispara todos os alertas tanto para as Defesas Civis municipais quanto para a população. É um sistema novo, que está em funcionamento desde 2024, e ele permite emitir avisos de forma antecipada sobre possíveis problemas climáticos, especialmente aqueles mais imediatos.” A parte da tarde foi dedicada a palestras técnicas, abordando diferentes aspectos e estratégias no combate a eventos extremos. A professora da UFRJ, meteorologista Renata Libonati, palestrou sobre o papel da Meteorologia na prevenção e enfrentamento de incêndios. Na sequência, o também professor da UFRJ, meteorologista Fabrício Polifke, trouxe o tema “Entre a Previsão e a Ação: decisão, risco e comunicação em eventos extremos”. Por último, o oficial da Marinha do Brasil, meteorologista Felipe Romão, abordou a discussão acerca da logística sobre os avisos de ressaca emitidos pela Marinha do Brasil. Ao fim de cada apresentação, foi aberto o espaço para perguntas da plateia.
Abertas as inscrições para o Treinamento Pisos e Revestimentos: como evitar ou corrigir pisos soltando pó
Estão abertas as inscrições para o Treinamento Pisos e Revestimentos: como evitar ou corrigir pisos soltando pó. O curso, ministrado pelo palestrante Ricardo Salomão, acontece no dia 22 de julho de 2026 (quarta-feira), das 18h30 às 20h, na Sede do CREA-RJ, no Centro do Rio. A iniciativa é uma realização da Eltech Química, com apoio institucional do CREA-RJ e do Progredir. O objetivo é capacitar engenheiros, técnicos, construtores e demais profissionais da construção civil a identificar as causas de pisos de concreto que apresentam desprendimento de pó, compreender suas consequências e aplicar técnicas de prevenção e correção, aumentando a durabilidade, a qualidade e o desempenho dos revestimentos. O público-alvo também é formado por empresas de manutenção predial e industrial, estudantes de Engenharia Civil e demais profissionais interessados em tecnologia do concreto e patologias em pisos. Inscrições: clique aqui Mais informações em www.eltechquimica.com.br ou pelos telefones (11) 98316-0212 / (21) 98863-4054
ONU divulga primeiro relatório científico global sobre Inteligência Artificial

A Organização das Nações Unidas apresentou o primeiro relatório do Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial, documento que reúne evidências sobre as oportunidades, os riscos e os impactos da tecnologia e pretende orientar a formulação de políticas públicas em âmbito global. A publicação representa a primeira avaliação científica independente produzida por um órgão criado especificamente para acompanhar a evolução da Inteligência Artificial e subsidiar as discussões internacionais sobre sua governança. O relatório preliminar foi elaborado por um grupo de 40 cientistas e especialistas independentes de diferentes regiões do mundo, selecionados pela Assembleia Geral da ONU. Os integrantes atuam em caráter pessoal, sem representar governos, empresas ou instituições. O Brasil participa do painel por meio da professora Teresa Ludermir, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo a ONU, a iniciativa responde ao avanço acelerado da Inteligência Artificial, que vem impondo desafios aos governos na definição de normas e mecanismos de supervisão. O documento destaca que as decisões sobre regulamentação precisam ser tomadas em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, muitas vezes antes que existam evidências consolidadas sobre seus efeitos de longo prazo. O relatório organiza a análise em sete grandes áreas, abrangendo os avanços científicos da IA, suas aplicações em setores como saúde, educação, ciência e agricultura, os impactos econômicos, as implicações para segurança e meio ambiente, os efeitos sobre direitos humanos e democracia, as consequências para o desenvolvimento humano e a proteção da infância, além dos desafios relacionados à gestão, à governança e à confiabilidade dos sistemas. Entre as oportunidades apontadas, o painel destaca o potencial da Inteligência Artificial para ampliar a capacidade de pesquisa científica, acelerar descobertas, aumentar a produtividade em diferentes setores da economia e apoiar a prestação de serviços públicos. Na agricultura, por exemplo, a tecnologia pode contribuir para o monitoramento de lavouras, previsão de safras, uso mais eficiente de recursos naturais e fortalecimento da segurança alimentar. Também são citados avanços em áreas como diagnóstico médico, educação personalizada e desenvolvimento de soluções voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, o documento ressalta que os mecanismos atuais de proteção e supervisão não acompanham a velocidade com que os sistemas de IA evoluem. Entre os principais riscos estão a concentração do desenvolvimento tecnológico em um número reduzido de países e empresas, o aprofundamento das desigualdades entre nações, os impactos sobre o mercado de trabalho, a disseminação de desinformação, as ameaças aos direitos humanos e à democracia e os desafios relacionados à segurança dos sistemas. Outro aspecto destacado é a necessidade de fortalecer a produção de conhecimento científico independente sobre Inteligência Artificial. Segundo o painel, formuladores de políticas precisam tomar decisões com base em evidências confiáveis, mas o ritmo de desenvolvimento da tecnologia faz com que, muitas vezes, as comprovações científicas surjam apenas depois que os sistemas já estão amplamente disseminados. Essa assimetria exige mecanismos permanentes de avaliação capazes de acompanhar a evolução da IA e antecipar seus impactos. O relatório também enfatiza que os benefícios da Inteligência Artificial tendem a se concentrar em regiões que já dispõem de infraestrutura tecnológica, capacidade científica, dados de qualidade e instituições consolidadas. Em países com menor capacidade tecnológica, a adoção da IA pode ampliar dependências, aumentar desigualdades e limitar o desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades locais, reforçando a importância da cooperação internacional e da redução das diferenças de acesso à tecnologia. As conclusões do documento foram apresentadas durante o primeiro Diálogo Global da ONU sobre Governança da Inteligência Artificial, realizado em Genebra, e servirão de base para os debates internacionais sobre o tema. O painel continuará produzindo avaliações periódicas e publicará seu primeiro relatório completo em 2027, acompanhando a evolução científica e tecnológica da Inteligência Artificial e seus efeitos sobre a sociedade. Fonte: Nações Unidas Brasil