Dia do(a) Engenheiro(a) Agrimensor(a)

Com o objetivo de homenagear os(as) profissionais que realizam levantamentos, medições e demarcações em terrenos para obras urbanas e rurais, em 4 de junho é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Agrimensor(a).  A Engenharia de Agrimensura foi habilitada no Brasil por meio da Lei n° 3.144, de 20 de maio de 1957. O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA, em 1964, definiu as atribuições para o exercício profissional, e atualmente a profissão é regulamentada pela resolução 218/73 do Confea, Lei 5194/66.  Os(as) engenheiros(as) agrimensores(as) exercem um papel fundamental no desenvolvimento de plantas para obras voltadas à infraestrutura e saneamento, além de atuarem no planejamento de estradas e ruas. Esses(as) profissionais também são responsáveis por coletar, organizar e fornecer informações para documentos legais, como laudos técnicos para construção civil ou projetos de mineração e energia, entre outras áreas específicas.  Formação  O curso de Engenharia de Agrimensura possui uma duração de cinco anos, com uma carga horária total entre 3.600 e 4.400 horas. Os estudantes contemplam no início da jornada acadêmica disciplinas básicas como Matemática, Física, Desenho Técnico, entre outras. A partir do segundo ano da graduação, a grade curricular começa a ser composta por disciplinas específicas da área, como Geodésia, Fotogrametria e Geoprocessamento. Na pós-graduação, são oferecidos cursos de especialização e MBA (lato sensu), e de desenvolvimento científico para novos profissionais acadêmicos (stricto sensu). Os dois modelos duram entre 12 a 24 meses e são voltados para o aprofundamento teórico, visando a preparação para lidar com grandes obras, georreferenciamento e gestão territorial.  Áreas de atuação O mercado de trabalho para a Engenharia de Agrimensura é bastante variado, onde se exigem diversas atribuições para o desempenho profissional em construtoras, empresas de topografia, agronegócio, mineradoras e órgãos públicos. Veja abaixo algumas das principais áreas de atuação: Obras e Infraestrutura: o desempenho profissional foca no mapeamento, marcação e terraplanagem de terrenos, visando subsidiar projetos de Engenharia. O papel também inclui realizar levantamentos finais das obras para verificar possíveis divergências em relação ao projeto inicial. Agrimensura Fundiária: envolvendo técnicas cartográficas, essa área de atuação utiliza equipamentos tecnológicos como GPS e drones para delimitar imóveis urbanos e rurais, coletando as coordenadas exatas. Esse trabalho é fundamental na regularização de terrenos, evitando conflitos entre vizinhos e garantindo a segurança jurídica. Perícias e Consultoria: o(a) profissional pode atuar tanto como perito judicial em disputas de limites de propriedade, quanto um avaliador de imóveis, determinando o valor de mercado de terrenos e propriedades com base em atributos físicos e geográficos. Fonte: CONFEA, Educa+Brasil

IDAM aponta queda no desenvolvimento agropecuário e Rio de Janeiro registra uma das maiores retrações do país

O Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (IDAM) 2026, elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), identificou 130 municípios brasileiros com elevado desenvolvimento agropecuário, ante 150 na edição anterior, representando uma redução de 13,3%. No cenário nacional, o valor médio do índice foi de 0,4064, com retração de 0,3%, influenciada principalmente por oscilações de produtividade e de preços das commodities no período analisado. O IDAM avalia a relevância da agropecuária na economia de cada município a partir de quatro dimensões — produção e produtividade, geração de emprego formal, captação de crédito agrícola e pecuário, e arrecadação do Imposto Territorial Rural — e abrange os 5.569 municípios do país. A edição de 2026 tem como ano-base os dados de 2023. No ranking nacional, o município de Mineiros (GO) alcançou a primeira posição, seguido de Itiquira (MT) e São Desidério (BA), com predominância de municípios da região Centro-Oeste entre os melhores colocados. Os dados do estudo revelam um desempenho desfavorável do estado do Rio de Janeiro, que registra índice médio na faixa baixa do IDAM e acumula uma das maiores retrações entre todas as unidades da federação desde o início do monitoramento. Nenhum município fluminense integra a faixa de elevado desenvolvimento agropecuário nem figura entre os 20 primeiros colocados do ranking nacional. O estudo completo está disponível no portal da CNM.