Falta pouco para as Eleições do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA 2026
Os profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências de todo o país já se preparam para um dos momentos mais importantes da vida institucional do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA. No próximo dia 3 de julho de 2026, das 8h às 19h (horário de Brasília), será realizada, de forma on-line, a eleição que definirá as lideranças responsáveis por conduzir o Sistema no triênio 2027-2029. A votação ocorrerá exclusivamente pela internet, por meio da plataforma oficial de votação eletrônica, que em breve será disponibilizada aos profissionais regularmente registrados e aptos a votar. O pleito escolherá o presidente do Confea, os presidentes dos 27 Creas, diretores-gerais, administrativos e financeiros das Mútuas Regionais, conselheiros federais em estados específicos e representantes das Instituições de Ensino Superior. O processo eleitoral é considerado estratégico para o fortalecimento das profissões abrangidas pelo Sistema, uma vez que os eleitos serão responsáveis por decisões que impactam diretamente a valorização das categorias, a modernização dos serviços prestados aos profissionais e a defesa da sociedade. Os mandatos terão início em 1º de janeiro de 2027 e se estenderão até 31 de dezembro de 2029. As eleições gerais de 2026 representam a consolidação do modelo de votação on-line adotado pelo Sistema, ampliando a participação dos profissionais em todas as regiões do país. Para exercer o direito ao voto, é indispensável que o profissional esteja em situação regular junto ao seu Conselho Regional. Manter o cadastro atualizado também é importante, já que o login e a senha de votação serão enviados a cada profissional via e-mail ou celular. No estado do Rio de Janeiro, a expectativa é de ampla mobilização da comunidade tecnológica. O resultado das urnas definirá não apenas a presidência do CREA-RJ, mas também a nova diretoria regional da Mútua-RJ, a Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea. Conheça aqui os candidatos à presidência do CREA-RJ e às Diretorias da Mútua-RJ. Conheça aqui os candidatos ao Confea.
CREA-RJ faz ação de fiscalização na Trens RJ
Três dias após iniciar as operações de gestão do sistema ferroviário do Rio de Janeiro, a direção da Trens RJ recebeu nesta terça-feira, dia 2 de junho, a visita de superintendentes e agentes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), que começaram a fiscalizar o exercício da profissão de engenheiro na empresa que já está operando a malha ferroviária de 270 quilômetros, cinco ramais e 104 estações de trens urbanos. Um dos participantes da reunião, o vice-presidente de manutenção e operações da Trens RJ, o Engenheiro Eletricista Adagir Abreu, considerou muito importante o diálogo com o CREA-RJ. “Fizemos uma boa reunião com o CREA, que foi importantíssima para nós da Trens RJ. Primeiro, porque nós estamos começando uma empresa nova e a ideia nossa é estarmos legalizados em todos os processos. Nesse ponto, o CREA é importantíssimo. Nós temos grande atividade de engenharia, específica e temos uma grande quantidade de engenheiros na nossa empresa. Então, é fundamental estarmos registrados e alinhados às normas do CREA”, afirmou o engenheiro Adagir Abreu, destacando a importância desse novo canal de comunicação com o Conselho. “Ficamos muito felizes com a reunião. Isso vai ser muito importante para o futuro da nossa empresa. Estamos trabalhando de forma positiva com o CREA, com o objetivo de melhorar a qualidade do transporte ferroviário do nosso estado”, disse Adagir. O vice-presidente de manutenção e operações da Trens RJ estava acompanhado dos seguintes funcionários da empresa: Oswaldo Dreux, gerente executivo regulatório; Camilla Paulino, coordenadora; Uascar Carvalho, diretor de operações; Alexandre Custódio, diretor de sistemas; e Artur Costa, diretor de manutenção. Da parte do CREA-RJ, estavam lá os seguintes funcionários: os superintendentes administrativo e técnico, respectivamente Édipo Senna Ázaro e Leonardo Dutra; o gerente de fiscalização, Cosme Chiniara; a coordenadora da fiscalização interna, Ana Tavares; e Danielle Assumpção, supervisora de Coordenação Regional da Capital. O superintendente administrativo do CREA-RJ, Édipo Senna Ázaro, que é Engenheiro de Transportes, destacou a importância do diálogo com a Trens RJ como forma de defender o setor das engenharias no estado do Rio de Janeiro. “Quando a gente fala da Trens RJ, que assumiu a operação ferroviária no Rio de Janeiro, a gente não fala somente de uma empresa que é emblemática, de um serviço que é emblemático para o estado, por ser o indutor do desenvolvimento durante décadas, mas a gente fala de um símbolo, uma empresa que tem por sua essência a engenharia. E é nosso papel do CREA garantir que essa empresa realize suas operações de forma adequada com as nossas normativas, que o serviço seja prestado da melhor forma para os engenheiros e toda a sociedade”, afirmou Édipo. Especializado em transportes, Édipo Ázaro destacou a importância de a comunicação fluir entre o CREA-RJ e a Trens RJ. “O nosso objetivo, ao nos aproximar da empresa, é ajudar nesse processo complexo de uma operação que tem quase 3 mil funcionários e apoiar essa transição, em nome da boa engenharia, essencial para o desenvolvimento do nosso estado”, disse Édipo. O superintendente técnico do CREA-RJ, o engenheiro civil Leonardo Dutra, ressaltou que a ação da fiscalização iniciada na Trens RJ é muito importante para a valorização dos profissionais do Sistema Confea/Crea e das empresas de engenharia. “Conversamos com os responsáveis técnicos da Trens RJ e brevemente a empresa terá o nosso selo de conformidade, que permite um canal aberto com o CREA-RJ, para ajudar a empresa em todos os processos de regularização. Acreditamos ser muito importante esse diálogo, no qual o CREA-RJ está sempre lutando pelo espaço dos profissionais”, disse Dutra. A virada de chave no sistema ferroviário do Rio de Janeiro é histórica. Após quase 30 anos sob a gestão da SuperVia, o novo consórcio Nova Via Mobilidade com a marca Trens RJ, e apresenta um logotipo de alto impacto. Os principais desafios do novo sistema, que é permissionário, são a segurança na malha, onde o roubo constante de cabos e fiação elétrica sabota os intervalos e aumenta o tempo de viagem, além da evasão de receita. Diferentemente da SuperVia, que era uma concessionária, o contrato da Trens RJ prevê durante cinco anos a remuneração por quilômetro rodado e não mais por passageiro transportado. O vice-presidente de manutenção e operações, Adagir Abreu, tem consciência de que “o desafio é grande”, mas está otimista com o apoio que a empresa tem recebido do governo do estado e todos os esforços feitos para colocar os trens nos trilhos. “Temos que fazer uma reforma grande nas instalações e nos nossos sistemas, mas acreditamos que está tudo bem encaminhado. A parte de engenharia está bem estruturada, bem organizada e preparada para os desafios que vamos enfrentar”, afirma o engenheiro da Trens RJ.
Estudo aponta déficit bilionário de carbono no solo após mudanças no uso da terra no Brasil

Um estudo publicado na revista científica Nature Communications quantificou o déficit de carbono provocado pela conversão de áreas de vegetação nativa em sistemas agropecuários no Brasil. A pesquisa indica que as mudanças no uso da terra resultaram na perda estimada de 1,4 bilhão de toneladas de carbono na camada superficial do solo, volume equivalente a aproximadamente 5,2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e). O levantamento foi divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, e reúne dados de mais de 4.200 amostras de solo distribuídas pelos seis biomas brasileiros, além da análise de mais de 370 estudos científicos desenvolvidos no país. Segundo os pesquisadores, o trabalho fornece uma das avaliações mais abrangentes já realizadas sobre os impactos das transformações do uso da terra na dinâmica de carbono dos solos brasileiros. A pesquisa envolve instituições como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical, a Universidade Estadual de Ponta Grossa e a própria Embrapa. Os resultados mostram que a conversão de ecossistemas naturais em áreas agrícolas ou pastagens reduz significativamente os estoques de carbono do solo, especialmente em sistemas de manejo menos conservacionistas. Em contrapartida, práticas associadas à agricultura de baixa emissão de carbono apresentaram desempenho mais próximo das condições naturais. Entre os sistemas avaliados, técnicas como plantio direto e Integração Lavoura-Pecuária registraram menores déficits de carbono quando comparadas a modelos convencionais de uso da terra. Os pesquisadores destacam que essas estratégias contribuem para ampliar a retenção de matéria orgânica no solo e reduzir as emissões associadas à atividade agropecuária. O estudo também aponta diferenças relevantes entre os biomas brasileiros. Cerrado e Mata Atlântica aparecem entre as regiões com maior potencial de recuperação de carbono no solo, o que pode ampliar oportunidades de restauração ambiental e adoção de sistemas produtivos mais sustentáveis. Além das implicações climáticas, a preservação do carbono no solo possui relação direta com fertilidade, retenção de água, produtividade agrícola e estabilidade dos ecossistemas. O levantamento reforça o papel do manejo sustentável do solo como componente estratégico para a adaptação da agropecuária às mudanças climáticas e para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Os pesquisadores avaliam que os dados produzidos pelo estudo podem subsidiar políticas públicas voltadas à recuperação de áreas degradadas, expansão da agricultura de baixo carbono e desenvolvimento de mecanismos ligados ao mercado de carbono e à sustentabilidade da produção agropecuária. Fonte: Embrapa