Rio Nature & Climate Week reúne lideranças globais no Rio de Janeiro até 6 de junho

O Rio de Janeiro sedia, até o dia 6 de junho, a primeira edição da Rio Nature & Climate Week (RNCW), conferência internacional dedicada às agendas de clima, natureza e desenvolvimento sustentável. O evento é organizado pelo Instituto Natureza e Clima Brasil em parceria com a Global Citizen, a Re:wild e a Prefeitura do Rio de Janeiro, no âmbito de uma cooperação prevista para durar cinco anos. A programação principal é realizada no Espaço Touring, no Pier Mauá, Centro do Rio, das 15h às 19h, com capacidade para 500 pessoas no auditório principal. Eventos paralelos, ativações culturais, painéis temáticos e exibições de documentários ocorrem simultaneamente em diferentes pontos da cidade, incluindo o Museu do Amanhã. A conferência reúne cientistas, lideranças indígenas, representantes de governos, organismos internacionais, setor privado e sociedade civil, com participação confirmada de nomes como a ex-ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara, o ministro dos Povos Indígenas Eloy Terena, o ministro do Meio Ambiente João Paulo Capobianco, o presidente da COP30 André Corrêa do Lago, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento Ilan Goldfajn, o ex-primeiro-ministro de Portugal José Manuel Durão Barroso e a ativista indígena equatoriana Helena Gualinga.  A cantora Anitta também integra a programação, na proposta do evento de aproximar ciência, cultura e mobilização social em torno da emergência climática. O encerramento será marcado pelo show gratuito do Global Citizen Live Rio, na Praia de Botafogo, com apresentações dos Fugees — com Lauryn Hill e Wyclef Jean — e da cantora Ludmilla. As inscrições para a conferência principal e os eventos paralelos são gratuitas e podem ser realizadas pelo site oficial do evento.

Dias do Geógrafo(a), Geólogo(a) e Geofísico(a) são celebrados em evento concorrido no CREA-RJ

Em comemoração ao Dia do(a) Geógrafo(a), Dia do(a) Geólogo(a) e Dia do Geofísico(a), foi realizado no dia 29 de maio de 2026 o evento voltado para celebrar as datas comemorativas profissionais, com o objetivo de consolidar o reconhecimento e a importância destas profissões no desenvolvimento do país.   O encontro foi promovido pelo CREA-RJ, por meio das Câmaras Especializada de Geologia e Engenharia de Minas – CEGM e de Engenharia de Agrimensura – CEAgri, e contou com a participação massiva de profissionais das Geociências, estudantes e demais interessados nos temas debatidos. A mesa de abertura foi composta pelo 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; o coordenador da CEGM, geólogo Nelson Meirim; e o coordenador da CEAgri, geógrafo Rafael Silva de Barros. O 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro, deu as boas-vindas ao encontro. “É uma satisfação muito grande comemorar com todos vocês o dia do geógrafo, geólogo e geofísico. Eu espero que todos aproveitem o evento e a confraternização promovida hoje.” O coordenador da CEGM, geólogo Nelson Meirim, falou brevemente sobre a história do evento. “Esse evento é feito há mais de 30 anos. Para vocês terem uma ideia, no modelo atual, ele é iniciado na década de 80, quando eu era presidente da Sociedade Brasileira de Geologia. Depois de alguns anos, decidimos dar um outro formato para a comemoração do dia do geólogo, que era algo muito formal e acadêmico.” O coordenador da CEAgri, geógrafo Rafael Silva de Barros, fez os seus agradecimentos pela realização do encontro. “Primeiramente eu agradeço ao presidente por ter recebido muito bem a proposta da iniciativa. Ficamos muito felizes em poder estar enchendo o auditório nesse evento de comemoração ao dia dos geógrafos, geólogos e geofísicos. Espero que a gente possa aproveitar os assuntos tratados hoje.” Após a mesa de abertura, foi realizada uma homenagem a três profissionais notáveis das áreas de Geografia, Geologia e Geofísica. A geógrafa Júlia Adão Bernardes, o geólogo Flavio Erthal, e o geofísico Luiz Braga subiram à mesa para receberem o reconhecimento por longas carreiras dedicadas à contribuição para as Geociências. Em seguida, na composição da última mesa do evento, estiveram presentes o deputado federal e professor Reimont Otoni; a geógrafa cartógrafa, professora, ex-conselheira do CREA-RJ e autora do livro “Emergência Climática”, Carla Madureira; e o presidente da Associação Profissional de Geólogos do Rio de Janeiro – APG-RJ, geólogo Claudio Amaral.  O deputado Reimont destacou a responsabilidade dos profissionais na sociedade.  “Gostaria de lembrar que quando a gente celebra essas datas, é importante não esquecermos da nossa responsabilidade, não só profissional mas também como homens e mulheres que se formam. Nossas vivências são uma formação constante, onde permanecemos aprendendo para mudarmos a realidade do nosso mundo.” Ao final do evento, foi aberto o espaço para perguntas dos presentes no auditório, além da entrega de certificados para os participantes da mesa final. Confira o evento na íntegra

Comunicado: feriado Corpus Christi

Em virtude do feriado de Corpus Christi, nos dias 4 e 5 de junho não haverá atendimento presencial nas inspetorias e na sede do CREA-RJ. Orientamos que as solicitações sejam encaminhadas por e-mail para [email protected].  Agradecemos a sua compreensão.

Pesquisador brasileiro propõe rota interplanetária que pode reduzir tempo de viagens a Marte

Um estudo desenvolvido pelo professor brasileiro Marcelo de Oliveira Souza propõe uma nova metodologia para trajetórias espaciais rápidas entre a Terra e Marte, utilizando dados orbitais de asteroides como referência geométrica para o planejamento das missões. A pesquisa ganhou repercussão internacional após publicação na revista científica Acta Astronautica e divulgação em mais de 50 países. O trabalho, intitulado “Using Asteroid Early Orbital Data for Rapid Mars Missions”, investiga a possibilidade de identificar “corredores geométricos” capazes de encurtar significativamente o tempo de deslocamento interplanetário. Segundo os cenários analisados pelo pesquisador, uma missão de ida e volta a Marte poderia ser reduzida para cerca de 226 dias, enquanto trajetórias convencionais podem demandar entre dois e três anos. A proposta foi publicada na plataforma ScienceDirect após aprovação editorial da revista Acta Astronautica, periódico vinculado à Academia Internacional de Astronáutica. O estudo começou a ser desenvolvido em 2015, a partir da análise de asteroides cujas órbitas apresentam proximidade relativa com as trajetórias da Terra e de Marte. De acordo com Marcelo de Oliveira Souza, que leciona na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, os primeiros cálculos eram realizados manualmente, mas a evolução do trabalho ocorreu com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para simular trajetórias e validar possibilidades de transferência orbital. As simulações identificaram uma janela orbital considerada especialmente favorável para missões rápidas em 2031. O estudo possui caráter teórico e metodológico. O pesquisador ressalta que a viabilidade prática das missões depende de fatores como capacidade de propulsão, velocidade dos veículos espaciais, carga útil e desenvolvimento tecnológico compatível com operações de alta energia no espaço profundo.  Entre os aspectos técnicos abordados no artigo estão análises de astrodinâmica, modelagem de transferências orbitais e aplicação de técnicas matemáticas para otimização de trajetórias interplanetárias. O trabalho também considera conceitos associados a sistemas avançados de propulsão e estratégias de aerocaptura para redução de consumo energético durante aproximações planetárias. A repercussão internacional do estudo ocorre em um contexto de ampliação global das pesquisas relacionadas à exploração espacial tripulada, especialmente diante dos programas lunares e marcianos atualmente conduzidos por agências espaciais e empresas privadas. Nesse cenário, estudos voltados à redução do tempo de viagem têm relevância técnica direta para temas como segurança das tripulações, exposição à radiação espacial, consumo de recursos e viabilidade operacional de missões de longa duração. Fonte: CNN Brasil