Última chamada: bolsas de pesquisa e inovação com inscrições até 29 de maio

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) encerra amanhã, 29 de maio (sexta-feira), as inscrições para o Programa de Bolsas de Incentivo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) – Chamada Pública 01/2026. As candidaturas devem ser submetidas exclusivamente por formulário eletrônico até as 23h59. A chamada é destinada a estudantes de graduação, estudantes de pós-graduação, recém-egressos e pesquisadores brasileiros ou estrangeiros com residência regular no Brasil. Os candidatos devem ter currículo atualizado na Plataforma Lattes ou ORCID. As bolsas são voltadas à atuação em projetos estratégicos executados pela Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da RNP, nas áreas de Cloud Native e Kubernetes, infraestrutura de testbeds, Gestão de Identidade e Acesso (IAM), autenticação federada, segurança e interoperabilidade, além de HPC e aplicações no contexto do Brasil 6G. As atividades serão realizadas de forma remota. Os valores variam conforme a modalidade e a titulação do candidato. Graduandos podem receber até R$ 1.600 mensais para carga horária de 20 horas semanais, ou até R$ 2.400 para 30 horas semanais. Nas modalidades Jovem Pesquisador 1 e Pós-graduando, o valor é de R$ 2.000 mensais, enquanto Jovem Pesquisador 2 e Atualização Tecnológica chegam a R$ 2.200 mensais. A RNP é uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e opera a infraestrutura de redes de alta velocidade que interliga universidades, institutos de pesquisa, hospitais universitários e outras instituições de ensino e pesquisa em todo o Brasil. As inscrições e o edital completo estão disponíveis no site da RNP (rnp.br). Dúvidas podem ser enviadas para [email protected].
CREA-RJ GREEN SUMMIT vai promover discussão sobre sustentabilidade e conscientização ambiental
No dia 3 de junho de 2026, o CREA-RJ, por meio do CREA Sustentável e com apoio da Comissão de Meio Ambiente – CMA e do Progredir, vai realizar o evento gratuito “CREA-RJ GREEN SUMMIT – Construindo um Amanhã Mais Inteligente e Sustentável”. O encontro será das 9h às 12h30, na sede do Conselho, no Centro do Rio. A iniciativa tem como objetivo promover o debate e a troca de experiências sobre práticas sustentáveis, inovação tecnológica e soluções inteligentes aplicadas às áreas da Engenharia, Agronomia, Geociências e Meio Ambiente. O evento também busca incentivar a conscientização ambiental, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento de parcerias entre profissionais, instituições, empresas e sociedade, contribuindo para a construção de um futuro mais eficiente, sustentável e socialmente responsável. O público-alvo é formado por profissionais, estudantes, pesquisadores e empresas das áreas de Engenharia, Agronomia, Sustentabilidade, Meio Ambiente, Tecnologia e Inovação. O encontro é voltado ainda para representantes do setor público, instituições de ensino, startups, organizações ambientais e sociedade civil interessados no tema. Serviço: Evento: CREA-RJ GREEN SUMMIT – Construindo um Amanhã Mais Inteligente e Sustentável Data: 3 de junho de 2026 Hora: das 9h às 12h30 Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40/4º andar – Centro, Rio de Janeiro Inscrições gratuitas e programação completa: clique aqui
IA aplicada à análise de imagens médicas avança na detecção precoce no câncer de pâncreas

Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram um modelo de Inteligência Artificial capaz de identificar sinais de câncer de pâncreas em tomografias computadorizadas realizadas anos antes do diagnóstico clínico convencional. Os resultados foram publicados em abril de 2026 na revista científica Gut e apontam para um avanço relevante no uso de IA aplicada à análise de imagens médicas. O sistema, chamado REDMOD, sigla em inglês para Radiomics-based Early Detection Model, utiliza técnicas de radiômica e aprendizado de máquina para analisar padrões sutis em tomografias abdominais que não costumam ser perceptíveis na avaliação visual convencional. O modelo foi desenvolvido em parceria com o Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas. O câncer de pâncreas é considerado um dos tumores mais agressivos da oncologia. Segundo o National Cancer Institute, mais de 85% dos casos são diagnosticados apenas após a disseminação da doença, o que reduz significativamente as possibilidades de tratamento curativo. As taxas de sobrevida em cinco anos permanecem abaixo de 15%. Para validar o REDMOD, os pesquisadores analisaram quase 2 mil tomografias computadorizadas, incluindo exames de pacientes que posteriormente receberam diagnóstico de câncer de pâncreas, embora os exames tivessem sido originalmente classificados como normais. O modelo identificou 73% dos casos em fase pré-diagnóstica, com antecedência mediana de aproximadamente 16 meses em relação ao diagnóstico clínico tradicional. Nos exames realizados mais de dois anos antes do diagnóstico, o desempenho da IA foi ainda superior. Segundo os pesquisadores, o sistema identificou quase três vezes mais casos precoces do que radiologistas que revisaram as mesmas imagens sem auxílio computacional. A tecnologia também demonstrou estabilidade em exames realizados em diferentes períodos e obtidos por equipamentos distintos, característica considerada importante para futura aplicação clínica em larga escala. O modelo opera a partir da extração automatizada de características quantitativas das imagens médicas, como padrões de textura, densidade e estrutura do tecido pancreático. Essas informações são processadas por algoritmos treinados para reconhecer alterações associadas ao desenvolvimento inicial da doença antes do surgimento de tumores visíveis. O estudo é mais um exemplo da expansão da Inteligência Artificial no campo da saúde, especialmente em aplicações voltadas ao processamento avançado de imagens médicas. Ferramentas desse tipo combinam modelagem computacional, aprendizado de máquina, análise de grandes volumes de dados clínicos e sistemas de apoio à decisão médica, em uma integração que envolve áreas como Engenharia Biomédica, Ciência de Dados e Engenharia da Computação. Apesar dos resultados considerados promissores, os pesquisadores destacam que a tecnologia ainda precisa passar por validação prospectiva em pacientes acompanhados em tempo real antes de eventual adoção ampla em hospitais e centros de diagnóstico. O estudo também registrou casos de falsos positivos, situação em que pacientes sem câncer foram classificados como suspeitos e precisariam de investigação complementar. A equipe da Mayo Clinic conduz atualmente o estudo AI-PACED, que avalia a integração do REDMOD ao acompanhamento de pacientes considerados de maior risco para câncer pancreático.