Abertas as inscrições para a 10ª Edição do Curso Autovistoria Predial de Gás

Estão abertas as inscrições para a 10ª Edição do Curso Autovistoria Predial de Gás da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas do Estado do Rio de Janeiro – ABEA-RJ, com apoio institucional do CREA-RJ por meio dos programas Progredir e CREA JR-RJ, e da Sociedade de Engenharia de Segurança do Estado do Rio de Janeiro – SOBES-RJ. As aulas remotas acontecem nos dias 20, 21, 22, 25, 27, 28 e 29 de maio, das 19h às 22h. A última aula será no formato presencial, e acontece no dia 30 de maio (sábado), das 9h às 13h. Com carga horária de 25 horas, o objetivo do curso é passar informações e orientações profissionais para a realização de inspeções técnicas em instalações residenciais e comerciais de gás canalizado no estado do Rio de Janeiro. O público-alvo são os engenheiros civis e mecânicos, arquitetos, urbanistas, estudantes no último período e participantes do CREA JR-RJ. O corpo docente é formado por Iara Nagle, engenheira civil e perita, e Maurício Gonçalves, engenheiro civil e consultor. Inscrições e demais informações pelo telefone (21) 98104-1022 ou pelo e-mail: [email protected].
OMM aponta alta probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho de 2026

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada das Nações Unidas para o monitoramento do clima, informou que há probabilidade elevada de formação do fenômeno El Niño entre maio e julho de 2026, com base em sinais consistentes de aquecimento das águas do Pacífico equatorial e na convergência dos principais modelos climáticos internacionais. De acordo com a OMM, o fenômeno pode apresentar intensificação após o seu estabelecimento, com potencial de influenciar padrões climáticos globais ao longo do segundo semestre. A agência ressalta, no entanto, que a magnitude do evento ainda não pode ser determinada com precisão, em razão das limitações inerentes às previsões nesta época do ano, período conhecido por maior variabilidade nos modelos de ENSO (El Niño–Oscilação Sul). No Brasil, a possível configuração de um episódio de El Niño em 2026 está associada a alterações relevantes nos regimes de chuva e temperatura, com tendência de maior irregularidade na distribuição das precipitações e aumento da ocorrência de eventos extremos. Esses efeitos podem se traduzir em períodos de estiagem intercalados com episódios de chuvas intensas, com impactos sobre a disponibilidade hídrica, a operação de sistemas de infraestrutura e a gestão de riscos climáticos. A depender da intensidade do fenômeno, também pode haver elevação das temperaturas médias e pressão adicional sobre sistemas energéticos e de abastecimento, o que exige monitoramento contínuo e planejamento preventivo por parte dos órgãos competentes. Nos últimos três anos, a atuação do ENSO no Brasil evidenciou a intensificação de extremos climáticos, com a ocorrência de um episódio de El Niño entre 2023 e 2024 associado a temperaturas acima da média, seca severa na Amazônia e eventos de chuvas intensas, seguido, em 2025, por uma transição para condições neutras e de La Niña, que promoveram reorganização dos regimes de precipitação. Esse histórico recente indica que o fenômeno tem operado mais como um amplificador de variabilidade climática, com impactos diretos sobre recursos hídricos, energia e infraestrutura, do que como um simples deslocamento das médias climatológicas.
CREA-RJ conquista a categoria Ouro no Selo Empresa Amiga da Mulher
Foi divulgado hoje, no Diário Oficial, que o CREA-RJ conquistou a categoria Ouro no selo Empresa Amiga da Mulher. A certificação, que foi concedida pela Secretaria de Estado da Mulher, reflete o interesse e o compromisso do Conselho com a promoção e a defesa dos direitos das mulheres no estado do Rio de Janeiro. O Programa Mulher CREA-RJ celebra com muita alegria mais essa importante conquista. Seguimos firmes, fortalecendo ações que promovem igualdade, respeito e mais oportunidades para todas. O Selo Empresa Amiga da Mulher Instituído pela Lei Estadual nº 9.173/2021, o Selo Empresa Amiga da Mulher é um reconhecimento oficial concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro às organizações que se destacam na promoção da equidade de gênero e no apoio às mulheres em seus ambientes de trabalho. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Mulher e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, valoriza empresas que implementam políticas de inclusão, ações de prevenção e combate à violência contra a mulher, programas de desenvolvimento profissional e medidas que favoreçam a conciliação entre vida pessoal e carreira. Ao conquistar o selo, a empresa demonstra seu compromisso com a responsabilidade social, fortalece sua reputação no mercado e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Além do reconhecimento público, o Selo posiciona a organização como protagonista na transformação do mundo corporativo em um espaço verdadeiramente inclusivo. O Selo Empresa Amiga da Mulher é uma oportunidade de alinhar práticas empresariais à legislação vigente e às demandas sociais contemporâneas, reforçando que investir na valorização feminina é investir no crescimento sustentável de toda a sociedade.
CNPq completa 75 anos com atuação na formação científica e no fomento à pesquisa no Brasil

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) completou 75 anos em março de 2026. Criado em 1951, por meio da Lei nº 1.310, o órgão tem como finalidade promover o desenvolvimento científico e tecnológico no país. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, consolidou-se ao longo de sua história como uma das principais instituições federais de fomento à pesquisa e de formação de cientistas. A atuação do CNPq abrange todas as etapas da trajetória acadêmica, com a concessão anual de dezenas de milhares de bolsas, distribuídas entre iniciação científica, mestrado, doutorado, pós-doutorado e produtividade em pesquisa. Esse modelo sustenta a formação contínua de pesquisadores e a consolidação de grupos de pesquisa em diversas áreas do conhecimento, incluindo Engenharia, Agronomia e Geociências. Em 2026, o CNPq ofertará mais de 4.800 bolsas de mestrado e doutorado em todo o país. A produção científica apoiada pelo CNPq abrange pesquisas básicas e aplicadas em áreas estratégicas e está diretamente associada à expansão da capacidade nacional de geração de conhecimento. Os projetos financiados pela instituição contribuem para o desenvolvimento de tecnologias, a qualificação de processos produtivos e a formulação de soluções voltadas a desafios estruturais, como segurança energética, gestão de recursos naturais, inovação industrial e saúde pública. Nesse contexto, o fomento contínuo à pesquisa tem papel relevante na ampliação da inserção do Brasil em redes científicas internacionais e na consolidação de competências técnico-científicas em universidades e centros de pesquisa. No campo da infraestrutura científica, o CNPq é responsável pela gestão da Plataforma Lattes, sistema criado em 1999 e adotado como padrão nacional para registro da produção acadêmica. A base reúne atualmente mais de 8 milhões de currículos cadastrados, constituindo-se como o principal repositório de informações sobre pesquisadores no Brasil e instrumento obrigatório para acesso a bolsas e financiamentos públicos. A Plataforma Lattes integra dados de currículos, grupos de pesquisa e instituições, sendo utilizada por agências de fomento, universidades e institutos de pesquisa em todo o país. Além de apoiar a avaliação de mérito científico, o sistema subsidia a formulação de políticas públicas em ciência e tecnologia e a gestão de investimentos no setor. Ao longo de sua trajetória, o CNPq tem contribuído diretamente para o avanço da produção científica nacional, o desenvolvimento de soluções tecnológicas e o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Sua atuação permanece estratégica em áreas como energia, meio ambiente, saúde e inovação, com impacto direto na capacidade do país de gerar conhecimento e responder a desafios estruturais.
Infra-BR aponta limitações na efetividade da infraestrutura social no Brasil

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia apresenta, por meio do Infra-BR (Índice CONFEA de Infraestrutura do Brasil), um conjunto de evidências que permite qualificar a análise da infraestrutura social no país a partir de resultados mensuráveis. Estruturado com base em 67 indicadores distribuídos em seis dimensões, o índice registra média nacional de 56,92 pontos, enquanto o Eixo de Bem-Estar Social e Cidadania alcança 57,89, evidenciando desempenho próximo ao agregado geral, porém ainda distante de níveis considerados elevados em uma escala de 0 a 100. No recorte específico da educação, inserida nesse eixo, o Infra-BR adota uma abordagem que ultrapassa a mensuração da oferta física. A análise considera três níveis: disponibilidade de equipamentos, acesso efetivo da população e capacidade de geração de resultados. Esse enquadramento permite observar que a presença de escolas não se traduz automaticamente em melhoria dos indicadores educacionais, uma vez que fatores como acessibilidade, condições de uso e integração com outras infraestruturas influenciam diretamente os resultados. A leitura dos dados evidencia também assimetria territorial relevante. Estados das regiões Sul e Sudeste concentram os maiores níveis de desempenho no eixo social, enquanto parte significativa das regiões Norte e Nordeste apresenta resultados inferiores, indicando diferenças estruturais na capacidade de conversão da infraestrutura instalada em benefícios concretos. Essa variação reforça que a desigualdade observada não se limita à disponibilidade de equipamentos públicos, mas se manifesta na efetividade com que esses ativos alcançam a população. Outro aspecto evidenciado pelo índice é a interdependência entre dimensões. O desempenho da educação, dentro do Eixo de Bem-Estar Social e Cidadania, está associado a condições externas à própria rede educacional, como mobilidade, conectividade e serviços urbanos básicos, que influenciam o acesso e a permanência dos usuários. Dessa forma, o Infra-BR indica que a avaliação da infraestrutura social exige a consideração de múltiplos fatores estruturais, uma vez que a entrega de resultados depende da articulação entre diferentes sistemas. A consolidação desses dados demonstra que, mesmo com pontuação próxima à média nacional, o eixo social ainda apresenta limitações na capacidade de transformar infraestrutura em resultados efetivos, o que se reflete na persistência de diferenças regionais e na necessidade de qualificação do acesso e do uso dos serviços, especialmente no campo da educação.