CREA-RJ informa, com pesar, o falecimento do ex-presidente Arciley Alves Pinheiro

O CREA-RJ manifesta profundo pesar pelo falecimento do ex-presidente Arciley Alves Pinheiro, aos 86 anos, profissional cuja trajetória deixou marcas significativas na história do Conselho. Engenheiro Agrônomo formado pela USP, Arciley Alves Pinheiro construiu uma carreira pautada pelo compromisso com o desenvolvimento técnico e social do país. Foi o primeiro presidente do CREA-RJ eleito por voto direto, exercendo dois mandatos à frente da instituição, entre 1985 e 1987 e 1994 e 1996. Foi também conselheiro federal do CONFEA, com uma trajetória marcada pela sua dedicação à profissão. Associativista, foi por diversos mandatos conselheiro do Clube de Engenharia do Brasil – CEB e diretor de Atividades da Sede Campestre da entidade. Com sólida formação acadêmica, fez pós-graduação em Sociologia Rural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em Economia Regional pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia da USP e em Economia Agrária pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da USP. Arciley Alves Pinheiro sempre defendeu o papel social do CREA-RJ e a importância da qualificação profissional para a segurança da sociedade. Sua liderança contribuiu para o fortalecimento institucional do Conselho e para a valorização dos profissionais das áreas tecnológicas. Na cerimônia de celebração dos 90 anos do CREA-RJ, na ALERJ, ele declarou: “O Crea-RJ tem uma função social muito importante. Só pode fazer determinado tipo de trabalho, o profissional que tenha o preparo adequado para isso. É preciso que tenhamos pessoas capacitadas para o trabalho de Engenharia, como a construção de edifícios, pontes, túneis etc. Tem que saber o que está fazendo. O Crea é o órgão responsável pela fiscalização dos profissionais. Há uma experiência acumulada de 90 anos. O Crea-RJ passou por momentos importantes e difíceis, como a queda de uma ponte ou de um edifício, que infelizmente acontece de vez em quando. Temos o Crea para evitar que isso aconteça.” Ao longo de sua carreira, exerceu importantes funções como técnico, gerente e chefe de Departamento no BNDES, diretor de administração da Companhia de Transportes Sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro e assessor da Secretaria de Articulação dos Programas Sociais do Ministério da Assistência Social, além de atuar como conselheiro em entidades representativas. Neste momento de dor, a Presidência e a Diretoria do CREA-RJ se solidarizam com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade profissional, reconhecendo a valiosa contribuição de Arciley Alves Pinheiro para o fortalecimento do Sistema CONFEA/CREA e para o desenvolvimento do país. O seu legado permanecerá como inspiração para as futuras gerações de profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. A família informa que o velório acontecerá no dia 25 de abril, sábado, das 11h25 às 13h25, no Cemitério da Penitência, capela 5, na Rua Monsenhor Manuel Gomes, 307, no Caju.
Energia solar viabiliza fábrica de gelo e fortalece pesca em comunidade ribeirinha no Amazonas

Um projeto de uso de energia limpa passou a transformar a realidade de uma comunidade ribeirinha no Amazonas. Em abril de 2026, entrou em operação uma fábrica de gelo movida a energia solar na localidade de Santa Helena do Inglês, no município de Iranduba, com impacto direto na atividade pesqueira e na geração de renda local. Batizado de Gelo Caboclo, o empreendimento possui capacidade para produzir uma tonelada de gelo por dia e armazenar até 20 toneladas, contando com sistema de placas fotovoltaicas e baterias de lítio que garantem funcionamento contínuo, além de poço artesiano próprio para abastecimento de água de qualidade. Antes da implantação, os pescadores precisavam adquirir gelo em Manaus, em deslocamentos de cerca de cinco horas de barco, o que elevava custos com combustível, mão de obra e perdas por derretimento. Com a produção local, a atividade torna-se mais eficiente, permitindo que os trabalhadores ajustem seus custos à quantidade efetivamente pescada e reduzam prejuízos. A busca pela demanda partiu da organização social Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que mobilizou o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), outra organização social responsável por gerir o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Foi por meio do PPBio que a empresa Positivo, de hardware e componentes eletrônicos, entrou com o aporte de R$ 1,3 milhão como investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), em troca de benefícios fiscais. Mais R$ 200 mil em baterias foram entregues pela UCB Power, totalizando um custo de R$ 1,5 milhão em investimentos. Além dos ganhos econômicos, o projeto apresenta benefícios ambientais ao reduzir a emissão de gases de efeito estufa, uma vez que diminui a necessidade de deslocamentos movidos a combustíveis fósseis para aquisição de gelo. A solução também contribui para a segurança energética em uma região onde o fornecimento de eletricidade é instável. Com impacto direto em mais de 30 famílias, a fábrica também deve beneficiar outras atividades, como o turismo e a agricultura familiar, ampliando o uso do gelo ao longo do ano. A expectativa é que o modelo possa ser replicado em outras comunidades amazônicas, fortalecendo a bioeconomia e promovendo o desenvolvimento sustentável na região. Fonte: Agência Brasil