Prefeitura do Rio inicia implantação de novas ciclovias e reforça diretrizes do PMUS-Rio
A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início à implantação de novos trechos cicloviários em três regiões da cidade, com intervenções na Tijuca, em Botafogo e na ligação entre Glória e Cinelândia. As obras começaram em abril de 2026 e têm prazo estimado de conclusão de 90 dias. Os trechos contemplados incluem a Rua Conde de Bonfim, entre a Praça Saens Peña e a Rua Uruguai, a Rua Muniz Barreto, entre as ruas Pinheiro Machado e São Clemente, e a Rua Augusto Severo, conectando importantes áreas do Centro e da Zona Sul. As intervenções priorizam a continuidade da malha cicloviária e a conexão entre bairros e equipamentos urbanos. A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à mobilidade urbana sustentável, que prevê a implantação de cerca de 50 quilômetros de ciclovias até 2028, com investimento estimado de R$ 20 milhões. Além da expansão, o programa inclui a requalificação da sinalização e a consolidação de eixos estruturantes para circulação de bicicletas. Do ponto de vista do planejamento urbano, as intervenções estão alinhadas ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro (PMUS-Rio), instrumento que orienta a política de mobilidade no município desde 2019. O plano estabelece uma hierarquia de priorização que favorece o transporte coletivo e os modos ativos, como o ciclismo e a caminhada, em detrimento do transporte individual motorizado. A expansão da infraestrutura cicloviária não se limita à criação de novos trechos, mas se insere em uma estratégia de reorganização do sistema de deslocamentos urbanos. O objetivo é promover maior integração modal, ampliar o acesso a diferentes regiões da cidade e reduzir impactos ambientais associados ao transporte.
Brasil amplia investimentos em reflorestamento e avança rumo à meta de 12 milhões de hectares até 2030

O Brasil tem ampliado suas iniciativas voltadas à restauração florestal, com base em políticas públicas, investimentos e programas estruturados que buscam recuperar áreas degradadas e fortalecer a sustentabilidade ambiental. A meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 orienta esse conjunto de ações, alinhado aos compromissos climáticos assumidos pelo país. Entre as medidas em curso, destacam-se aportes recentes como os R$ 126 milhões do Fundo Amazônia destinados a projetos de restauração, além de editais que somam cerca de R$ 150 milhões voltados ao reflorestamento em assentamentos rurais. As iniciativas priorizam modelos como sistemas agroflorestais, que associam recomposição da vegetação nativa à geração de renda e à inclusão produtiva. A estratégia adotada envolve diferentes órgãos federais e alcança dezenas de territórios, com ações que já contemplam a recuperação de milhares de hectares e o plantio de milhões de mudas em diferentes biomas. Esse movimento contribui para consolidar uma base institucional voltada à ampliação da restauração em escala nacional, com participação de comunidades locais e da agricultura familiar. No entanto, a dimensão das metas estabelecidas impõe desafios significativos. A escala atual das iniciativas, ainda que em expansão, permanece inferior ao volume necessário para o cumprimento integral da meta de 12 milhões de hectares, o que exige continuidade dos investimentos, ampliação do ritmo de execução e fortalecimento dos mecanismos de governança e monitoramento. Dessa forma, o conjunto de ações em andamento indica um caminho consistente para a restauração florestal no Brasil, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de ampliar e consolidar essas iniciativas para que o país alcance, de fato, uma posição de referência global no setor.