Feira de produtos agroindustriais do CREA AQUI: do produtor ao consumidor

O tempero do CREA AQUI 2O26 esteve o tempo todo ao alcance das mãos e do paladar. A Feira dos Sabores, que reuniu 22 produtos agroindustriais familiares, foi um sucesso de público, de crítica e resgatou uma máxima da propaganda de supermercado – do produtor ao consumidor, sem intermediários. Na hora do almoço, havia filas para degustação. “Empregamos 1.300 litros de leite por dia na nossa produção de doces. Com 15 funcionários, nós produzimos os doces que são vendidos na loja da fábrica e nas feiras de produtos caseiros pelo Estado do Rio”, contou a nutricionista Patrícia Passaroto Tamaz, dona da Doces Belamá, de Volta Redonda. O nome da empresa familiar é resultado da junção dos nomes Isabela e Matheus, os filhos de Patrícia com Rodrigo que também trabalha na firma. Família unida trabalha unida. Os produtores familiares fazem parte de roteiros de turismo rural em expansão no Estado do Rio, como o Circuito Terê-Friburgo e o Circuito Mury, em Nova Friburgo. Numa só viagem, o turista conhece vinícolas, queijarias, alambiques e produtores de cafés especiais. “A Aprorio participa de cerca de dez feiras por ano no estado do Rio, como Rio Gastronomia, Rio + Agro, Salão de Turismo estadual e federal e Rio Innovation Week”, lembra o biólogo Jairo Roberto Silva, há 47 anos técnico da Emater, que presta assistência aos produtores por meio do Prosperar, um programa estadual que oferece cerca de 200 projetos de financiamento, e já financiou cerca de R$ 10 milhões e registrou a legalização de 400 agroindústrias assim como a inserção desses produtos no mercado formal. A Feira dos Sabores teve estandes dos seguintes produtos: queijos e laticínios, vinhos, embutidos, mel, água de côco, cogumelos, tilápia, doces em compota, duas cachaças artesanais e cafés especiais. Um dos produtos que sempre faz sucesso é o saboroso Café Manduca, um produto artesanal, familiar e agroecológico devido às boas práticas de boa convivência da lavoura com a Mata Atlântica. “Minha família sempre trabalhou com café há seis gerações, desse que meu bisavô, Manduca, veio de Portugal”, lembra Alexandre Ramos, engenheiro químico formado na UFRJ. Desempregado na pandemia, ele decidiu participar do negócio familiar baseado numa lavoura de 12 hectares, que produz 300 sacas de café por ano. O “engenheiro que virou café” era só alegria no CREA AQUI. Seu orgulho aumentou quando descobriu, com a ajuda do repórter, a identidade de um senhor distinto que pediu um quilo de café. Era um colega engenheiro, Fabio Villari, diretor da Engetc Infra, empresa de Engenharia responsável por uma das maiores obras de infraestrutura em andamento no estado – a duplicação da Via Dutra na Serra das Araras. “Pela segunda vez no CREA AQUI, provei e adorei o café; sou um admirador de bom café”, disse Villari. Outro produto que teve fila para aquisição foi o doce de leite Manoel Borges, nome do fundador da empresa da familiar de Paty de Alferes, há mais de 25 anos no mercado. “Meu pai tem 70 anos, só estudou até a 4a série e fundou a empresa que tem 15 funcionários e um bom faturamento. Imagina se estivesse estudado engenharia”, brincou a empresária Rogéria Borges, oferecendo uma degustação do delicioso doce de leite da terra do tomate e de Manuel Osório Duque Estrada, o compositor do Hino Nacional.
Engenheiros do Rio poderão realizar Inspeção Periódica de Gás (IPG)

Um novo convênio de cooperação técnica, assinado nesta quinta-feira, 19 de março, permitirá que engenheiros prestem serviços de inspeção de gás em residências e comércios no Estado do Rio de Janeiro. O acordo foi firmado durante a 2ª edição do CREA AQUI 2026, na Praça Mauá, entre o CREA-RJ, a Naturgy – que distribui o gás canalizado – o Sindistal (Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado do Rio de Janeiro), a ABENC (Associação Brasileira de Engenharia Civil) e a ABRAIPE (Associação Brasileira de Organismos de Inspeção Acreditados de Sistemas de Gases Combustíveis e Eficiência Energética). Detalhes do Credenciamento e Capacitação O Papel da Naturgy e do CREA-RJ Miguel Fernández, presidente do CREA-RJ, destacou que o modelo gera segurança para a sociedade e novas oportunidades de emprego para a classe. “Esse novo modelo de se fazer a inspeção de gás proporciona segurança para a sociedade e mais emprego. Iniciativas como essa são fundamentais e um exemplo a ser seguido em outras áreas como, por exemplo, o setor elétrico”, afirma Fernández. Katia Repsold, presidente da Naturgy, reforçou que o aumento da oferta de profissionais qualificados é um investimento direto na segurança das instalações dos mais de 1 milhão de clientes da concessionária. “O convênio com o CREA-RJ reforça o compromisso da Naturgy com a qualidade técnica dos serviços a serem prestados aos nossos mais de 1 milhão de clientes do Estado do Rio. Ao aumentar a oferta de profissionais para a realização da inspeção, estamos investindo diretamente em segurança: das instalações e equipamentos a gás”, destaca a presidente da Naturgy. Atualmente, 76% dos imóveis residenciais e comerciais já realizaram a IPG, que deve ser feita a cada cinco anos, como determina a Lei Estadual 6.890. Nos bairros da Região Metropolitana, cujo prazo termina em 30 de junho, 9% dos clientes ainda não fizeram a inspeção. Nos demais municípios (Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Três Rios, Barra do Piraí, Barra Mansa, Porto Real, Resende, Volta Redonda, Campos e Macaé), o índice é de 13%. Prazos e Segurança para o Consumidor A Inspeção Periódica de Gás (IPG) deve ser realizada a cada cinco anos, conforme a Lei Estadual 6.890. Atualmente, 76% dos imóveis já estão regularizados, mas os índices de pendência ainda preocupam: Bairros com Prazo até 30 de Junho Os consumidores das seguintes áreas devem agendar a inspeção até o fim de junho: Vale ressaltar que a inspeção não é realizada pela Naturgy; cabe à companhia apenas comunicar os prazos aos clientes com antecedência de 60 e 30 dias.
Secretário de Agricultura: cooperação técnica melhora produtos que conquistam o consumidor

No segundo painel do CREA AQUI 2026, na tarde de 19 de março, foi debatida a crescente produção de queijos e vinhos na região interiorana do Estado do Rio de Janeiro. Essa agroindústria vem dando resultados econômicos surpreendentes, de acordo com o engenheiro agrônomo Felipe Brasil, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado do Rio, que moderou o painel “Agronomia em sabores – a Ciência que se degusta”. “Estou muito orgulhoso de termos hoje produtos de excelente qualidade no estado. Conseguimos essa façanha com acordos de cooperação técnica para desenvolvimento dos produtos, com tecnologia, pesquisa e trabalho de divulgação, gerando identidade do consumidor com os produtos nascidos aqui no Rio de Janeiro”, afirmou Brasil. Para o secretário, o painel comprova que o Rio tem agricultura de excelente qualidade e oportunidades de negócio. “Convido a todos que conheçam essas propriedades aqui representadas. Vocês verão que a qualidade só existe porque há muito trabalho para chegarmos nesse nível com o vinho, café, cachaça, queijo e agora com doces e compotas. Enfim, é um universo que se expande para os empreendedores no estado. Quero lembrar o lançamento já projetado do Instituto da Uva e do Vinho, com um novo laboratório da Pesagro no estado. São muitos desafios”, destacou o secretário. O protagonismo do agro fluminense já foi detectado em pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP): a participação do agronegócio no PIB do Estado do Rio cresceu 16,8% entre 2017 e 2020, saltando para R$ 32,5 bilhões. Em 2017 (ano-base da pesquisa), o PIB do agronegócio fluminense foi estimado em R$ 27,86 bilhões em valores correntes. Esse total correspondia a 4,15% da economia total do estado naquele ano. Diferentemente da média nacional, o agronegócio do Rio é fortemente concentrado nos elos chamados de pós-porteira. O agrosserviços é o maior segmento, respondendo por 47,6% do PIB do setor, seguido pela agroindústria, com 40,1%, e a agropecuária, com 11,3%. Com 73% do PIB do agronegócio (R$ 20,24 bilhões), o ramo agrícola vence o ramo pecuário, que gerou 27% do PIB, o equivalente a R$ 7,62 bilhões. Ainda segundo a mesma pesquisa, as atividades que mais geram lucro no campo são o cultivo de olerícolas (hortaliças), com 24% do Valor Bruto da Produção, com destaque para tomate, aipim e alface; e a criação de bovinos, entre os quais 17% ficam com o gado de corte e 13% para o leiteiro. Alexandre Hargreaves, do Ateliê do Queijo, em Casimiro de Abreu, está recorrendo ao melhoramento genético para aumentar quantidade e qualidade: “Estamos tentando aumentar a produção de queijo na nossa região, dentro das nossas possibilidades, com melhoramento genético do gado. Agora, temos também, o queijo produzido com leite de ovelha. Estamos nos tornando os maiores produtores desse segmento no estado. Isso pra nós é uma oportunidade de negócio muito importante”, explicou Hargreaves. Fabricio Le Draper Vieira, do Capril do Lago, em Valença, onde é produzido o queijo de cabra mais premiado do Brasil, destacou a importância da fidelização do cliente no estado: “O Rio tem um mercado enorme. Mas o consumidor precisa desse sentimento de pertencimento. O consumidor tem que fazer questão de consumir produto “made in Rio de Janeiro”. É uma questão ecológica e de orgulho. Por que não chegar no mercado e perguntar: “Esse produto vem de onde? E fazer questão de ajudar essa roda a girar. Pois, às vezes, o carioca consome um produto que vem da França e, comparado ao nosso, é de péssima qualidade. Esse é o apelo que faço”, destacou Lá Draper, que é francobrasileiro e descobriu nos antepassados a paixão que se tornou a razão de sua vida: a produção do queijo Capril do Lago, que tem campeões como o Queijo de Cabra, o único não europeu na lista dos 12 melhores queijos do mundo, apresentada pelo Mondial du Fromage, na França. Já Marcelo Maturano, da Vinícola Maturano, que tem foco no enoturismo de luxo e o uso de tecnologia avançada na produção de vinhos, destacou o tamanho do mercado potencial. “Temos um mercado de 17 milhões de consumidores que já identificaram que os produtos desenvolvidos no estado têm enorme qualidade. Hoje temos que olhar para fora; há condições de encontrar nosso cliente, também fora do nosso estado, dado às questões logísticas que são muito favoráveis”, observou Maturano. Para o empresário, a produção agroindustrial do Rio tem enormes vantagens. “Temos um aeroporto para escoar mercadoria a uma distância bem menor de boa parte dos nossos concorrentes pelo mundo, só para citar um exemplo. O Rio de Janeiro pode se tornar autossuficiente em cachaça, café, queijos e vinhos. É uma solução econômica viável para o desenvolvimento do interior do estado”, disse Maturano, que é empresário com atuação nos setores imobiliário, industrial e vitivinícola. Ele construiu mais de 300 casas e urbanizou mais de 3,5 milhões de metros quadrados em Teresópolis e Macaé, consolidando projetos de desenvolvimento urbano estruturados. Maurício Arouca, da Vinícola Arouca, em Areal, falou do projeto que está ganhando fôlego no estado que é o novo roteiro de vinícolas do Estado do Rio de Janeiro, lançado oficialmente no ano passado, pela Associação dos Vitivinicultores da Serra Fluminense (AVIVA) e a prefeitura de Areal, considerada a capital da uva. “O vinho, no fim das contas, é isso: ciência que a gente degusta. Tem solo, clima, manejo, irrigação, fitossanidade, processos, controle de qualidade, rastreabilidade e inovação — nada disso acontece “no improviso”. Quando você planta 40 mil pés de uva, estrutura uma vinícola para vinificação própria, cria um centro de experiências como a Casa Vinnus, e agora está finalizando a Vila Vinnus para hospedagem, você não está só construindo um destino: você está ajudando a organizar uma nova vocação econômica para a região, com mais renda, mais oportunidade e mais futuro”, afirma Maurício Arouca, acrescentando: “A história do vinho acompanha a história do ser humano. Ora como lazer, ora como tecnologia, commodity, etc. E, agora estamos nos destacando no Sudeste com a técnica da dupla poda na produção de vinhos finos, tintos principalmente. E, em Areal,
Deputado Reimont defende o fim da ‘maquiagem’ de cargos na Engenharia

O cenário trabalhista para os engenheiros brasileiros pode estar próximo de uma mudança histórica. Sob o lema “Engenheiro Sim, Analista Não”, o Projeto de Lei 626/2020 avança na Câmara dos Deputados com o objetivo de combater a precarização da categoria e garantir que a formação acadêmica seja respeitada pelas empresas e órgãos públicos. O deputado federal Reimont Otoni (PT-RJ), que atuou como relator do projeto na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP), explica que a medida faz justiça à dedicação dos profissionais. Segundo o parlamentar, tornou-se uma prática comum no mercado a contratação de engenheiros sob títulos genéricos para evitar o pagamento do salário mínimo profissional estabelecido por lei. Reimont foi ao CREA AQUI, onde se encontrou com o Presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, que recebeu também o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSD), engenheiro atuante nas questões de interesse das engenharias, em seu quinto mandato. O combate à precarização Para Reimont, o uso de nomenclaturas como “analista”, “consultor” ou “coordenador” para profissionais que exercem funções típicas de engenharia é um vício de empregabilidade que ganhou força após a Reforma Trabalhista de 2017. Justiça Salarial: O projeto obriga que o cargo tenha a denominação exata da titulação (Engenheiro, Agrônomo ou Geólogo) quando as funções forem da área. Fim do Desvio de Função: A proposta visa colocar um ponto final na estratégia de contratar profissionais qualificados para receberem salários inferiores aos seus direitos legais. Identidade Profissional: O deputado ressalta que “engenheiro é engenheiro e analista é analista”, sem menosprezar outras funções, mas exigindo o respeito à formação específica. Tramitação e Próximos Passos Após receber parecer favorável e ser aprovado na CASP em 24 de fevereiro passado, o projeto seguiu para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A relatoria na CCJ está a cargo da deputada Erika Kokay. Reimont demonstra otimismo com a celeridade do processo: “A gente espera que na Câmara a tramitação dele termine agora no mês de abril”, afirmou o deputado, lembrando que, após essa etapa terminativa na Casa, o projeto seguirá para o Senado. A força da Engenharia e o papel do Crea-RJ Durante a segunda edição do encontro CREA AQUI, o deputado destacou a importância de instituições como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) se comunicarem com a sociedade. Para Reimont, o CREA-RJ exerce um papel fundamental e muitas vezes invisível na segurança da população, fiscalizando estruturas como túneis e marquises, além do exercício profissional. Ele elogiou a visão do presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, ao conceber o evento como uma forma de mostrar que a engenharia é o pilar da soberania nacional. “Não há soberania sem uma engenharia forte, porque é na agronomia, nas estradas, na construção civil e na tecnologia que o Brasil se desenvolve”, pontuou o parlamentar. Deputado Luiz Paulo: “CREA AQUI prestigia avanços tecnológicos” O deputado Luiz Paulo foi outro político a ser recebido pelo presidente do CREA-RJ no gabinete da presidência montado no CREA AQUI. Luiz Paulo parabenizou o CREA-RJ pela segunda edição do maior encontro estadual das engenharias, agronomia e geociências. “Estamos aqui no Armazém 3, na área portuária, grande evento CREA AQUI. E eu quero parabenizar todos os engenheiros, o CREA e a direção do CREA, o presidente Miguel Fernández, pela realização desse grande evento. Ele fortalece as categorias filiadas ao CREA, mas também prestigia os avanços tecnológicos. O CREA está mostrando uma presença importante dentro da nossa sociedade”, afirmou o deputado Luiz Paulo.
No CREA AQUI 2026, Suzana Kahn defende protagonismo do Rio em inovação tecnológica

O primeiro painel do CREA AQUI 2026, realizado nesta quinta-feira (19 de março) na Zona Portuária do Rio de Janeiro, promoveu um debate estratégico sobre os rumos do desenvolvimento estadual. Com mediação do jornalista Sidney Rezende, o encontro reuniu lideranças do Sistema CONFEA/CREA, da academia e de entidades de classe para discutir como a Engenharia pode impulsionar a economia fluminense. Participaram do debate o presidente do Conselho Federação de Engenharia e Agronomia (CONFEA), Vinicius Marchese; o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; o presidente da Abdan (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares), Celso Cunha; e a diretora da Coppe/UFRJ, Suzana Kahn. Todos são engenheiros Da Indústria do Petróleo à Saúde A diretora da Coppe/UFRJ, Suzana Kahn, destacou que a forte dependência do Rio de Janeiro em relação ao setor de óleo e gás, embora gere vulnerabilidade, serve como um trampolim tecnológico para outras áreas. ”O Rio tem que ser líder em inovação no setor de conhecimento. Na Coppe, por exemplo, criamos uma startup que utiliza o modelo de ‘diagnóstico de rochas’ da indústria petrolífera para a detecção de doenças pulmonares”, revelou a engenheira. Kahn ressaltou que tecnologias como robótica, manufatura aditivada e comunicações, desenvolvidas inicialmente para o petróleo, possuem enorme potencial de aplicação na agricultura de alta precisão e na indústria em geral. União por Projetos de Estado O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, defendeu a criação de uma “amálgama” entre as instituições do setor para garantir que grandes projetos de infraestrutura avancem independentemente de questões partidárias. Bogossian alertou para a escassez de verbas federais e estaduais no Rio, observando que a maioria das obras atuais é fruto da iniciativa privada, o que prejudica o equilíbrio do desenvolvimento estadual. Oportunidades na Energia Nuclear Celso Cunha, presidente da Abdan, trouxe um panorama otimista — porém desafiador — sobre a expansão da energia nuclear, que abrange desde a medicina até a produção de alimentos. Dados para o Desenvolvimento Encerrando o painel, o presidente do CONFEA, Vinícius Marchese, apresentou a plataforma Infrabr. A ferramenta oferece um relatório anual com índices de desenvolvimento de todos os 27 estados brasileiros, funcionando como um guia para investimentos em infraestrutura. ”A ideia é que os gestores públicos possam identificar e atacar pontos fundamentais de forma diferenciada em cada estado. Precisamos de uma política de infraestrutura clara para o país, que não seja limitada a apenas um governo ou mandato”, concluiu Marchese.
Presidentes de CREA exaltam liderança do Rio de Janeiro no CREA AQUI 2026

O Estado do Rio de Janeiro consolidou-se, nesta semana, como o epicentro dos debates sobre o futuro das geociências, agronomia e engenharia no Brasil. O evento CREA AQUI 2026 atraiu olhares e elogios de presidentes de diversos Conselhos Regionais (Creas), que destacaram a capacidade de mobilização e a importância estratégica da iniciativa para o desenvolvimento nacional. Todos os presidentes de CREA visitaram o mega evento, onde posaram para fotos. Eles aproveitaram o fato de estarem participando da reunião do Colégio dos Presidentes, realizada no Armazém 1, no Píer Mauá.A relevância do encontro realizado pelo CREA-RJ foi reforçada pela presença e pelo apoio de líderes dos estados que detêm os maiores contingentes de profissionais registrados no país, como São Paulo e Minas Gerais, que juntos têm cerca de 600 mil profissionais, o equivalente a metade dos profissionais do Confea. Um Modelo de Conexão e Inovação Para Lígia Mackey, engenheira civil e presidente do Crea-SP, o sucesso do evento reafirma o Rio como um polo vibrante de inovação. ”Iniciativas desse porte são vitais para conectar o Sistema Confea/Crea diretamente aos profissionais. A excelente mobilização do Crea-RJ é uma referência para o País”. Na mesma linha, o presidente do CREA-MG, Marcos Torres Gervásio, engenheiro civil e de segurança do trabalho, parabenizou o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, pela “brilhante iniciativa” de reunir toda a cadeia produtiva. Gervásio destacou o expressivo engajamento do público: “Estou sabendo que foram mais de 5 mil inscrições. É um grande evento que vai colocar no seu devido lugar as discussões e os projetos de Engenharia que o nosso país precisa tanto”. Integração Nacional e Networking A capacidade de o evento transcender as fronteiras fluminenses foi um ponto central na fala de Jorge Silva, engenheiro agrônomo e presidente do CREA-ES. Ele ressaltou que o aperfeiçoamento profissional e o networking promovidos pelo CREA-RJ AQUI atraem especialistas de outros estados, sendo fundamentais para o crescimento da nação. Do Brasil central, terra do agronegócio, o presidente do CREA de Goiás, engenheiro Lamartine Moreira Junior, destacou a importância de os engenheiros não perderem o foco nas mudanças: “O CREA AQUI é fundamental porque ele projeta nosso olhar para o futuro, estimulando conexões e gerando impacto real com a certeza de que, ao valorizarmos nossos profissionais e as nossas instituições, estamos construindo o Brasil que todos desejamos.” Do Nordeste, vieram os cumprimentos de Renan Azevedo (Crea-PB) e Wesley Assis (Crea-MA). Azevedo enfatizou o compromisso com a valorização profissional e o fortalecimento do Sistema Confea/Crea/Mútua. Assis definiu o encontro como uma “força que potencializa a engenharia” e reforça o papel estratégico na construção de soluções sustentáveis. Capilaridade e Presença Institucional O papel estratégico do CREA-RJ também foi analisado por Clodomir Ascari, presidente do CREA do Paraná. Segundo ele, ao investir na capilaridade do atendimento e na proximidade com os profissionais, o Conselho fluminense garante acesso facilitado a serviços e suporte técnico. “Essa proximidade permite compreender melhor as demandas regionais, tornando as ações mais assertivas e alinhadas à realidade local”, pontuou Ascari, reforçando que o resultado é um Conselho mais acessível e conectado aos desafios contemporâneos. Com o sucesso da edição de 2026, o CREA AQUI se firma definitivamente no calendário estadual como um espaço essencial para o diálogo, a atualização e o protagonismo da área tecnológica no Brasil. VEJA A OPINIÃO DE PRESIDENTES DE CREA Lígia Mackey, engenheira civil e presidente do Crea-SP: “É inspirador acompanhar o sucesso do CREA AQUI, que consolida o Rio de Janeiro como um polo vibrante de debate para as profissões de Engenharia, Agronomia e Geociências. Iniciativas desse porte são vitais para conectar o Sistema Confea/Crea diretamente aos profissionais, fomentando o que temos de mais valioso: o conhecimento técnico e a inovação. No Crea-SP, acreditamos que o fortalecimento das nossas carreiras nasce da união e da presença constante no campo. Ao criar esses espaços de diálogo, valorizamos o protagonismo da área tecnológica no desenvolvimento nacional. A excelente mobilização do Crea-RJ é uma referência para o País, pois ver a nossa classe unida é a maior prova de que estamos no caminho certo para um futuro mais sólido, moderno e, acima de tudo, respeitado.” Marcos Torres Gervásio, engenheiro civil e de segurança do trabalho, presidente do CREA de Minas Gerais: “Eu quero parabenizar o CREA Rio de Janeiro, na pessoa do nosso presidente Miguel, por essa brilhante iniciativa de trazer toda essa cadeia produtiva dos engenheiros, agrônomos e geocientistas nesse grande evento que fala da Engenharia, fala do futuro das nossas profissões. Eu estou sabendo que foram mais de 5 mil inscrições. Então, é um grande evento que vai colocar no seu devido lugar as discussões da Engenharia, os projetos de Engenharia que o nosso país precisa tanto. Então, parabéns mais uma vez ao CREA Rio de Janeiro e que seja um bom evento, que seja o segundo de vários eventos dessa natureza. É isso que o Brasil precisa.” Jorge Luiz e Silva, engenheiro agrônomo e presidente do CREA do Espírito Santo: “Primeiramente, eu queria cumprimentar o presidente Miguel pelo excelente trabalho que vem desempenhando e, principalmente, com o lançamento, pelo segundo ano consecutivo, do CREA-RJ AQUI. É um evento de inovação tecnológica, de atualização e aperfeiçoamento profissional que, com certeza, vai ter profissionais participando não só do Estado do Rio de Janeiro, como também de outros estados, devido à grandeza em termos de conhecimento técnico-científico e, ao mesmo tempo, de networking, que é fundamental para o desenvolvimento e crescimento do estado do Rio e da nossa nação.” Lamartine Moreira Junior, engenheiro agrícola e presidente do CREA de Goiás: “Para mim, a importância deste evento trata-se de um movimento de resgate do nosso protagonismo. O CREA AQUI é o marco da nossa agenda positiva e o espaço onde mostramos que somos o pilar fundamental de dois terços do PIB brasileiro e que o avanço econômico, social e ambiental é impossível sem engenharias, agronomia e geociências qualificadas. Ver aqui reunidos desde estudantes até referências mundiais, mostra que estamos conectando a excelência técnica com as soluções que a população precisa. O CREA
Nova ART inteligente revela que Estado do Rio já contratou R$ 40 bi em obras e serviços de engenharia

Para uma plateia lotada na abertura da segunda edição do CREA AQUI 2026, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, anunciou o lançamento da nova Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). O sistema, agora inteligente, promete otimizar o cruzamento de dados e coibir fraudes no setor. ”Neste dia de celebração da engenharia, agronomia e geociências, trazemos uma inovação tecnológica aguardada. Em 2025, apresentamos o novo sistema; agora, mostramos a nova ART inteligente e sua importância estratégica para o setor”, afirmou o presidente, lembrando que o Conselho registra hoje cerca de 360 mil ARTs por ano. Segundo Fernández, a iniciativa aprimora os três eixos fundamentais do CREA: fiscalização do exercício profissional, desenvolvimento econômico e segurança da sociedade. Radiografia da Economia Fluminense A ART é o documento que rastreia a responsabilidade técnica de qualquer obra ou serviço, permitindo a identificação do profissional em caso de problemas. Com o novo modelo — georreferenciado e parametrizado — o CREA-RJ já consegue mapear números precisos da economia do estado: Combate ao Exercício Ilegal A nova tecnologia exige que, futuramente, todo contratante possua um perfil no sistema do CREA. “Isso garantirá que quem contrata também esteja sob nossa supervisão. Teremos o mapeamento real de um setor que responde por dois terços da economia do país”, explicou Fernández. O sistema utiliza o CEP para gerar o georreferenciamento, essencial para impedir a venda ilegal de ARTs — prática onde pessoas sem registro “compram” a assinatura de maus profissionais para validar obras irregulares, colocando a sociedade em risco. Além de expor essas condutas, a nova ART facilitará o acesso a dados por parte da Polícia Civil e do Ministério Público em investigações de incidentes. Facilidade para o Profissional O Rio de Janeiro é o único estado do país a trabalhar com a questão da localidade de forma tão detalhada, permitindo inserir mais de um endereço em uma mesma ART. O novo modelo também possibilita a avaliação imediata do serviço pelo contratante, o que gera automaticamente a Certidão de Acervo Técnico (CAT), documento indispensável para a participação de engenheiros em concursos públicos. O CREA AQUI 2026 segue no Armazém 3 do Píer Mauá, reunindo 6 mil participantes em uma plataforma de tecnologia e visão estratégica para o futuro das profissões. Confira a apresentação na íntegra do presidente do CREA-RJ Miguel Fernández:
Programa Mulher do CREA-RJ anuncia as profissionais vencedoras do edital “Mulheres que Inspiram”

O resultado do concurso “Mulheres que Inspiram” foi divulgado pelo Programa Mulher do CREA-RJ. Cinco profissionais foram escolhidas pelas suas histórias que contribuíram significativamente para as Engenharias, Agronomia e Geociências, promovendo inspiração e enaltecimento da presença feminina nessas áreas Após quase dois meses da abertura das inscrições, o Comitê Gestor do Programa Mulher CREA-RJ definiu as vencedoras com base em critérios de avaliação e pontuação pré-definidos. O concurso englobou mulheres com mais de 18 anos, que fazem parte do sistema CONFEA/CREA, que estejam com anuidade em dia e sejam moradoras do estado do Rio de Janeiro. Confira abaixo as cinco vencedoras do edital: Ana Paula Bernardes de Araújo Engenheira eletrônica, possui mais de 25 anos de atuação no setor naval e militar, participando de marcos estratégicos como o Programa de Modernização das Fragatas Classe Niterói e, atualmente, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub), sendo a única brasileira a embarcar nessa classe, com 1.800 horas de imersão e 120 dias de mar. Com vivências na França e Itália, Ana Paula Bernardes também acumula 11 anos de atuação no atual Centro de Manutenção de Sistemas da Marinha (CMS) e na Itaguaí Construções Navais (ICN), onde trabalha há 12 anos. Magda Maria De Regina Chambriard Presidente da Petrobras desde junho de 2024, é mestre em Engenharia Química pela COPPE/UFRJ (1989) e Engenharia Civil pela UFRJ (1979), com especialização em Engenharia de Reservatórios e Avaliação de Formações e especialização em Produção de Petróleo e Gás, na hoje denominada Universidade Petrobras. Magda Chambriard iniciou sua carreira na Petrobras em 1980, atuando sempre na área de Produção, onde acumulou conhecimentos sobre todas as áreas em produção no Brasil. Foi cedida à ANP para assumir a assessoria da diretoria de exploração e produção em 2002, quando atuava como consultora de negócios de E&P, na área de novos negócios de E&P da Petrobras. Na ANP, logo após assumir a assessoria, assumiu também as superintendências de exploração e a definição de blocos, com vistas a rodadas de licitação. Foi responsável pela implantação do Plano Plurianual de Geologia e Geofísica da ANP, que resultou na coleta de dados essenciais para o sucesso das licitações em bacias sedimentares de novas fronteiras. Em 2008, assumiu a diretoria da ANP, e em 2012, a Diretoria Geral, liderando a criação da Superintendência de Segurança e Meio Ambiente, Superintendência de Tecnologia da Informação, os trabalhos relativos a estudos e elaboração dos contratos e editais, os estudos técnicos que culminaram na primeira licitação do pré-sal, além das licitações tradicionais sob regime de concessão. Olga Côrtes Mestre em Engenharia Nuclear pela UFMG/CNEN, Olga Côrtes nasceu em Belo Horizonte (MG), e é engenheira eletricista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Construiu uma carreira de destaque no setor energético e nuclear brasileiro, atuando na Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) como chefe do laboratório de Termohidráulica, além de ter sido superintendente de planejamento na Nuclebras, assistente da presidência da Eletrobras e diretora de novos negócios na Furnas. Recebeu reconhecimento por sua atuação no setor energético, incluindo prêmios da Full Energy em dois anos consecutivos. Ao longo de sua carreira, teve forte atuação em entidades de classe e organizações profissionais. Foi Presidente da Seção Latino-Americana da American Nuclear Society (ANS), membro do Board of Directors da mesma instituição, além de integrar o Conselho Diretor e exercer a vice-presidência do Clube de Engenharia. Também foi presidente e diretora da Associação Brasileira de Energia Nuclear, além de atuar como consultora da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). No campo da liderança feminina e do empreendedorismo, destacou-se no Women’s World Banking, onde atuou como diretora, vice-presidente e presidente do Banco da Mulher Brasil, sendo reconhecida Personalidade do Ano pela Web/ONU. Também é autora do livro “Mulheres na Energia”. Rachel Kuan Zein de Mello Loh Formada pela Universidade Federal Fluminense – UFF, Rachel Loh possui uma carreira repleta de pioneirismos. Atualmente engenheira de competição na Amattheis Motorsport, foi a primeira mulher a participar de uma equipe de projeto de extensão Baja SAE no Brasil, como piloto e capitã da equipe. Foi também a primeira engenheira na Stock Car (maior categoria do automobilismo brasileiro), construindo mais de 20 anos de carreira no setor. Exerce liderança em diversas frentes de inclusão a mulheres no motorsport como os projetos FIA GIRLS on TRACK e programas de experiência em parceria com a comunidade Girls Like Racing, mentora da SAE Brasil Mulheres e líder do projeto Acelerando com ELAS. Além de passagens pelas principais categorias do automobilismo brasileiro, é voluntária da FIA em grandes eventos internacionais, integrando a comissão técnica do Brasil em eventos como GP Brasil F1, GP São Paulo WEC e Eprix São Paulo de Fórmula E. Viviane Japiassú Viana Viviane Japiassú Viana é técnica em Telecomunicações, tecnóloga em Meio Ambiente, engenheira ambiental e doutora em Ciências Ambientais. Na área acadêmica, é professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro – IFRJ e da Universidade Veiga de Almeida – UVA, onde coordena o Núcleo de Inovação Tecnológica e Pedagógica. Desenvolveu uma metodologia que integra cultura maker aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, e já impactou mais de 30 mil estudantes. Foi criadora dos projetos como “Que Chuva é Essa?”, “Meninas e Mulheres na RRD” e STEM Way, ampliando oportunidades e inspirando meninas do ensino básico, docentes e universitários. Além disso, é organizadora e mentora em hackathons de inovação socioambiental e líder climática do The Climate Reality Project. Em 2023, seus projetos foram reconhecidos pelo Cemaden Educação como práticas inspiradoras e, em 2024, representou o Brasil no programa IVLP Hidden No More – Women Leaders in STEM. A campanha “Mulheres que Inspiram” Durante este ano, o Programa Mulher do CREA-RJ vem desenvolvendo a campanha “Mulheres que Inspiram 2026”. O primeiro passo foi a publicação do edital para o concurso que leva o mesmo nome, com inscrições que abriram no dia 21 de janeiro. No CREA AQUI 2026, o maior encontro das Engenharias, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro, o Programa Mulher