O Porto do Rio vai parar: caravanas de engenheiros de todo o estado chegam para o CREA AQUI 2026

Além de se transformar no maior evento estadual das Engenharias, da Agronomia e das Geociências, a segunda edição do CREA AQUI, marcado para esta quinta-feira, dia 19, será também o encontro da diversidade de sotaques do interior do estado do Rio de Janeiro.  O megaevento, que vai acontecer no Armazém 3 do Píer Mauá, mobilizou caravanas e grupos de vários pontos do estado, além de associações de engenheiros de diversas cidades. Os profissionais não têm dúvida de que o megaevento será uma das maiores oportunidades de networking de suas carreiras.  Os grupos estão sendo organizados por profissionais que atuam nas prefeituras e também por inspetores do CREA-RJ, que têm um total de 126 profissionais atuando em 34 inspetorias e postos de relacionamento em todos os 92 municípios do estado. Está prevista a presença de engenheiros dos seguintes municípios: Angra dos Reis, Barra Mansa, Barra do Piraí, Bom Jesus de Itabapoana, Campos, Casimiro de Abreu, Cambuci, Italva, Nova Friburgo, Paraty, Petrópolis, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Paracambi,  Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, Volta Redonda e Valença. Os profissionais estão muito animados com a possibilidade de ampliar sua rede de contatos com colegas e empresas, assim como aperfeiçoar seus conhecimentos sobre as tendências da engenharia. Da região da Costa Verde, no litoral sul do Estado do Rio, vem um dos maiores grupos. A caravana de Paraty, a cerca de 250 quilômetros do Rio, foi organizada pelo inspetor do CREA, o engenheiro mecânico Romualdo José Luiz Neto. Trinta engenheiros e arquitetos de Paraty e de Angra dos Reis embarcaram num ônibus com ar condicionado e percorreram cerca de quatro horas de estrada. Neto participou no ano passado e virou freguês do CREA AQUI.  “Pela segunda vez, estou nesse evento que representa um marco para o Sistema Confea/CREA e para nossas atividades profissionais. O mais incrível desse evento é sua capacidade de integrar profissionais das mais diversas áreas e regiões do Estado. Nossa expectativa é a melhor possível”, afirmou Neto, formado em engenharia mecânica em 1998. Outro grupo grande vem de Cabo Frio, na Região dos Lagos, a terra do sol. O presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos (Asaerla), engenheiro Marco Antônio Pereira, disse que pelo menos 14 pessoas já confirmaram presença na van. A caravana da Asaerla vai percorrer 165 quilômetros, de Cabo Frio ao Rio de Janeiro.  “Estamos muito felizes por poder participar desse mega evento, promovido pelo CREA-RJ, Confea e Mútua RJ. O CREA está de parabéns por contribuir para a valorização dos profissionais”, afirmou o engenheiro Marco Pereira, presidente da Asaerla, entidade fundada em 1977, e que reúne hoje 164 engenheiros, 49 arquitetos e um agrônomo. Do Noroeste fluminense vem um dos maiores grupos. A caravana de Italva, município de 14 mil habitantes a 341 quilômetros do Rio, tem mais de dez profissionais e está sendo organizada pelo inspetor do CREA, o engenheiro civil e de segurança do trabalho Maurício José Leal de Oliveira, que está bem animado com a oportunidade de participar do CREA AQUI. O grupo achou melhor pernoitar no Rio na véspera para acordar descansado e poder participar do evento que tem tudo para ser uma espécie de maratona da engenharia.  “Sair de Italva para participar da segunda edição do CREA AQUI, promovido pelo CREA-RJ, é mais do que presença, é compromisso com a nossa profissão e com a nossa evolução profissional. É afirmar, na prática, que os profissionais do interior também têm voz, força e representatividade”, afirma Maurício. O engenheiro de Italva lembra bem do sucesso que foi a primeira edição do CREA AQUI: “Assim como em 2025, a expectativa é de um evento rico em conteúdo, com palestras técnicas, painéis qualificados e, principalmente, a oportunidade de ampliar o networking e trocar experiências com grandes nomes da engenharia estadual e nacional. É com esse protagonismo que avançamos, fortalecendo o CREA e valorizando, na prática, toda a nossa classe”, destaca Maurício. O CREA AQUI tem repercutido tão bem entre os profissionais do Sistema Confea/CREA que a fama do evento já chegou a Varre-Sai, o município mais distante da capital do estado, a cerca de 370 quilômetros. De lá partiu no primeiro minuto desta quinta-feira, dia 19, um grupo de quatro jovens engenheiros que pela primeira vez vai participar do CREA AQUI. “Quero ampliar meus conhecimentos, conhecer colegas e fazer contato com as empresas de engenharia. Não perco essa chance por nada deste mundo”, afirmou Filipe Rodolphi, 37 anos, dez dos quais como engenheiro civil, funcionário da Prefeitura de Varre-Sai, onde conseguiu folga para participar do evento. O nome da cidade de Varre-Sai, com dez mil habitantes, tem origem numa hospitalidade local do século XIX, onde os viajantes eram recebidos com o convite para que a casa fosse “varrida” antes de eles “saírem” para seguir viagem. A casa da engenharia por um dia, o Armazém 3, está varrido e arrumado para receber os visitantes. 

Contagem regressiva para o CREA AQUI 2026

O barulho de compressores, marteladas e testes de som é constante. Os cerca de 300 operários trabalham desde quarta-feira na construção da “Cidade do CREA Aqui”, que ocupa uma área de 3.500 metros quadrados do Armazém 3 do Piér Mauá. Nesta quarta-feira, véspera do CREA AQUI, realizado pelo CREA-RJ, já era possível perceber os sinais da beleza de cenário do maior encontro estadual das engenharias, agronomia e geociências: grandes painéis instagramáveis e dos novos estandes, de instituições de ensino e de classe já exibiam a programação visual do mega evento. Está quase tudo pronto para a segunda edição de um evento criado para antecipar tendências, estimular conexões e gerar impacto nas engenharias, na agronomia e nas geociências, as profissões do Sistema Confea/CREA. Acompanhado da gerente de eventos do CREA-RJ, Lu Soares, e de assessores, o presidente do Conselho, engenheiro civil Miguel Fernández bloqueou a agenda para ir até o Píer Mauá conferir os últimos preparativos para o encontro que se consolidou como uma plataforma de ideias, parcerias e futuros possíveis na engenharia, agronomia e geociências. “Nós vamos ter a segunda edição do Crea Aqui agora, dia 19 de março, no Píer Mauá, no Armazém 3, aqui na região do Porto Maravilha. E essa segunda edição está cheia de novidades, inovações e expectativas. A gente espera receber um público ainda maior do que o primeiro, que aconteceu na Marina da Glória ano passado em 2025. Agora serão mais de 5 mil profissionais presentes ao longo do dia participando de mesas redondas, debatendo o futuro das engenharias, da agronomia e das geociências, eventos de capacitação, networking, relação com empresas, entidades de classe, instituições de ensino”, afirmou Fernández, recomendando que os profissionais do sistema corressem para conseguir as últimas vagas disponíveis.  Com um pé direito entre sete e dez metros de altura e um vão livre de cerca de 20 metros de largura por 90 metros de comprimento, o Armazém 3 vai receber um palco, duas exposições, uma feira de produtos agroindustriais, 20 estandes de empresas do setor e de programas do CREA-RJ, como o Espaço Progredir e o CREA Mulher. Pela primeira vez, haverá estande para as instituições de ensino superior e entidades de classe.  O responsável técnico pelo palco é o engenheiro civil e eletricista Jacques Stelzer, que atuou no primeiro CREA AQUI e lembrou que a própria infraestrutura do evento é pura engenharia. “Temos um palco com teto de alumínio e uma enorme estrutura de luz e 16 mil watts de som. Tudo isso demanda muita engenharia”, destacou Stelzer. Ao chegar e sair do armazém, os participantes vão desfrutar de uma das mais belas vistas da Baía de Guanabara com a Ponte Rio-Niterói, ícone da engenharia nacional, e o Museu do Amanhã, que é um grande ponto turístico de difusão de conhecimento tecnológico. A Zona Portuária do Rio foi revitalizada em 2013, preparando a cidade para a realização da Olimpíada de 2016. Com isso, o Píer Mauá e os armazéns do Porto passaram por uma grande reforma urbanística. Os cinco armazéns históricos do Píer Mauá (do 1 ao 5) são construções do século XIX que foram restauradas e hoje servem como um dos principais espaços de eventos e congressos no Rio de Janeiro.

Presidente do CREA-RJ e fiscais fazem visita técnica nos bastidores do Maracanã

Poucas horas antes de o Fluminense enfrentar o Vasco no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, fez na manhã desta quarta-feira, dia 18, uma visita técnica nos bastidores de um dos maiores estádios de futebol do mundo e um ícone da engenharia brasileira, situado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Acompanhado do superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra, e do gerente de fiscalização do Conselho, Cosme Chiniara, Miguel Fernández foi recebido pelo diretor de operações e infraestrutura do Maracanã, Severiano Braga, que é engenheiro civil. A reunião ocorreu em um momento estratégico, coincidindo com a presença de presidentes de diversos CREAs do Brasil e do Conselho Federal no Rio de Janeiro que participam do Colégio de Presidentes e também do CREA AQUI, o maior encontro estadual das engenharias, agronomia e geociências, que acontece nesta quinta, dia 19, no Píer Mauá. Durante a visita, os engenheiros ressaltaram que o foco primordial da fiscalização é garantir que a população usufrua das instalações com total conforto e segurança, mitigando riscos de acidentes por meio da presença de profissionais habilitados. “Hoje a gente está aqui com a visita da fiscalização do CREA. É sempre bom estar presente com essa turma para nos trazer segurança, para a gente ter toda a documentação correta. É uma parceria que o Maracanã já tem com o CREA, a gente está sempre de braços abertos para recebê-los. E para nós é muito bom estar sempre seguro, estar sempre certo e estar junto com o CREA para a gente poder ter os nossos eventos com muita tranquilidade, tanto para nós quanto para o CREA”, afirmou Severiano Braga, que trabalha há oito anos no estádio, contando com a assessoria direta de oito engenheiros de diversas especialidades. Esta semana o desafio é adicional com quatro jogos em apenas uma semana. E o Maracanã tem se transformado num dos pontos turísticos mais visitados do Rio, que registrou 400 mil pessoas no ano passado.O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, agradeceu a acolhida e lembrou que o Maracanã não é apenas um símbolo da engenharia civil brasileira como um dos maiores palcos de mega eventos do país. “O Maracanã tem feito um belo trabalho e tem contado sempre com o apoio técnico da fiscalização do CREA-Rj, que sempre está presente nos grandes eventos por todo o estado. Esse é o nosso principal foco: mostrar que um evento fiscalizado é um evento seguro, onde a população pode vir com total conforto. Desde que implantamos nossa Equipe de Grandes Eventos, no início da gestão, graças a Deus não tivemos mais nenhum incidente relevante”, destacou Miguel Fernández, na companhia de fiscais do CREA-RJ já habituados a colaborar com os eventos no MaracanãO CREA-RJ reafirmou seu compromisso de estar presente nos principais palcos de entretenimento e esporte do estado, assegurando que, por trás de cada grande espetáculo, exista o respaldo técnico necessário para proteger a vida e o patrimônio público. Fernández lembrou que a dificuldade do trabalho da fiscalização é que muitas vezes ela é invisível aos olhos dos leigos. “Toda vez que dá certo, ninguém vê. Só vira notícia quando dá errado. A gente quer mostrar que está dando certo e que, por trás disso, há dezenas de profissionais dedicados como vocês”, disse Fernández, dirigindo-se ao diretor de operações e infraestrutura do Maracanã, que atua como prefeito de uma cidade de 70 mil habitantes, o equivalente, por exemplo, à população de Valença (RJ). “O Maracanã é uma cidade de 70 mil pessoas. E a gente abre e fecha essa cidade em cinco horas. A gente tem duas horas de portão aberto, duas horas de jogo e uma hora para as pessoas poderem sair do Maracanã e a gente fechar os portões”, disse Severiano Braga, acrescentando que enquanto o show está acontecendo, a equipe tem que atender os torcedores, com cadeira, bar, banheiro e acessos; atender os camarotes, a imprensa, atender os jogadores”. Durante cada partida, tudo tem que funcionar direitinho: os telões, a subestação de energia elétrica e os postes móveis de iluminação. A metáfora da cidade ilustra a complexidade da infraestrutura (hidráulica, elétrica e acessos) que precisa funcionar perfeitamente em um curto espaço de tempo. Reinaugurado para a Copa do Mundo de 2014, o Maracanã – que agora é administrado pelo Consórcio Fla-Flu – passou recentemente por intervenções importantes para a abertura da temporada de 2026. Após o intenso calendário de 2025, o campo passou por um processo de raspagem e tratamento específico do gramado. O estádio implementou tecnologias de ponta para melhorar a qualidade do gramado, que recebe uma média de 70 jogos por ano. Para tirar qualquer umidade do gramado, a administração emprega ventiladores com potência de duas turbinas de avião. Toda a estrutura de cobertura dos bancos foi trocada. O foco da obra foi modernizar o design e aumentar o conforto e a segurança para atletas e comissões técnicas. Consolidando mudanças iniciadas no ano anterior, o estádio agora opera totalmente com refletores de LED (sistema ArenaVision LED). Essa troca gera uma economia de energia de cerca de 65% e melhora significativamente a qualidade para transmissões em 4K.

Do campo à mesa: a força invisível que alimenta o Rio e estará na Feira dos Sabores do CREA AQUI 2026

Você já parou para pensar de onde vem o frescor do alimento que chega à sua mesa todos os dias? No Estado do Rio de Janeiro, a resposta está na agricultura familiar, o verdadeiro alicerce da segurança alimentar no estado do Rio de Janeiro. Longe de ser apenas uma atividade de subsistência, o setor é uma potência econômica, responsável por cerca de 80% dos estabelecimentos rurais do estado. Além disso, a agricultura familiar estará representada na Feira dos Sabores, que vai reunir 22 produtores regionais de agroindústrias familiares no CREA AQUI 2026, o maior encontro estadual das Engenharias, Agronomia e Geociências, marcada para a próxima quinta-feira, dia 19, no Armazém 3 do Píer Mauá. Eles fazem parte da Associação das Agroindústrias Familiares do Estado do Rio de Janeiro (Aprorio).  A associação é presidida pelo produtor Gilmar Carino, dono da queijaria Fazenda Boa Fé, em Santa Maria Madalena, na Região Serrana, a 223 quilômetros do Rio. Santa Maria Madalena é também terra da atriz e humorista Dercy Gonçalves, que costumava invadir a queijaria Fazenda Boa Fé, xingando quando alguém dizia que a Vigilância Sanitária não permitia a presença de visitantes no na etapa da fermentação dos queijos. Os produtores familiares fazem parte de roteiros de turismo rural em expansão no Estado do Rio, como o Circuito Terê-Friburgo e o Circuito Mury, em Nova Friburgo. Numa só viagem, o turista conhece vinícolas, queijarias, alambiques e produtores de cafés especiais.  A Feira dos Sabores terá estandes dos seguintes produtos: queijos e laticínios, vinhos, embutidos, mel, água de côco, cogumelos, tilápia, doces em compota, duas cachaças artesanais, cafés especiais.  “A Aprorio participa de cerca de dez feiras por ano no estado do Rio, como Rio Gastronomia, Rio + Agro, Salão de Turismo estadual e federal e Rio Innovation Week”, lembra o biólogo Jairo Roberto Silva, há 47 anos técnico da Emater, que presta assistência aos produtores por meio do Prosperar, um programa estadual que oferece cerca de 200 projetos de financiamento, e já financiou cerca de R$ 10 milhões e registrou a legalização de 400 agroindústrias assim como a inserção desses produtos no mercado formal. Fundamental para o crescimento da economia fluminense, a agroindústria é um segmento do agronegócio que, além de agregar valor à produção mantendo as características originais, gera emprego e renda. Diante da importância do setor, o Governo do Estado dispõe de várias medidas de apoio. Uma delas é o Programa Prosperar, que oferece linha de crédito para que produtores rurais possam obter financiamento com juros baixos e investir em maquinário e nos demais insumos necessários para o crescimento do negócio. Neste cenário, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Pesagro, Defesa Agropecuária e da Emater, busca dar apoio em assistência técnica e extensão rural para o produtor interessado em legalizar sua agroindústria.  “A engenharia agronômica é o elo principal da agricultura familiar e o agronegócios fluminense. Sem planejamento e sem a assessoria da Emater é impossível conseguir um bom trabalho no campo”, afirma Gilmar Carino, dono de uma propriedade de 19 hectares que é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) equipada com biodigestor e energia solar. A agroindústria Queijaria Fazenda Boa Fé, do produtor rural Gilmar Carino, foi a primeira agroindústria legalizada no município de Santa Maria Madalena, na Região Serrana. Gilmar e a esposa, Claudia, são exemplos de produtores que acreditaram no sonho de levar seus produtos com qualidade e certificação à mesa de famílias fluminenses. O casal buscou orientação junto à Emater-Rio sobre a documentação necessária para legalizar a empresa, além de informações sobre os equipamentos mais indicados para o negócio.  “Meu principal objetivo era produzir e comercializar um produto dentro dos padrões sanitários, ambientais e trabalhistas, para que pudéssemos entrar no comércio formal de maneira legalizada. O Programa Prosperar nos ajudou na aquisição de maquinário para alavancar nossa produção”, contou Gilmar Carino, produtor de queijos e outros laticínios.